20/02/2022
"Flores da Morte" chega ao Brasil no começo de março com um plot que tem tudo para fisgar a atenção dos leitores
02/11/2021
O arqueiro e suas flechas
Não gostei da maioria dos contos. Aliás, para ser honesto, dos 11 contos de O arqueiro e suas flechas de Jeffrey Archer apreciei apenas três: “O primeiro milagre”, “O contratempo de Henry” e “Uma questão de princípio”.
Comprei o livro porque adorei outras duas obras do autor: Caim e Abel e A Filha Pródiga. Por isso, fui no embalo e após descobrir O arqueiro e suas flechas, por um preço módico num sebo, acabei adquirindo, mas como já disse, não gostei.
Como já conhecia Archer como escritor de romances, queria saber como ele se sairia escrevendo contos, mas as histórias da coletânea são entediantes e cansativas, apesar das surpresas que quase sempre aparecem no final das narrativas. É a chamada encheção de linguiça que faz com que os leitores persistentes torçam para que a última página chegue logo.
O livro é uma reunião de contos nos quais encontramos diversos temas mostrando o confronto entre os indivíduos na sociedade e suas mais íntimas reações. Alguns são bem-humorados, outros mais densos. São relatos que mostram uma realidade plena de surpresas, coincidências e pequenas alegrias ou tristezas; e no final, depois do suspense, o desfecho inesperado. Vou resenhar apenas os três contos que gostei do livro. Em “O primeiro milagre” o autor narra a história de uma criança romana que tem um pai muito severo e que não aceita desobediências. Todas as vezes que o filho faz alguma coisa que ele não gosta, as chamadas cintadas comem soltas e deixam o corpo do moleque todo marcado. Certo dia a mãe pede para que ele vá até a cidade comprar alguns mantimentos para a casa. É nesta viagem que acontece o milagre do título do conto.
Quando descobri a identidade do menino fiquei surpreso. Um baita plot twist.
“ Contratempo de Henry” é uma história muito engraçada. Aliás, Archer conseguiu transformar uma narrativa angustiante num enredo bem- humorado. Henry, o filho de um paxá que acaba sucedendo o pai em seu trono, passa por um verdadeiro dia de cão quando nada dá certo em sua vida, e justamente no dia de seu casamento. Uma prova de que muitas vezes o dinheiro não resolve os mais simples problemas.
E finalmente, “Uma questão de princípio” que tem uma revelação surpresa no final, à exemplo de “O primeiro milagre”.
Nesse conto, o dono de uma grande construtora pretende fazer uma obra num pequeno país com a intenção de ganhar muito dinheiro. Ocorre que o empresário não concorda pagar uma alta porcentagem para um atravessador. Assim, ele decide procurar pessoalmente um chefe de estado e expor o problema. Nesse ponto da narrativa, acontece uma revelação que, certamente, irá surpreender os leitores.
Se O arqueiro e suas flechas tivesse somente esses três contos, a obra seria muito boa e interessante, mas as outras oito histórias, infelizmente, estão aquém das expectativas.
03/07/2021
A Paciente Silenciosa
O problema depois que lemos livros como Eles Merecem a Morte e Mentirosos é que ficamos mal acostumados e a partir daí qualquer thriller que encaramos passamos a exigir plot twists tão bons e inesperados quanto aqueles que lemos nas obras que citei acima. Mas na minha opinião, será difícil surgir reviravoltas tão chocantes quanto aquelas que presenciei nos enredos de Eles Merecem a Morte, de Peter Swanson e Mentirososde E. Lockhart.
Resultado dessa frustração: uma baita ressaca literária. Confesso que ainda estou dependente desses dois livros e olha que essa ressaca já dura muito tempo. Li Mentirosos e Eles Merecem a Morte em 2019. Me envolvi tanto com a história, amei tanto os personagens e me surpreendi pacas com as reviravoltas no enredo que vários livros que li depois chegaram a me agradar, mas não surpreenderam,
chegaram a me envolver mas no fundo acabaram sendo apenas mais do mesmo.
Quando vi tantos elogios e notas altíssimas no Skoob com relação A Paciente Silenciosa de Alex Michaelides tive esperança de que essa obra conseguiria me curar dessa ressaca literária FDP. Por isso fui com muita sede ao pote e talvez, esse tenha sido o meu erro: “ir com uma sede avassaladora e cheio de expectativas". Resultado: quase acabei me afogando nesse pote.
A Paciente Silenciosa não foi o que eu esperava. Apesar da sua narrativa fluida e capítulos curtos, o enredo trabalha apenas com um plot twist e na minha opinião, apenas razoável. Querem saber se me surpreendi. Sim; me surpreendi, mas pouco. Foi o tipo da reviravolta que o leitor diz ao final: - Putz, só isto! – Foi assim que me senti no momento da solução do mistério que envolve os personagens principais.
Acredito que ao optar por trabalhar com apenas uma reviravolta em sua história – nesse caso, no final da trama – o autor tem que “quebrar o côco” ou “esquentar a moringa” (como dizia meu velho pai) para elaborar um plot twist portentoso, daqueles de deixar o leitor com a boca escancarada e cheia de dentes exclamando um Ohhhhhhhhhhh deliciosamente gostoso. Afinal, o escritor terá apenas um trunfo nas mãos, ao contrário daqueles que optam por incluir em seus enredos vários plots. Neste caso, o autor pode até se dar ao luxo de acrescentar algumas reviravoltas mais amenas na história, deixando a melhor delas para o grand finale. Para mim, esses plots distribuídos ao longo da trama servem para ir nos satisfazendo durante a leitura. Podemos fazer uma analogia com aqueles aperitivos que saboreamos antes do prato principal que é servido numa festa. Pense nesses aperitivos como sendo os plot twists menores que vão diminuindo a sua ansiedade, a sua fome, e no prato principal sendo o grande ‘plot finale’.
Ok, vamos agora inveter os papéis. Imagine, você numa festa, cheio de “expectativas culinárias” onde é servido apenas o prato principal. Esse prato tem que ser muito especial, muito saboroso para compensar a falta dos canapés, concordam?
Além disso, obras que tem apenas uma reviravolta em sua trama devem ter personagens carismáticos para segurar o rojão até a chega da reviravolta final.
O problema de A Paciente Silenciosa é que ela entrega um plot, como já disse acima, apenas razoável - tão razoável que no meu caso, já estava quase adivinhando qual seria a ‘grande sacada’ do autor – além de personagens sem nenhuma empatia. Por exemplo, o personagem principal, Theo Faber é chato demais: um cara fraco, nada confiável e que não aprende com os seus próprios erros e tropeços. Dessa forma, sobra para Alícia Berenson – a tal paciente silenciosa do título – segurar as pontas, mas infelizmente, ela também não consegue. Pelo menos para mim não gerou nenhuma empatia.
Quanto aos personagens secundários, achei muito mal desenvolvidos, principalmente Gabriel, o marido de Alícia; seu irmão Max e o professor Diomedes, o mentor de Theo. Além disso, com exceção do professor Diomedes – Diretor Clínico do Hospital Psiquiátrico Judiciário - eles não são nem um pouco carismáticos. Ah! Tem ainda a mulher de Theo, Kathy. Caráculas que personagem antipática, como não bastasse ter um hábito em nada aceitável.
Portanto, ficou difícil para mim - tendo pela frente personagens antipáticos ou amorfos, além de um plot twist apenas mediano - fazer parte do grupo de leitores que acharam a obra de Michaelides fantástica. Para esses leitores recomendo: Eles Merecem a Morte e Mentirosos.
Bem, vamos lá para um breve resumo do enredo de A Paciente Silenciosa. Uma pintora famosa chamada Alicia Berenson é acusada de matar o seu marido com cinco tiros no rosto. Ele é encontrado com os pés e mãos amarrados numa cadeira e com a cabeça esfacelada. O detalhe é que ela o amava muito. Depois do crime, a artista nunca mais disse uma palavra.
A sua recusa em falar ou dar qualquer explicação transformou essa tragédia doméstica em algo muito maior – um mistério que atrai a atenção do público e aumenta ainda mais a fama da pintora. No entanto, ao mesmo tempo que seus quadros passam a ser mais valorizados do que nunca, ela é levada para um hospital psiquiátrico judiciário.
Theo Faber é um psicoterapeuta forense que espera há muito tempo por uma oportunidade de trabalhar com Alícia. Ele tem certeza de que é a pessoa certa para lidar com o caso e tentar fazer com que ela volte a falar e assim, conseguir desvendar os segredos de toda essa tragédia.
A história é narrada no passado e presente. O enredo é intercalado com as narrativas do diário que Alícia escreveu nos dias que antecederam o crime e com as colocações de Theo no presente.
Enfim, é isso aí.
13/06/2021
A Mulher na Janela
Vamos lá. Um breve resumo do enredo, sem spoilers. Em A Mulher na Janela, A.J. Finn conta a história de Anna Fox, uma psicóloga que sofre de agorafobia e por isso passa o tempo inteiro trancafiada em seu apartamento em Nova York. A protagonista começa, então, a vigiar os novos vizinhos com a ajuda de uma câmera com lentes de zoom bem potentes, até que acaba testemunhando um crime brutal. Todos ao redor de Anna começam a duvidar dela. Por duvidam? Eu explico: Além de espionar os vizinhos e ter uma vida reclusa por causa de sua doença, a personagem é viciada em remédios psicotrópicos e bebidas alcoólicas, uma mistura que sabemos de cor que nunca dá certo. Portanto, por mais que afirme que viu um assassinato, ninguém acredita nela. Para eles, tudo não passou de uma alucinação.
Pronto taí uma rápida síntese do livro de Finn. Apesar de muitos leitores afirmarem nas redes sociais que o enredo tem muitas reviravoltas, na realidade não é bem assim, A Mulher na Janela trabalha com dois plot twists principais, quanto aos outros, nem chegam a ser considerados plot twists. Na minha opinião eles se enquadram mais no gênero ‘surpresas’ e surpresas bem pequenas que, acredito, raramente conseguirão tirar um “Ooooooooooo!!” da boca dos leitores. Mas tudo bem, isso não é problema porque os dois plot twists verdadeiros – um depois do meio e o outro perto do final da história – conseguem segurar o rojão. O problema é que até essas duas reviravoltas chegarem, principalmente a último, o autor enche a história de linguiça.
Cara e quanta linguiça! Perdi a conta de quantas taças de vinho e quantos comprimidos a Drª Fox tomou, quantos porres ela amarrou. Perdi as contas de quantos filmes ela assistiu na solidão de sua casa. Perdi a contas de quantas divagações ela teve. Tudo isso foi deixando a história cansativa o que me fez mesclar esse romance com uma outra leitura, algo que raramente faço, já que não tenho o hábito de ler dois livros simultaneamente.
Pensei comigo: “Olha se esse plot twist tão comentado pela galera não valer a pena, juro que excomungo a obra por causa de tanta enrolação. Então... finalmente chega o primeiro plot e... vale muito a pena. Ele, de fato, consegue tirar um “Oooooooooooo”!!! das nossas bocas. Este primeiro plot explica o motivo da agorafobia de Anna Fox e desmistifica algo que ela estava vivendo. Pronto, não posso revelar mais do que isso, se não estrago o plot. Quanto a segunda reviravolta, relacionada ao crime que a personagem testemunhou, também foi fantástica; me pegou de surpresa.
Assim, apesar do excesso de vinho, dos porres, dos comprimidos e das divagações da Drª Fox, essas duas reviravoltas compensaram o enchimento de linguiças na história.
Sem contar que mal o leitor se recupera da revelação do segundo plot twist, a história entra num clima de pura adrenalina. Pena que todo esse frenesi acontece nas ultimas páginas.
Para aqueles que gostam de plot twists bem elaborados recomendo bastante essa obra, mas com uma ressalva: vocês terão que ter muita paciência com as enrolações do autor que acabam inflando o enredo, tornando-o bem cansativo.
Ah! Mais um detalhe. O livro tem poucas mudanças com relação ao filme da Netflix. Dessa maneira, se você já assistiu a produção com Amy Adams, Gary Oldman e Julianne Moore, certamente, os plots da obra literária perderão muito de seus impactos.
26/02/2021
Jogada Mortal
Meu irmão do meio tinha o hábito de viajar, pelo menos, duas vezes por semana para o litoral paulista. Segundo ele, não há nada melhor para refrescar ‘cabeça quente’ do que uma praia. O Orlando é dono de um jornal e só eu sei de sua luta para manter aquele veículo de comunicação aberto e gerando empregos. Acredito que essas viagens – hoje, elas ficaram mais raras – serviam como válvulas de escape para os problemas enfrentados no trabalho.
Como ele sabe que sou um leitor de carteirinha, todas as suas viagens litorâneas acabavam me rendendo bons livros. Acho que o meu irmão pensava que eu lia qualquer coisa, já que não me perguntava qual livro eu gostaria de ganhar. Tenho quase certeza que sua intenção era fazer surpresa, mas cá entre nós, quando você presenteia alguém com um livro sem saber se a pessoa gosta daquele gênero ou até mesmo se já tem aquela obra na estante, a probabilidade de erro é grande. No meu caso, tive muita sorte porque o Orlando acertou bem mais do que errou. E um de seus acertos foi Jogada Mortal de Harlan Coben que eu já li há algum tempo e por isso estava devendo uma resenha da obra. Brinco com o meu irmão, dizendo que esse livro foi um presente que ele acertou na trave e por pouco não foi bola fora. Jogada Mortal faz parte de uma saga de sete livros sobre um personagem chamado Myron Bolitar e ao invés de comprar o primeiro volume, o ‘mano velho de guerra’ acabou comprando o segundo! Quer dizer comecei a leitura um pouco torto, mas posso afirmar que não me atrapalhou em nada, já que as obras não seguem uma ordem cronológica.
Jogada Mortal não tem as reviravoltas estonteantes de outros livros de Coben mas mesmo assim, alguns plot twists, apesar de discretos, me agradaram.
Não li, ainda, os outros livros seis livros da saga porque a minha lista de leituras está bem grandinha e apesar de ter gostado da história, acabei optando por outros livros do autor, cujos temas me despertaram mais a atenção. Mas tenho um amigo que leu todos a saga completa de Bolitar e amou..
Não posso revelar muitos detalhes de Jogada Mortal porque acabarei soltando spoilers. Por isso, quanto menos falar escrever melhor.
Myron Bolitar é um agente esportivo que foi obrigado abandonar uma promissora carreira de jogador de basquete. Ele era considerado um verdadeiro fenômeno das quadras e vinha sendo disputado por grandes times até que uma grave lesão no joelho interrompeu definitivamente o seu sonho, colocando um ponto final em sua carreira no basquete.
Depois disso, o ex-atleta fez o curso de Direito na renomada Universidade de Harvard, além de ter tido uma passagem pelo FBI como agente. No final, ele acabou se tornando um agente esportivo.
Um de seus clientes mais promissores é um jovem negro, Duane Richwood, que mesmo sem ter tido nenhuma aula formal de tênis e aprendido a jogar nas ruas de Nova York, é cotado para vencer o seu primeiro Grand Slam.
A vida de Duane vira no avesso no momento em que uma tenista prodígio de apenas 16 anos – finalista do Aberto de Tenis da França - chamada Valerie Simpson procura Bolitar para ser seu agente, mas acaba sendo assassinada, dias depois. Duane passa a ser o principal suspeito do crime.
Boliotar começa investigar o crime e aos poucos vai descobrindo detalhes importantes, incluindo diversos segredos da vida de Valerie e também de Duane.
Vou evitar citar o nome de outros personagens que tem papéis decisivos na trama; como eu disse quanto menos escrever melhor.
Bem ao seu estilo, Coben vai recheando, aos poucos, o seu enredo de pequenos spoilers até a chegada do ‘grande finale’.
Leiam. Vale a pena.
13/01/2021
Não Confie em Ninguém
Uma morte desnecessária e um final decepcionante, daqueles que broxa qualquer leitor. Estes são os dois erros cruciais de Não Confie em Ninguém de Charlie Donlea. É uma pena porque o enredo é muito bom, ou melhor, ótimo. O autor conta a história de Sidney Ryan, repórter e também cineasta especializada em documentários e que trabalha numa famosa rede de televisão. O destino de Sidney acaba se cruzando com o de Grace Sebold, uma promissora estudante de medicina acusada da morte de seu namorado durante uma tranquila viagem ao Caribe. Condenada por um crime surreal, ela embarca num pesadelo que parece não ter fim.
Quando completa dez anos de prisão, Grace conhece a cineasta e surge então a chance de provar a sua inocência. Sidney acredita na versão de Grace e mergulha de cabeça em pesquisas e descobre evidencias surpreendentes e diversas falhas no inquérito e no processo que condenaram a estudante de medicina. Tudo leva a crer que ela foi vítima de uma conspiração. Dessa forma, Sidney decide produzir um documentário contando a história de Grace.
Os primeiros episódios do documentário vão ar e rapidamente o programa se torna um dos mais assistidos da história da televisão. Antes do término das filmagens, o clamor popular leva o caso a ser reaberto. Finalmente a sorte de Grace parece ter mudado. Mas será que Grace é mesmo inocente ou estaria, apenas, manipulando Sidney para se ver livre da prisão? Grace foi vítima de uma intricada trama conspiratória ou se trata de uma assassina fria e manipuladora?
O plot criado por Donlea é genial e prende o leitor como uma teia de aranha. A sacada do autor em fazer com que Sidney produza um documentário em tempo real é fantástica. Durante uma reunião com os magnatas da rede de TV onde trabalha, a jornalista propõe a realização de um documentário onde os fatos são apresentados ao público praticamente no momento em que estão acontecendo, ou seja, não se trata de um documentário concluído com início-meio-fim, pronto para ir ao ar. Neste projeto inovador, tudo o que Sidney descobre durante a semana, os seus telespectadores também ficam sabendo naquela mesma semana. Isto faz com que o último episódio do documentário chamado “A Garota de Sugar Beach” se transforme numa incógnita já que a cineasta não sabe o que vai descobrir e, nós, leitores, também embarcamos nesse clima de incerteza, tensão e curiosidade fazendo com que cada página seja devorada com avidez.
As reviravoltas no meio da trama, algumas do tipo “Não acredito!” também ajudam a prender a atenção dos leitores ainda mais. Você fica sem saber se Grace está sendo sincera ou se está fingindo. Os outros suspeitos que aparecem na trama também contribuem para aguçar ainda mais a curiosidade da galera.
Outro ponto positivo no livro são os personagens secundários hiper-carismáticos como o detetive aposentado Gus Morelli e a impagável Drª Lívia Cutty, médica legista e especialista em casos criminalísticos. Aliás, esta personagem já apareceu em Deixada para Trás, outro livro de Donlea. Tanto Gus quanto a Drª Lívia são fantásticos. O irmão de Grace e sua amiga íntima – Marshall e Ellie, respectivamente – também despertam o interesse com todas as suas auras de mistério. Mas então, vem aquela morte completamente desnecessária somada aquela conclusão horrível da história. Uma bos@@. Tipo, fiz tudo certinho, mas no final joguei merda no ventilador.
Fico imaginando um “The End” decente e, claro, sem aquela morte dos diachos que jamais deveria ter acontecido, aliado ao plot twist final da história – que é muito bom . Se isso ocorresse teríamos um enredo perfeito. Cara o que será que deu no Donlea? Sofreu algum apagão quando terminava de escrever o final do enredo?
Juro que ao chegar no encerramento de Não Confie em Ninguém fiquei com a impressão de que o meu livro veio faltando algumas páginas. Infelizmente o desenlace apressado fez com que muitos fios ficassem soltos na trama, além daquele final do tipo “em aberto” que, certamente, deixou muitos leitores morrendo de raiva e... decepcionados.






