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13/02/2022

Seis livros didáticos antigos de Português, História e Geografia que deixaram saudades




Volta e meia lá estou eu com a minha nostalgia. Ela chega assim, meio que... sem avisar. Nostalgia dos filmes que assistia no cinema em minha cidade e que hoje está fechado; nostalgia das peraltices que vivia com os meus amigos de infância; nostalgia das brincadeiras dançantes à base dos saudosos vitrolões e por aí afora. Neste final de semana bateu uma nostalgia danada dos meus tempos de infância quando frequentava o antigo Primeiro Grau. Assim, acabei me lembrando dos saudosos boletins em papel; daqueles em cartolina onde os professores colocavam as nossas notas em azul (ufa!!) ou em vermelho (vichiii!!) para que levássemos para casa com a promessa de mostrarmos aos nossos pais.



Pois é, mas a nostalgia maior que bateu fundo foi aquela relacionada com os livros e cartilhas didáticas daquele tempo, ou seja, dos anos 60 e 70. Inclusive, já escrevi, no passado, uma postagem sobre elas (ver aqui), mas hoje quero postar algo mais seletivo, abordando apenas os materiais didáticos referentes à Língua Portuguesa, História e Geografia. Tive a ideia porque eu era um péssimo aluno em matemática, mas por outro lado, adorava Português, Geografia e História, fosse ela Geral ou do Brasil. Daí, a minha opção em fazer esse post direcionado apenas para esses livros.

E aí? Preparados para ingressar em nossa máquina do tempo? Então, se você viveu a sua infância ou adolescência nos anos 70 e adorava os livros didáticos daquela época, com certeza, irá adorar essa viagem.

01 - Método ABC– Ensino prático para aprender a ler


Começo a nossa lista com esta cartilha que deixou saudades em grande partes dos cinquentões ou sessentões de hoje. Método ABC – Ensino prático para aprender a ler foi uma cartilha destinada tanto às crianças, quanto aos adultos “analfabetos”, era um material de leitura, como o próprio nome esclarece, em que os alunos eram levados a decorar o alfabeto e cada página da cartilha, que era constantemente “tomada”, de acordo com uma sistematizada rotina.

A obra, apesar de compacta, com apenas 16 páginas, buscava levar os alfabetizandos à memorização do alfabeto, de sílabas e de algumas palavras. Era um material introdutório ou utilizado paralelamente a outros livros nas salas de alfabetização e propunha o ensino prático para o aprendizado da leitura.

Estava baseado no método alfabético, isto é, iniciava-se das partes menores (as letras), até se chegar às palavras. Desse modo, a obra era dividida em nove cartas que apresentavam uma sequência, supostamente, linear, inicialmente com reflexões simples, que tornavam-se mais complexas com o decorrer das lições. No entanto, antes de iniciar a primeira carta, as quatro páginas iniciais apresentavam o alfabeto em letra de imprensa maiúscula e em letra cursiva, as vogais e as consoantes minúsculas.

02 – Caminho Suave






Esta cartilha pode ser considerada antológica. Caminho Suave fez a cabeça de uma geração de professores e alunos dos anos 60 e comecinho da década de 70.

Aprovado pela Comissão do Livro Didático do Departamento de Educação do Estado de São Paulo. A cartilha de Leitura era usada, geralmente, a partir do segundo ano primário. Aprovado pela Comissão Nacional do Livro didático. Caminho Suavefoi um fenômeno de vendas no Brasil: calcula-se que todas edições, até a década de 1990, venderam 40 milhões de exemplares. Há um exemplar de edição bem posterior, dos anos de 1980, quando a cartilha foi modificada e vários exercícios foram incluídos.

Apesar de não ser mais o método "oficial" de alfabetização dos brasileiros, a cartilha idealizada pela educadora Branca Alves de Lima virou uma verdadeira coqueluche no ambiente escolar dos anos 60 e 70.

Foi observando a dificuldade de seus alunos, a maioria oriundos da zona rural, que a autora criou o método que ela própria denominou "alfabetização pela imagem". A letra "a" está inserida no corpo de uma abelha, a letra "b", na barriga de um bebê, o "f" fica instalado no corpo de uma faca, a letra "o", dentro de um ovo e assim por diante.

03 – Cartilha Sodré





A Cartilha de Alfabetização Sodré, criada por Benedicta Sthal Sodré, chegou a vender mais de 6 milhões de exemplares em suas 273 edições e, à exemplo de Caminho Suave, marcou uma geração de ‘leitores-estudantes’.

Posso imaginar a nostalgia que todos aqueles que estão lendo essa postagem estão sentindo nesse momento. Principalmente você que teve a oportunidade de utilizar tal cartilha memorável que hoje em dia passou a valer muitos reais nos sebos.

A Cartilha Sodréera meio quadrada, mais curta e mais larga do que um livro-padrão. Na capa fosca e esverdeada, uma menina de tranças sorria pra gente e nos convidava à ventura das primeiras letras. Com poucas páginas, tinha o tamanho parecido ao das cadernetas que os donos de armazém marcavam as compras feitas no fiado pelos nossos pais ou então daqueles conhecidos almanaques de farmácia.

A autora, Benedicta Stahl Sodré, aparecia com letras miúdas na capa. Essa cartilha alcançou quase 300 edições e milhares de exemplares vendidos.

04 – Geografia do Brasil




A década de 60 foi marcada por uma forte presença dos livros de Aroldo de Azevedo produzidos pela companhia Editora Nacional. Esse autor foi o responsável por uma vasta obra didática de geografia, publicando livros pelas décadas de 1940 1950 e 1960. Alguns desses livros foram considerados tão importantes que continuaram fazendo parte do currículo escolar na década de 70. Várias de suas obras didáticas, como Geografia do Brasil, chegaram à centésima edição.

O geografo Aroldo de Azevedo (1910-174) se formou pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP. Ele foi um dos primeiros professores de Geografia em nosso País, além de renomado autor de livros didáticos.

05 – História do Brasil





Este livro escrito por Roberto Jorge Haddock Lobo fez parte da vida escolar de muitos alunos que cursaram o antigo ginasial no início dos anos 60. Há algum tempo atrás, fuçando uma velha estante que pertencia ao meu irmão mais velho descobri a publicação História do Brasil que traz a foto de um personagem histórico.

A grande produção didática de Haddock Lobo pode ser explicada pela sua atuação como professor, tendo em vista que ele lecionou em faculdades particulares como o Mackenzie e foi, também, um dos fundadores da Faculdade de Economia, Finanças e Administração de São Paulo.

06 – Geografia Ativa – Estudos Sociais





Cara, que saudades dessa época. Eram os anos 70 quando eu cursava o antigo Primeiro Grau na saudosa Escola Industrial. Putz que saudades! Este livro didático fazia parte da grade curricular de Geografia com a professora Maria Ângela. Apesar do tempo, ainda me lembro muito bem.

O livro trazia impresso na capa o desenho de três garotos sobre uma espécie de plataforma - que na realidade, é o Palácio do Planalto - e que sobrevoava uma região do Brasil onde algumas máquinas trabalhavam na abertura de uma estrada. Esta obra escrita pela educadora Zoraide Victorello Beltrame era uma das minhas preferidas.

A autora escreveu ainda em 1982, outro livro para o 2º Grau com os mesmos personagens chamado Geografia Ativa – As Regiões Brasileiras, mas o que marcou época, pelo menos pra mim, foi o livro do 1º Grau.

Taí pessoal; espero que essa viagem no tempo tenha agradado a todos os leitores que tiveram a felicidade de ter em mãos – nos seus tempos de estudantes – qualquer um desses livros didáticos.



05/02/2022

10 livros de sucesso escritos por mulheres




A cada dia que passa cresce o número de mulheres escritoras que estão dominando os top lists literários. Prova de que a mulher está se saindo muito bem neste setor, escrevendo enredos que em pouco tempo acabam se transformando em verdadeiros best-sellers. Mas não é de hoje que elas marcam presença no mercado literário. Isto já é ‘coisa’ antiga. Basta voltarmos décadas no tempo para vermos verdadeiras obras primas escritas por mulheres.

Escritoras contemporâneas como Chimamanda Ngozi Adichie, Jojo Moyes, Jenny Han e outras seguiram o legado de Jane Austen, Emily Bronthe e Clarice Lispector que no passado escreveram obras consagradas e que venderam milhares de exemplares. Cada uma com o seu estilo: clássico ou popular, não importa, o que interessa é que elas conquistaram e ainda conquistam uma legião de fãs ávidos por uma boa história.

Confiram dez livros escritos por mulheres e que se tornaram verdadeiros best-sellers. Obras que não podem faltar em sua estante.

01 – O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Bronthe)




Abrimos a nossa top list com esse romance clássico escrito por Emily Bronthe em 1847. Foi o único livro da escritora britânica.

No enredo criado por Bronthe, sai de cena a mocinha frágil e amorosa, e em seu lugar, entra a mocinha forte e com personalidade indomável, inclusive no amor. O galã atencioso, conquistador e de bom coração é descartado para ceder espaço ao amante bruto e vingativo.

Por tudo isso, O Morro dos Ventos Uivantes não foi bem aceito numa época acostumada a histórias de amor convencionais e estereotipadas. Bronthë rompeu todos esses arquétipos, mandando-os para a PQP. Infelizmente, a sua obra só começaria a conquistar o respeito merecido após a sua morte. Pena que a escritora britânica morreu ainda jovem, aos 30 anos (1818-1848), e assim, não pode ver o sucesso de sua criação, nem teve tempo de escrever novos livros.

A história é muito densa e tensa, recheada de vinganças, amores mal resolvidos, raiva, cólera, ofensas, xingamentos, seres humanos destruídos em seu amor próprio, mortes e etc. Não há como negar que Heathcliff e Catherine Earnshaw formam um casal romântico completamente diferente de todos aqueles que você já viu nos livros de romance.

02 – Americanah (Chimamanda Ngozi Adichie)



Chimamanda Ngozi Adichie é uma das autoras mais celebradas atualmente. Nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977, e vive entre seu país natal e os Estados Unidos. Escreveu os romances Meio sol amarelo, que ganhou o National Book Critics Circle Award e o Orange Prize de ficção em 2007, Hibisco roxo, e o hiper elogiado Americanahescrito em 2013.

Em Americanahpodemos acompanhar a trajetória de Ifemelu, uma jovem nigeriana que vive o idílio do primeiro amor com Obinze. O romance do casal sobrevive ao tempo, ao silêncio e aos deslocamentos.

Enquanto Ifemelu e Obinze vivem essa paixão, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.

Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência.

Apesar de ter crescido em uma família nigeriana conservadora, Ifem (como é carinhosamente apelidada) recusa esse lugar esperado às mulheres. Ela não se prende aos padrões de feminilidade, apresenta opiniões fortes e demonstra desconforto com as relações familiares fincadas no patriarcado.

Um livro muito elogiado pelos leitores e também pela crítica.

03 – Como Eu Era Antes de Você (Jojo Moyes)



Antes que alguns torçam o nariz para essa escolha ou digam como Jojo Moyes pode estar numa lista com nomes consagrados como Jane Austen, Emily Bronthe, Mary Shelley e outras, basta dizer que a escritora britânica foi uma das poucas autoras que ganharam o Prémio de Romance do Ano da Associação de Romancistas duas vezes. Ela ganhou o prêmio em 2004, por A Casa das Marés e, em 2011, por A Última Carta de Amor. E olha que temos muitos ‘monstros sagrados’ da literatura que ainda não conseguiram papar esse importante prêmio.

Além do mais, Moyes que também é jornalista já foi a autora mais vendida no Brasil e dois de seus livros (Como Eu Era Antes de Você e A Última carta de Amor) ganharam adaptação para os cinemas tamanho o sucesso de suas obras. O filme decorrente de uma de suas narrativas (Como Eu Era Antes de Você) foi sucesso de bilheteria, consagrando a história como best-seller e sucesso nas telas. Por isso escolhi esse livro – que considero o seu maior sucesso – para fazer parte dessa top list.

Como Eu Era Antes de Você fez tanto sucesso que acabou virando uma trilogia – os outros dois livros são: Depois de Você e Ainda Sou. A excêntrica personagem Lou Clark conquistou milhares de corações, inclusive o meu. Ela vive vive no interior da Inglaterra e de repente se depara com um grande desafio: ser cuidadora e acompanhante de Will Traynor depois que ele sofreu um acidente que o deixou preso à uma cadeira de rodas. Will, que tem tudo o que o dinheiro pode comprar, parece ter desistido da vida. Isto é... até Lou se determinar a convencê-lo de que a vida vale muito a pena ser vivida.

Juntos em uma série de aventuras, tanto Lou quanto Will acabam conquistando muito mais do que esperavam em suas vidas.

04 – O Conto da Aia (Margaret Atwood)




Nesta obra lançada em 1985 e que ‘volta e meia’ retorna às listas de livros mais vendidos, foi adaptado para uma bem-sucedida série de televisão. O Conto da Aia da escritora canadense Margaret Atwood é uma distopia em que as mulheres perdem totalmente seus direitos e se tornam propriedades dos homens.

Na época da sua primeira publicação, o livro refletiu a aderência americana ao conservadorismo com a eleição de Ronald Reagan como presidente, assim como o crescente aumento da direita cristã e suas organizações lobistas poderosas, como Maioridade Moral, Foco na Família e a Coalizão Cristã - sem mencionar o aumento do televangelismo (o uso da televisão para transmitir a fé cristã).

A personagem de Serena Joy em O Conto da Aia é uma ex-televangelista que sugeriu políticas teocráticas que agora a obrigam, assim como todas as mulheres, a uma vida dedicada inteiramente ao lar.

Como escrevi, O Conto da Aia fez tanto sucesso ao longo dos anos que mesmo após três décadas e meia ainda continua despertando o interesse dos leitores.

05 – Zorro: Começa a Lenda (Isabel Allende)




Eu já conhecia Isabel Allende dos livros Eva Luna, Meu País Inventado e A Casa dos Espíritos; obras fortes que eu li há vários anos e que me marcaram muito. Obras dramáticas, introspectivas e até mesmo um pouco filosóficas. Então eu parei para pensar. Espera aí?! Uma autora acostumada a escrever livros com essas características, de repente resolve reescrever uma obra prima do gênero capa e espada?! Não vai dar certo. Mas o menino, aqui, estava completamente enganado porque a escritora chilena criou um livro antológico que explica as origens do personagem mais famoso do gênero capa e espada.

Por essa ousadia de Allende, eu preferi escolher Zorro: Começa A Lenda para fazer parte dessa top list em detrimento de A Casa dos Espíritos considerada uma das sagas mais respeitadas da literatura mundial.

Li e amei a versão de Allende que foge totalmente da história original A Marca do Zorroescrita na década de 20 por Johnston MacCulley.

O livro de MacCulley, apesar de muito bem escrito foca apenas nas aventuras do herói mascarado e de seu alter-ego Don Diego De La Vega. Já o de Allende explora a fundo a origem do Zorro, desde o seu nascimento, passando pela sua infância e adolescência, chegando até o momento em que ele decidiu usar a famosa capa e máscara preta.

Isabel que nasceu no Peru, mas tem nacionalidade chilena, é considerada uma das principais revelações da literatura latino-americana da década de 1980. É filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo-irmão de Salvador Allende que foi presidente do Chile no período de 1970 a 1973.

06 – A Hora da Estrela (Clarice Lispector)




Clarice Lispector é um dos grandes ícones da literatura brasileira. A escritora chegou ao Brasil nos braços dos pais em 1922, fugindo da perseguição aos judeus na Ucrânia. Clarice dizia não ter nenhuma ligação com a Ucrânia - "Naquela terra eu literalmente nunca pisei: fui carregada de colo" - e que sua verdadeira pátria era o Brasil.

Apesar de seus pais terem desembarcado em Maceió, a escritora considerava como sua cidade natal o Recife, onde morou dos 4 aos 15 anos.

Sua obra está repleta de mergulhos psicológicos profundos a partir de cenas do cotidiano. Além de romances, escreveu uma série de contos e crônicas e passou pelas redações de jornais como A Noite e Correio da Manhã.

A Hora da Estrela lançado pouco antes do falecimento da escritora em 1977 é um de seus livros mais conhecidos. O romance narra a história da datilógrafa alagoana, Macabéa, que migra para o Rio de Janeiro, tendo sua rotina narrada por um escritor fictício chamado Rodrigo S.M. Desprovida de atrativos, Macabéa passa as horas vagas ouvindo o rádio e namora o metalúrgico nordestino Olímpico, que acaba a deixando para ficar com Glória. A protagonista continua sozinha até que um dia, seguindo uma recomendação de Glória, visita uma cartomante que revela toda a inutilidade de sua vida, mas também prevê o casamento com um estrangeiro rico.

É talvez o seu romance mais famoso, por trazer uma narrativa diferenciada da que costuma apresentar em suas obras, muitas vezes considerada hermética e intimista ao extremo. A Hora da Estrela ainda traz consigo as questões filosóficas e existenciais que dão o tom característico da autora no romance. Foi adaptada para o cinema com o mesmo título por Suzana Amaral em 1985.

07 – Assassinato no Expresso Oriente (Agatha Christie)






Segundo o Guiness Book, Christie é a romancista mais bem sucedida da história da literatura popular mundial em número total de livros vendidos, uma vez que suas obras, juntas, atingiram a marca de quatro bilhões de cópias ao longo dos séculos XX e XXI. Esses números totais só ficam atrás das obras vendidas do dramaturgo e poeta William Shakespeare e da Bíblia.

É claro que uma escritora com esses atributos jamais poderia ficar fora dessa lista. Assassinatono Expresso Oriente foi o livro da autora que escolhi para integrar esse top list. Na minha opinião, a melhor história protagonizada pelo famoso detetive Hercule Poirot criado pela ‘Rainha do Crime’.

No enredo, em meio a uma viagem, Hercule Poirot é surpreendido por um telegrama solicitando seu retorno a Londres. Então, o famoso detetive belga embarca no Expresso do Oriente, que está inesperadamente cheio para aquela época do ano. Pouco tempo após a meia-noite, o excesso de neve nos trilhos obriga o trem a parar. Na manhã seguinte, o corpo de um dos passageiros é encontrado, golpeado por múltiplas facadas. Com os passageiros isolados por conta da neve, e tendo um assassino entre eles, a única solução é que Poirot inicie uma investigação para descobrir quem é o criminoso ― antes que se faça mais uma vítima.

O livro foi publicado pela primeira vez no Reino Unido em janeiro de 1934 e ganhou ao longo dos anos traduções na maioria dos países.

08 – Orgulho e Preconceito (Jane Austen)





Orgulho e Preconceito, publicado originalmente em 1813, é a obra prima da escritora inglesa Jane Austen. Apesar de um grande número de leitores acreditarem que esse posto pertence ao livro Razão e Sensibilidade, na verdade, foi Orgulho e Preconceito que fez de Fitzwilliam Darcy ou simplesmente “Sr. Darcy” um dos personagens masculinos da literatura mais conhecidos no mundo.

Em sua obra, Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo.

A personagem Elizabeth vive com sua mãe, pai e irmãs no campo, na Inglaterra. Por ser a irmã mais velha, ela lida com diversos problemas que estão relacionados à educação, cultura, moral e o casamento na sociedade.

A personagem é a segunda de cinco filhas, seus pais colocam uma pressão grande na mesma para que haja logo um casamento, mas ela tem outros planos, como viajar o mundo, conhecer diversos lugares. Sendo assim, casamento não é uma de suas prioridades.

As coisas começam a mudar quando Elizabeth é apresentada ao rico Sr. Darcy. Embora seja perceptível a química que surge entre eles, os objetivos de ambos e até mesmo o jeito reservado de Sr. Darcy é algo que impede de se declararem.

09 – Ciranda de Pedra (Lygia Fagundes Telles)






Lygia Fagundes Telles ficou conhecida como "a dama da literatura brasileira" e "a maior escritora brasileira viva”. Lygia Fagundes Telles é considerada por acadêmicos, críticos e leitores uma das mais importantes e notáveis escritoras brasileiras do século XX e da história da literatura brasileira.

Lygia tem grande representação no pós-modernismo, e suas obras retratam temas clássicos e universais como a morte, o amor, o medo e a loucura, além da fantasia.

A obra lygiana já foi elogiada por renomados escritores da literatura nacional e internacional, os quais se renderam à sua elegante escrita. Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Caio Fernando Abreu, José J. Veiga, José Saramago, entre outros, já expuseram opiniões importantes e fizeram parte do público de admiradores da obra da escritora.

Ciranda de Pedra publicado pela primeira vez em 1954 é uma de suas principais obras. O romance foi utilizado como base de duas telenovelas homônimas da Rede Globo, em 1981 e em 2008. A história acontece aproximadamente entre as décadas de 1940/1950, em São Paulo, e explora as características psicológicas dos personagens.

No enredo, quando um casal de classe média se separa, a caçula, Virgínia, é a única das três filhas que vai morar com a mãe. É do ponto de vista dessa menina deslocada e solitária que se narram os dramas ocultos sob a superfície polida da família. Loucura, traição e morte são as forças perversas que animam esse singular romance de formação, que já na época de seu lançamento, em 1954, chamou a atenção para o talento e a originalidade da literatura da escritora.

Ciranda de Pedra mantém-se há meio século como um dos livros mais amados da autora.

10 – Frankenstein (Mary Shelley)






Fecho a nossa top list com esse clássico do gênero terror escrito por Mary Shelley. Frankensteiné considerada a primeira obra de ficção científica da história. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817.

O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental. O aclamado autor de literatura de terror Stephen King considerou Frankenstein um dos três grandes clássicos do gênero, sendo os outros dois Dráculae O estranho caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde.

O romance foi primeiramente adaptado para o teatro, e posteriormente para um grande número de mídias, incluindo rádio, televisão e cinema, além de quadrinhos.

Agora, ao completar 203 anos da publicação, Frankenstein permanece como uma das maiores obras literárias de que se tem notícia. Até hoje reverberam os trovões da “noite pavorosa de novembro”, quando Victor Frankenstein concluiu seu trabalho e, por meio de uma combinação entre matemática e alquimia, insuflou a vida na remendada criatura que tinha diante de si (na versão revisada de 1831, Mary Shelley alterou esse método para a eletricidade).

Um verdadeiro clássico da literatura mundial com presença obrigatória em qualquer estante de livros.

25/01/2022

10 livros excelentes com edições esgotadas que ainda podem ser encontrados nos sebos por preços módicos

Não existe nada mais frustrante para um leitor do que descobrir uma obra interessante numa livraria ou sebo virtual e por algum motivo bobo deixar para compra-la depois, com mais calma. Então, após alguns dias, semanas ou meses, quando esse leitor volta a acessar a internet, feliz da vida, para fazer a sua compra... cadê o tal livro, objeto de seus sonhos? O gato comeu? Não. Um outro leitor mais esperto levou.

Saibam que já banquei esse otário, deixando de adquirir livros que eram o meu desejo de consumo, simplesmente por priorizar, naquele momento, outros assuntos que poderiam ser adiados. Resultado: acabei perdendo algo que seria muito importante para mim. E posso garantir, galera, a sensação de arrependimento que bate no fundo da alma é esmagadora. Só mesmo sendo o devorador de livros para entender esse sentimento.

A postagem de hoje tem por objetivo principal apontar para os nossos leitores, dez livros que estão com edições esgotadas e que fatalmente não serão reeditados, mas ainda podem ser encontrados por preços módicos nos sebos. O que estou querendo “dizer” é isso: “Não durma! Se alguns desses livros lhe interessar, compre logo porque eles são “filhos únicos” e nunca mais sertão relançados”. Capiche?!

01 – Duro de matar (Roderick Thorp)

O motivo para escolher Duro de Matar do escritor Roderick Thorp para abrir a nossa top list é simples: ele é a última cereja do bolo. Só consegui encontrar um exemplar no site da Estante Virtual por R$ 45,00. E como aquele portal reúne a maioria dos sebos de todo o País, isso significa duas coisas: ou o livro vai sumir rapidinho (quem sabe, enquanto você estiver lendo essas linhas, ele já sumiu) ou então, quando o dono do sebo descobrir que tem em mãos uma obra raríssima, acabará colocando o preço da sua última cereja nas alturas. Mas tudo bem, o que posso dizer é que até hoje a noite (quando escrevi essa postagem) o livro estava lá, bonitinho, esperando por você.

Esta obra literária, praticamente desconhecida no Brasil, inspirou o filme “Duro de Matar” com Bruce Willis. Nothing Lasts Forever foi escrito por Roderick Thorp, em 1979. Antes de explodir nos cinemas, ninguém conhecia o livro aqui na terrinha, mas bastou a história ter se transformado num blockbuster nas telonas para que a editora Record adquirisse os direitos de publicação para relança-la com a capa e o nome do filme.

Embora a produção cinematográfica com Bruce Willis e o livro sejam diferentes em algumas áreas, Duro de Matar incluiu muitas das sequências de ação de Nothing Lasts Forever.

Taí mais uma obra que está rareando nos sebos, mas por enquanto ainda pode ser encontrada por preços bem convidativos.

Nothing Lasts Forever  ou Duro de Matar gerou uma franquia de grande sucesso, com Bruce Willis voltando para várias continuações.

02 - O destino do Poseidon – O desastre mais incrível da história do mar (Paul Gallico)

O Destino do Poseidon foi publicado originalmente em 1969, dois anos depois viria o filme de grande sucesso mundial. A história idealizada por Gallico sobre uma catástrofe em alto mar consegue prender o leitor da primeira à última página. O S.S. Poseidon, um antigo e gigantesco transatlântico convertido em navio de cruzeiro, transportando mais de 500 passageiros numa viagem de réveillon, é atingido por uma gigantesca onda que acaba virando o navio de cabeça para baixo.

No meio dessa tragédia temos dois grupos de sobreviventes: um composto por pessoas conformadas que preferem aguardar o salvamento no meio dos destroços e outro grupo formado por aventureiros que decidem encarar uma viagem cheia de perigos até o casco do navio que se encontra na superfície. O livro é sobre esses aventureiros. Suas vitórias, derrotas, tristezas, alegrias, desentendimentos, traições, provas de amizade e coragem durante essa jornada suicida.

Paul Gallico, autor do livro em que o filme foi baseado, escreveu a história inspirado por um incidente verídico, ocorrido com o navio Queen Mary durante a 2ª Guerra Mundial. Certa vez, enquanto levava tropas americanas para a Europa, o navio foi atingido por uma onda gigante em pleno Atlântico Norte. Posteriormente foi calculado que se o navio tivesse girado mais 12,7 centímetros, ele teria virado.

O livro de Gallico também foi lançado no Brasil com o título Tragédia no Mar – O Destino do Poseidon. Deixei o melhor para o final. Segura essa: Descobri 10 exemplares na Estante Virtual com preços que variam de R$ 4,50 a R$ 20,00. Gostaram? Então, corre!

03 – Inferno na torre (Richard Martin Stern)

Após o lançamento de O Destino do Poseidon (1972), o filme-catástrofe voltou a estar em alta em Hollywood. Com isso, a Warner Bros comprou por US$ 390 mil os direitos da adaptação cinematográfica do livro The Tower de Richard Martin Stern, enquanto a Fox adquiriu por US$ 400 mil  os direitos de The Glass Inferno deThomas N. Scortia. Como ambos os livros falavam de incêndio em um grande edifício, Warner e Fox resolveram unir forças e dividir os custos da produção de Inferno na Torre, com a distribuição ficando a cargo da Fox nos Estados Unidos e da Warner no restante do planeta.

Nascia assim, em 1974, um dos maiores blockbusters da história do cinema de todos os tempos: “Inferno na Torre” com um elenco arrassa-quarteirões: Steve McQueen, Paul Newman, William Hoklden, Faye Duynaway, Richard Chamberlain, Fred Astaire, Robert Wagner... Ufa! Deixe-me parar por aqui.

O roteirista, Stirling Silliphant, usou sete dos principais personagens dos livros, além de manter o clímax de cada obra no roteiro do filme - Spoiler : o resgate do topo do prédio de "The Tower" e a explosão dos tanques de água de "The Glass Inferno".

Aproveitando o sucesso do blockbuster, a editora Record lançou a obra escrita por Martin Stern com a capa do filme. No Brasil, o livro ganhou o mesmo título da produção cinematográfica. Escrevi uma resenha sobre a publicação; confira aqui.

04 – Médicos em perigo (Frank G. Slaughter)

Livraço! Ainda da época da saudosa Círculo do Livro. Acredito que dificilmente alguma editora estará relançando essa narrativa de Frank G. Slaughter.

O livro é focado no personagem Mark Harrison, um jovem médico com um futuro promissor pela frente. Ele é especialista no campo da micro-cirurgia. Vale lembrar que na época em que o livro foi escrito, 1984, essa área da medicina ainda era considerada um verdadeiro tabu, mas Slaughter, após minuciosa pesquisa conseguiu juntar informações convincentes sobre o assunto; tão convincentes que ele ganhou o status de um escritor visionário, pois tudo o que ele colocou no enredo sobre o assunto, acabaria se tornando realidade anos depois.

Mas voltando a escrever sobre a história de Médicos em Perigo, Mark acaba jogando toda a sua carreira pelo ralo quando se torna um viciado em drogas médicas, e diga-se, drogas bem pesadas. A partir daí, a sua vida transforma-se num verdadeiro pesadelo, pois para poder desempenhar as suas atividades profissionais, ele precisa da tal “mardita” e a cada perfuração nas veias do braço para injetar o “veneno”, ele vai perdendo um pouco do seu verdadeiro eu.

Frank G. Slaughter não usa meias palavras para abordar esse outro lado da vida de muitos médicos que se tornam viciados em anfetaminas e outras drogas mais pesadas. Mas por que será que cirurgiões que tem todas as possibilidades de se tornarem milionários e famosos em suas áreas acabam se sucumbindo ao mundo das drogas? O autor procura esclarecer essa dúvida através do personagem principal de seu romance e de outros que trabalham na mesma clínica de Mark.

Um livro com edição esgotada que ainda pode ser facilmente encontrado. Você quer esperar um pouco mais ou já vai compra-lo agora? (rs).

05 – A besta (Peter Benchley)

A Besta de Peter Benchlet, que também escreveu o megassucesso Tubarão, tem o foco de sua trama direcionado para uma fera feroz que surge dos abismos do oceano levando medo e pânico para os moradores de uma pequena cidade costeira, outrora tranqüila.

Para conter o ímpeto assassino da fera, um grupo de homens destemidos decidem sair em sua caça – um pescador experiente, um pesquisador especialista em ‘monstros marinhos’, além de um membro da comunidade. Todos esses clichês temperados com um final emocionante fazem parte da narrativa do livro. Resumindo: tudo o que você encontrou em Tubarão, também irá encontrar em A Besta. A diferença entre as duas obras é que em Tubarão, Benchley optou por explorar mais a fundo os conflitos entre os personagens.

A besta que empresta o nome ao título do livro é uma Architeuthis dux, ou seja, uma lula gigante que devido ao desequilíbrio ecológico provocado pelo homem, começa a atacar e matar banhistas de uma cidade praiana localizada nas costas das Bermudas. Após uma sucessão de ataques fatais, Whip Darling, um pescador especialista em vida marítima, que quer apenas levar uma vida normal ao lado de sua esposa e filha, acaba sendo forçado a caçar o mostro marinho.

O pai de uma das vítimas, um poderoso banqueiro, promete 200 mil dólares se Darling aceitar a empreitada de sair em alto mar num barco ultra-equipado juntamente com ele e um professor de oceanografia. Somente os três, num embate de vida ou morte contra a lula gigante. Ação e suspense mesclam a caçada do trio a Architeuthis dux, acredito que bem mais do que em Tubarão.

Um livro tenso, repleto de aventura e muito gostoso de ler. Corram porque só restam 10 exemplares na Estante Virtual  por preços mais do que camaradas variando de R$ 10,00 a R$ 35,00.

06 – Instinto assassino (William Randolph Stevens)

Tudo bem que existam nos sebos virtuais mais de 150 exemplares da obra de Willaim Randolph Stevens, mas uma hora acaba, né? Então, porque deixar para comprá-la de última depois?

InstintoAssassino impressiona muito porque a leitora chega à conclusão que pode estar convivendo ao lado de um psicopata já que a maioria deles camuflam muito bem os seus desvios psicológicos. Às vezes o psicopata pode ser aquele juiz sério e acima de qualquer suspeita em sua cidade, ou aquele filantropo sempre disposto a ajudar as pessoas necessitadas, ou então, como no caso do livro Instinto Assassino, o médico amado e querido de uma pequena cidade; um verdadeiro anjo em terra.

Na obra de William Randolph Stevens que também foi o promotor do caso e depois resolveu escrever um livro sobre o assunto, Cristina Henry narra os momentos de terror que passou ao lado de seu marido, o proeminente médico americano, Dr. Patrick Henry com quem chegou a ter um filho.

Ela conviveu durante quase sete anos ao lado de um perigoso psicopata sem perceber nada de anormal, já que o médico insano escondia com perfeição a sua personalidade doentia. Durante todo esse período, Cristina enfrentou várias situações de risco extremo, com a sua vida ficando presa por um fio. O passatempo predileto de seu esposo era armar armadilhas para matá-la ou então fazê-la sofrer, sem que ela nada percebesse.

O ponto alto da perversidade do Dr. Henry é o momento em que ele tenta matar o próprio filho por enxergá-lo como um inimigo. São momentos de pura tensão no enredo de Stevens e nessa hora nos colocamos no lugar de Cristina que sofreu horrores até descobrir a verdade, ganhando assim, coragem para pedir a separação. A partir daí foi iniciada uma nova luta.

07 – O Paladino (Brian Garfield)

Brian Garfield é o mesmo autor de Desejo de Matar – obra que deu origem ao filme homônimo com Charles Bronson - mas pode esquecer esse livro porque ele não existe mais já que entrou para o rol das obras extintas. Talvez, você ainda encontre o livro na Amazon mas em inglês. 

Outra publicação do autor que está seguindo o mesmo caminho da extinção é O Paladino. Localizei apenas trinta livros, sinal que a fonte está esgotando. Os preços, por enquanto, estão absurdamente baixos para uma história com tão poucos exemplares: de R$ 4,00 a R$ 23,00.

Inspirado em fatos reais, O Paladino conta a extraordinária história de um homem que desde os quinze anos foi agente secreto a serviço de Winston Churchill, na época, primeiro-ministro do Reino Unido.

Em 1940 o famoso político inglês confiou algumas missões secretas a um rapaz que conhecera por acaso. Pouco a pouco, o que havia começado como uma divertida aventura juvenil se transformou em uma perigosa carreira de espionagem, na qual abundavam crimes, assassinatos, perseguições e torturas.

O jovem, que usava o nome de Christopher Robin, recebeu ordens do próprio Churchill e do chefe de espionagem britânico, e as executou com grande imaginação e coragem em um momento particularmente crítico da história britânica, os anos da Segunda Guerra Mundial. Assim, sua intervenção foi decisiva na retirada das tropas de Dunquerque,

08 – O ultimato de Bourne (Robert Ludlum)

Só 13. Isto mesmo. No momento em que escrevia essa postagem, a Estante Virtual tinha apenas 13 exemplares de O Ultimato Bourne de Robert Ludlum. Tudo leva a crer que eles estão com os seus dias finais cronometrados nas prateleiras dos sebos. Então, porque ficar enrolando a compra se nesse momento, você tem a oportunidade de adquiri-lo por apenas R$ 12,00 ou R$ 20,00, que seja. Quanto aos dois primeiros livros da série – A Identidade Bourne e A Supremacia Bourne, podem ser encontrados mais facilmente.

Para quem não conhece essa série de livros, Jason Bourne é um agente secreto treinado por uma organização do governo, mais secreta ainda, com o objetivo de perseguir e eliminar o mais perigoso terrorista do mundo: Carlos, “O Chacal”. Este é o resumo do resumo porque em cada um dos seus três livros, Ludlum nos mostra um Bourne diferente.

No primeiro, sofrendo de amnésia, o personagem tenta descobrir o seu passado e recuperar a sua identidade; no segundo livro, já livre da amnésia, ele tem que enfrentar um impostor que pretende criar um conflito internacional entre China e Estados Unidos; e no terceiro, que fecha a saga; “O Chacal”, seu tradicional inimigo volta com o firme propósito de elimina-lo e também toda a sua família.

Deu para perceber como os três livros escritos por Ludlum são diferentes dos filmes com o Matt Damon. Enquanto no livro, o herói enfrenta um determinado vilão tão letal quanto ele, contando, às vezes, com a ajuda de agentes da organização Tradstone que o treinou; nos filmes, o personagem de Damon combate vários vilões e o governo em si, assim como a própria Tradstone que quer eliminá-lo numa queima de arquivo.

09 – A marca do Zorro (Johnston Mcculley)

Está à procura de uma história simples, mas com o poder de prender a sua atenção como se fosse uma teia de aranha? O livro de Johnston Mcculley é a pedida certa. 

Em A Marca do Zorro publicada originalmente em 1924 o que vale, de fato, é a “AVENTURA” e com todas as letras maiúsculas. O enredo é uma verdadeira montanha russa permeado de duelos de espada, traições, paixões desenfreadas, vinganças e personagens que convencem.

Na narrativa de McCulley, o jovem fidalgo Don Diego Vega assume a identidade secreta de “El Zorro” (“a raposa”) para defender o povo explorado pelos soldados espanhóis que dominam a região de San Juan Capistrano, no México. O cavaleiro mascarado enfrenta os homens do Sargento Gonzales e cruza sua espada com o capitão Ramón na disputa pelo coração da bela Lolita Pulido. Quem lê esse enredo mais do que simples pensa, a primeira vista, que se trata de uma história infantil e sem atrativos. Mero engano. Para começar nunca vi descrição de duelos de esgrima tão bem narrados quanto os do livro de McCulley. O autor provou que é expert no assunto.

Na Estante Virtual temos nove exemplares de A Marca do Zorro. Na Amazon mais dois. Os preços variam de R$ 20,00 a... pasmen: R$ 458,00! Entonce... tô percebendo que alguns livreiros já entenderam que tem em mãos uma obra muito rara. Acho melhor não esperar que os outros livreiros também tenham a mesma percepção? Então, acorda, galera!

10 – O Enxame (Arthur Herzog)

Publicado originalmente em 1976 pela editora Artenova, A Invasão das Abelhas teve uma receptividade muito boa por parte dos leitores. Esta receptividade aumentou após o lançamento do filme “O Enxame”, em 1978, baseado na obra de Arthur Herzog. Neste mesmo ano, a Artenova relançaria o livro, mas desta vez com a capa e o mesmo nome do filme.

Herzog usou um método inovador na época, deixando de lado introdução, prólogo, prefácio e outros inícios convencionais de obras, para estampar logo de cara em seu livro notícias de ataques de abelhas africanas em várias partes do mundo. As duas páginas, antes do 1º capítulo, contem textos jornalísticos sobre os estragos provocados pelas abelhas, além de relatos que indicam o surgimento de uma nova espécie mortífera do animal.

O Enxame é um romance cheio de tensão e para ler numa só tacada. Como já disse uma verdadeira joia rara que só será encontrada nas prateleiras de algum sebo.

O livro sumiu das livrarias há tempos, mas felizmente ainda pode ser encontrados nos sebos.

Taí galera, agora é só escolher os seus livros preferidos e partir para a leitura, antes que eles sumam dos sebos.


09/01/2022

Seis livros que vão virar filmes, séries ou minisséries em 2022

Pois é galera, entra ano e sai ano e a curiosidade dos “leitores cinéfilos” quanto aos livros que irão virar filmes no decorrer dos 365 dias vindouros só aumenta. E o “Livros e Opinião”, claro né, não poderia deixar de embarcar nessa onda. Por isso, nos últimos anos sempre elaborei listas sobre os filmes e minisséries baseados em obras literárias que explodirão nas telas de todo o mundo, incluindo o Brasil.

Então, apertem os cintos para levantarmos voo. Vamos conferir alguns livros que serão adaptados para o cinema ou TV neste ano de 2022.

01 – Daisy Jones & The Six (Taylor Jenkins Reid)

Daisy Jones & The Six pode ser considerado um dos romances contemporâneos mais aclamados pelos amantes do universo literário. 

Li o livro e amei! Da mesma forma como acontece em Os Sete Maridos de Evelyn Hugo, outro livro fantástico de Taylor Jenkins Reid, os personagens de Daisy Jones são tão carismáticos que parecem reais. A ilusão que temos ao ler a obra literária é que o “The Six”, grupo musical fictício dos anos 70, de fato, existe. A minha sensação foi a de que Daisy Jones, Billy Dune, Graham Dunne, Karen Sirko e os demais integrantes do grupo eram de carne e osso. Parecia que eu estava lá no meio da gritaria dos fãs assistindo um show da banda, vivendo o clima contagiante de uma apresentação ao vivo; presenciando os desentendimentos, erros e acertos do “The Six”; vendo uma Daisy Jones tão real que a minha impressão era de que a personagem estava se abrindo comigo revelando os seus segredos, as suas alegrias e principalmente as suas tristezas.

Cara, um livro tão bom assim só poderia ir parar no cinema ou na TV. E assim será. A obra literária de Jenkins Reid vai ganhar uma minissérie de 12 capítulos no Prime Video, streaming da Amazon. Entre os produtores do projeto está a atriz e produtora Reese Witherspoon – ganhadora do Oscar de 2006 pela sua participação em “Johnny e June”, filme sobre a vida do cantor Johnny Cash - que já assumiu ser fã da obra e até incluiu o título em seu renomado Clube do Livro.

As gravações da minissérie estavam previstas para começar por volta de março de 2020 mas devido a pandemia de Covid-19 acabou atrasando – a exemplo de outros projetos de Hollywood – mas a produção retomou os trabalhos e as filmagens no segundo semestre de 2021. 

Curiosos quanto aos atores que darão vida aos protagonistas? Ok. Vamos, então, matar essa curiosidade. Sam Claflin (Como Eu Era Antes de Você) foi confirmado no papel de Billy Dunne e Riley Keough (The Girlfriend Experience) será a icônica Daisy Jones. Ah! Antes que me esqueça: Keough é filha de Lisa Marie Presley e consequentemente neta do eterno rei do rock. Vamos lá, porque tem mais gente boa no elenco: Camila Morrone (Desejo de Matar) viverá Camila Dunne, Suki Waterhouse (Simplesmente Acontece) será Karen Sirko, Josh Whitehouse (Um Passado de Presente) será Eddie Roundtree, Will Harrison (It's Perfect Here) como Graham Dunne e Sebastian Chacon (Penny Dreadful) viverá Warren Rhodes. A atriz brasileira-jamaicana Nabiyah Be (Pantera Negra), filha do músico Jimmy Cliff, vai interpretar Simone Jackson.

Quanto ao lançamento da minissérie ainda não há uma data exata definida, apenas o ano: 2022.

02 – Morte no Nilo (Agatha Christie)

Se “Daisy Jones & The Six” vai para a TV, o destino de “Morte no Nilo”  será os cinemas. A produção cinematográfica baseada na obra icônica de Agatha Christie tem estreia confirmada para o dia 10 de fevereiro, inclusive, os trailers sobre o filme estão bombando á mil no Youtube.

O longa acompanha o detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh) de férias no Egito. Mas é claro que ele não iria conseguir folga. Durante sua estadia, acontece o assassinato de uma jovem herdeira.

De acordo com a sinopse divulgada pelos estúdios da 20th Century Fox,  “durante sua viagem de lua de mel pelo rio Nilo, o casal Linnet Ridgeway (Gal Gadot) e Simon Doyle (Armie Hammer), convidaram os entes mais queridos para embarcar no barco Karvak e celebrar a união do casal. Porém a rica herdeira é misteriosamente morta de noite e por quase todos os passageiros têm motivos para matá-la. Mas um dos convidados, por coincidência, é o mais famoso detetive do mundo, Hércules Poirot, que começa a investigar o caso. 

Enquanto as investigações têm início no próprio barco, novas mortes acontecem com o intuito de encobrir a verdade e o caso acaba sendo mais difícil de se solucionar a cada tempo que passa. Situado em uma paisagem épica de vistas panorâmicas do deserto egípcio e das majestosas pirâmides de Gizé, este conto de paixão desenfreada e ciúme incapacitante apresenta um grupo cosmopolita de viajantes impecavelmente vestidos entre voltas e reviravoltas”.

Gal Gadot - a “Mulher-Maravilha” - lidera o elenco, que ainda tem Armie Hammer, Rose Leslie, Tom Bateman, Emma Mackey e Letitia Wright. A curiosidade é que Kenneth Branagh, além de dar vida ao famoso detetive Hercule Poirot também dirige o filme.

03 – Um Lugar Bem Longe Daqui (Delia Owens)

Um Lugar Longe Daqui de Delia Owens, lançado em 2019, é um dos livros mais comentados dos últimos dois anos. Quem leu, adorou a história; e Reese Witherspoon que de boba não tem nada também adquiriu os direitos de filmagens da obra, à exemplo do que fez com Daisy Jones & The Six.

No livro, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e, por vezes, brutal do pai, que acabou também por deixá-la. Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.

As gravações da adaptação do livro acontecem desde de abril do ano passado e a Sony Pictures liberou algumas fotos de bastidores do longa que tem Daisy Edgar-Jones no papel principal. 

O elenco conta também com Taylor John Smith, Harris Dickinson, Garret Dillahunt (Fear the Walking Dead), Michael Hyatt (Snowfall), Ahna O’Reilly (The Morning Show), Sterling Macer Jr. (Dragon: The Bruce Lee Story) e a novata Jojo Regina.

O filme é dirigido por Olivia Newman com roteiro de Lucy Alibar. A Sony Pictures marcou a estreia para 2022 mas não definiu uma data exata. Vamos aguardar e... com muita expectativa.

04 – Em Águas Profundas (Patricia Highsmith)

O filme baseado na obra homônima de Patricia Highsmith foi comprado pelo streaming Hulu, eles ficarão responsáveis pela transmissão do longa neste ano de 2022. O Amazon Prime Video fará o lançamento internacional. À princípio, a produção deveria ser lançada nos cinemas, mas a 20th Century Studios acabou desistindo da ideia. Com isso, o destino de Em Águas Profundas será mesmo o streaming.

Após mais de 15 anos, o diretor Adrian Lyne retorna a uma produção, esse é o marco de sua volta na direção de um longa. Ele também foi responsável por outros trabalhos considerados verdadeiras obras primas dos cinemas, como por exemplo “Atração Fatal”.

Em Águas Profundas, Highsmith narra a história de um casal muito estranho e misterioso: Vic e Melinda. Eles estão longe de ser um casal feliz ― seu casamento é mantido por um acordo nada convencional: Melinda pode ter quantos amantes quiser contanto que não arraste os dois e a filha para o caos de um divórcio. Tudo parece bem, mas, com o passar do tempo, Vic começa a se incomodar com os homens escolhidos pela esposa e adota uma estratégia inusitada para afugentá-los, assumindo a autoria do assassinato de um deles. Só que a notícia se espalha por toda a cidade do interior dos Estados Unidos e o antes cidadão-modelo, benfeitor, marido mais do que tolerante e empreendedor abnegado vira alvo da maledicência de todos.

Tudo levava a crer que a vida voltaria ao normal quando o verdadeiro assassino é descoberto, mas a revelação da mentira de Vic é o estopim de uma reviravolta nas convicções do próprio e nas relações que mantém com a comunidade, com os amigos e com Melinda e seus vários amantes. O que se cria é uma trama intrincada, repleta de segredos, manipulação psicológica e sangue.

A autora explora os abismos mais sombrios da psique humana e lança luz para o fato de que sob a superfície das personalidades mais pacatas e exemplares podem se esconder as mais sórdidas psicopatias.

O filme será protagonizado por Ben Affleck (“Batman versus Superman” e “Liga da Justiça”) e Ana de Armas (“007: Sem Tempo Para Morrer”).

05 – Sandman (Neil Gaiman)

Sandman é uma das histórias em quadrinhos mais celebradas da história, publicada pela Vertigo, antigo selo da DC Comics e escrita por Neil Gaiman.

A história é vista do ponto de vista de Sonho (que também é conhecido como Morpheus ou Sandman - um dentre os sete perpétuos, a representação antropomórfica do sonho). Sandman é o governante do Sonhar. Ele é um Pérpetuo - os Perpétuos são manifestações antropomórficas de aspectos comuns a todos os seres vivos: Destino, Morte, Sonho, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio. Os 7 perpétuos não são deuses, mas sim entidades além, responsáveis pelo ordenamento da realidade conhecida. Só sua existência mantém coeso o universo físico e todos os seres vivos.

Em 1916, Sandman foi aprisionado durante um ritual de magia pelo britânico Roderick Burgess. A intenção do mago inglês era capturar a Morte, irmã de Morpheus, mas algo deu errado e o atraído foi o rei dos sonhos. Morpheus ficou aprisionado por mais de 70 anos, até ser libertado devido a um descuido de seus guardas. 

Quando voltou ao Sonhar, descobriu que seu reino estava semidestruído. Para restaurá-lo e também restaurar seu poder, Morpheus partiu atrás de três poderosos artefatos que foram roubados durante seu exílio forçado. Após aventuras que o levaram até o inferno e ao redor do mundo, Morpheus recuperou seus apetrechos, mas uma série de fatores o levariam a enfrentar situações perigosas ao longo dos anos seguintes.

A Netflix que está responsável pela adaptação dos quadrinhos para uma série de TV já divulgou parte de seu elenco principal. São eles: Tom Sturridge como Sonho/Sandman; Gwendoline Christie como Lúcifer; Vivienne Acheampong como Lucienne; Charles Dance como Roderick Burgess; Boyd Holbrook como o Coríntio; Asim Chaudhry como Abel; e Sanjeev Bhaskar como Caim.

Segundo a Netflix, a série que estreia nesse ano terá 10 episódios (mais um), totalizando 11 capítulos.

06 – Persuasão (Jane Austen)

E a Netflix não para, hein?! Taí mais uma produção financiada pela conhecida plataforma de streaming. O filme será baseado na obra Persuasão da escritora Jane Austen. Na trama, Dakota Johnson (50 Tons de Cinza) interpreta Anne Elliott, personagem que se reconecta com um antigo amante sete anos após ter sido persuadida por familiares e amigos a encerrar seu noivado com ele. Diante de novas circunstâncias, o casal arriscará então renovar o compromisso.

Os atores Cosmo Jarvis e Henry Golding serão, respectivamente, o interesse amoroso e o primo de Anne. O elenco conta ainda com Richard E. Grant e Suki Waterhouse em papéis secundários. O longa é dirigido pela estreante Carrie Cracknell.

Essa é a mais recente tentativa da Netflix de atualizar uma obra de Austen para atrair o público. A plataforma já desenvolve “The Netherfield Girls”, adaptação contemporânea de Orgulho e Preconceito.

Persuasãoserá lançado na Netflix em 2022.

Taí galera, leiam os livros e vejam os filmes. De preferência, leiam primeiro as obras literárias, afinal de contas, antes de sermos cinéfilos, somos leitores.

Inté.

 


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