23/07/2011
Judas estará em novo livro de Dan Brown
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| Escritor Dan Brawn |
Em 2006, quando a revista National Geographic publicou um manuscrito de quase dois mil anos, que estava perdido nas areias do Egito e que ficou conhecido como o “Evangelho de Judas Iscariotes”, ‘tava na cara’ que o assunto seria explorado a exaustão por escritores sérios e também pelos charlatões. E não deu outra. Depois da repercussão mundial da reportagem da National Geographic, surgiu um verdadeiro batalhão de livros sobre o assunto. A maioria deles de tão sensacionalistas chegavam a cair no ridículo.
Acredito que uma avalanche de escritores, após a descoberta do manuscrito perdido enxergaram a oportunidade de enriquecer facilmente, mas para isso precisavam ser rápidos, ou seja, não podiam perder tempo com pesquisas, o importante era ser o primeiro a lançar um livro sobre o assunto, bem antes dos concorrentes. E assim, no mesmo ano em que o “Evangelho de Judas” foi descoberto, já começaram a surgir os primeiros livros sobre o assunto. Dentro de pouco tempo, as prateleiras das livrias estavam abarroradas dessas publicações.
Aqueles que pensavam que tudo isso não passaria de um modismo se enganaram, porque até hoje, continuam sendo lançadas obras sobre o tema, provando que escrever verdades ou mentiras sobre Judas, realmente dá dinheiro... muito dinheiro. A cada dia, vemos uma nova obra sobre o assunto. E prá ser sincero, já está cansando. Bateram tanto na mesma tecla, escreveram tantas barbaridades, que uma descoberta que poderia ser tão bem explorada por mãos e cérebros competentes acabou ficando maculada.
E para não fugir da rotina, depois de tantos escreventes, surge um novo “aventureiro” decidido a explorar o já esgotado tema. Estou falando de Dan Brown que ficou milionário com os Best-sellers “O Código da Vinci”, “Anjos e Demônios” e “O Símbolo Perdido”.
De acordo com mensagem publicada no twitter do escritor, o seu novo livro vai tratar da lenda que gira em torno da figura de Judas, de que o mesmo não seria o grande traidor, mas uma pessoa que abriu mão de sua dignidade em nome de Jesus.
Se em “Anjos e Demônios”, Dan Brown escreveu sobre a ordem dos Illuminati, um grupo criado por Galileu Galilei e que planejava um golpe audacioso contra a Igreja Católica Romana; agora, sem seu novo livro sobre Judas, ele abordará sobre a lenda dos Jandes. Trata-se de um grupo formado por fanáticos religiosos responsáveis por esconder de todos a verdadeira localização das moedas pelas quais Judas se vendeu. O grupo foi extinto em 1854 e desde então virou assunto proibido pela igreja, mas agora o autor resolveu trazer a tona em seu novo livro.
Para aqueles que desejarem conhecer mais detalhes sobre o lançamento de Brown, infelizmente, a Internet traz poucos subsídios sobre a obra, o que leva a crer, que foi montada uma autêntica “operação de guerra” para evitar o vazamento de informações importantes sobre o livro.
Surgiram boatos na rede de que o livro seria lançado em junho, mas junho se foi e nada da obra. O que há de concreto é que Dan Brown vai mesmo escrever um livro sobre o polêmico personagem bíblico. Alguns sites publicaram que a obra já teria um nome: “Judas Judiado”, este seria o título traduzido para o português.
Não aprecio muito as obras de Dan Brown. Nada contra, mas simplesmente não faz o meu gênero. Li “Anjos e Demônios”, “O Símbolo Perdido” e “Ponto de Impacto”. Quanto aos dois primeiros não gostei, inclusive, achei que em “O Símbolo Perdido”, Brawn perdeu a mão e viajou “profundo” em algumas parte do livro. Quanto a “Ponto de Impacto”, considero apenas regular.
Vamos ver agora, como a autor se sairá em “Judas Judiado”. Espero que ele não “viaje” muito como outros escritores fizeram chegando ao ponto de publicar que Jesus poderia ser neto de Herodes. É mole ou quer mais?
Ah! Antes que me esqueça. Ainda não há nenhuma data definitiva para o lançamento da obra; dizem apenas que o livro virá este ano.
Zorro – começa a lenda
Há mais de sete anos, quando os jornais e a Internet começaram a divulgar, com freqüência, que o novo livro de Isabel Allende seria sobre o mito mascarado Zorro, confesso que fiquei com um pé atrás. Não que eu duvidasse da capacidade dessa grande jornalista e escritora chilena. Longe disso! É que a autora iria explorar um campo bem diferente do que estava acostumada. Eu conhecia a Allende dos livros “Eva Luna”, “Meu País Inventado” e “A Casa dos Espíritos”; obras fortes que eu li há vários anos e que me marcaram muito. Obras dramáticas, introspectivas e até mesmo um pouco filosóficas. Então eu parei para pensar. Espera aí?! Uma autora acostumada a escrever livros com essas características, de repente resolve reescrever uma obra prima do gênero capa e espada?! Não vai dar certo.
Via Allende como um marinheiro que estava acostumado a navegar em certas águas que conhecia na palma de sua mão, mas agora, havia decidido explorar outros mares que desconhecia e por isso mesmo não os dominava.
Então quando o livro foi lançado em 2005 e a crítica internacional esparramou elogios para todos os lados, percebi como havia sido injusto com Isabel Allende, pois tinha duvidado da sua capacidade de readaptação, ou seja, de escrever enredos diferentes do seu estilo habitual. Mesmo assim, precisava ver com os meus próprios olhos como o Zorro da escritora havia saído. Só pude fazer isso em 2006 quando o livro foi traduzido para o português e lançado aqui na terrinha pela editora Bertrand Brasil.
Li e amei a versão de Allende que foge totalmente da história original “A Marca do Zorro” escrita na década de 20 por Johnston MacCulley.
O livro de MacCulley omite totalmente a infância e adolescencia do herói mascarado, mostrando apenas o lado aventureiro do alter-ego de Don Diego De La Vega. A vantagem dessa obra – a qual, brevemente, estarei fazendo um post – é a sua adrenalina pura. Considero “A Marca do Zorro” um típico livro de aventuras... e muito bem escrito, do tipo que prende o leitor da primeira a última página como se o arrastasse para uma montanha russa. O lado negativo, é a superficialidade do enredo que por focar somente na aventura, se esquece completamente de explorar detalhes relacionados a origem do herói. “Don Diego tinha mãe?” “Como era o seu relacionamento com ela?” “Como foi a infância de Don Diego?” “Como ele se tornou um mestre na esgrima?”, “O que o levou a se transformar no Zorro?”. O livro “Zorro – Começa a Lenda”, de Isabel Allende esclarece todas essas dúvidas. Hoje entendo o quanto a escritora chilena foi inteligente ao decidir escrever uma obra sobre um herói considerado um verdadeiro ícone da cultura pop e que não tinha um passado. Posso afirmar com convicção que a autora deu uma infãncia para Zorro, e se MacCulley foi o pai do herói, Allende pode ser considerada a sua mãe.
Se você que acompanha esse post esta afim de ler um livro de aventuras sobre o Zorro onde prevalecem duelos e mais duelos de espadas, lutas e desafios fuja da obra de Allende, mas se o que o leitor procura, de fato, é se aprofundar no passado de Don Diego De la Vega e também do seu Zorro, não pense duas vezes, cmpre logo o livro.
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| Escritora chilena Isabel Allende |
Na primeira parte intitulada “Califórnia” que vai do período de 1790 a 1810 acompanhamos em detalhes a infancia de Diego; época em que nem sonhava que um dia viria a se transformar no herói mascarado. Allende nos conta como o pai de Diego conheceu a bela india guerreira, de apenas 20 anos, chamada Toypurnia e como eles iniciaram um relacionamento apaixonado, apesar das diferenças sociais de ambos. O nascimento do pequeno Diego, a sua infãncia agitada de menino mais do que peralta e a formação da sua personalidade forte e corajosa, são muito bem explorados por Allende.
A amizade entre Diego e Bernardo, seu fiel escudeiro, é outro ponto alto do livro. Os dois rapazes apesar de terem personalidades distintas acabam se tornando amigos inseparáveis, verdadeiros irmãos.
Na segunda e terceira parte da obra chamada Barcelona, a escritora escreve sobre o embarque de Diego e Bernardo a Barcelona. O pai do pequeno Don Diego decide dar uma educação européia ao seu filho e com todos os requintes. Dessa forma, aos 16 anos, o futuro Zorro e seu inseparável amigo Amigo Bernardo apanham um navio e seguem viagem para o seu destino.
Nesta parte do livro, Allende aproveita para passar alguns conhecimentos históricos ao leitor como por exemplo, a ocupação da Espanha pelos franceses liderados por Napoleão Bonaparte. É nesse contexto que Diego vive boa parte de suas aventuras e amores.
Em Barcelona, ele recebe aulas de esgrima com um dos mais famosos mestres do mundo naquela época, tornando-se um exímio espadachim. É o tal mestre que inicia Don Diego em uma irmandade secreta formada por grandes espadachins espalhados pelo mundo que tem a missão de ajudar e proteger o povo mais pobre, sofrido e injustiçado. Começa assim, a nascer a lenda do herói mascarado.
Já no final do romance, Diego descobre que seus familiares e pessoas amigas, que o ajudaram em sua educação - enquanto se encontrava em Barcelona - estavam sofrendo nas mãos de um tirano. Então, ele decide retornar para a sua terra natal afim de proteger esses moradores.
A transformação completa de Don Diego em O Zorro só acontece nas últimas páginas da obra de Allende, o que deixa os leitores com um gostinho de “quero mais”.
Um livro que recomendo sem medo de errar: para devorar numa tacada só. Os fãs de carteirinha do Zorro terão a oportunidade de conhecer detalhes importantes da infância e adolescenciaa do herói nesta obra antológica de Isabel Allende.
Sem dúvida, vale a pena!
19/07/2011
Os contos do livro "O Incrível Homem que Encolheu"
Decepcionante. Esta é a definição certa, com raríssimas exceções, para o conjunto de nove contos escritos por Richard Matheson e que fazem parte do livro “O Incrível Homem que Encolheu”, relançado pela editora Novo Século. Pois é, jamais pensei que um dia fosse escrever algo assim sobre qualquer trabalho de Matheson, um escritor que eu considero tão mestre do terror quanto Stephen King. Mas como sempre tem a primeira vez...
Os contos de “O Incrível Homem que Encolheu” me ensinaram uma lição por deveras importante: “que jamais devemos criar muitas expectativas sobre determinada obra, mesmo sabendo que o seu autor faz parte do chamado top-line de escritores mundiais”. Escritor é como qualquer outra profissão e por isso, estão sujeitos a – de vez em quando – errar a mão. E foi o que aconteceu com as “mini-histórias” criadas por Matheson e selecionadas pela Novo Século para completar o livro onde a grande vedete é o conto “O Incrível Homem que Encolheu”.
Excetuando “Pesadelo a 20.000 pés ”, “O Teste” e “Encurralado”, a obra relançada pela Novo Século só vale, mesmo, pela brilhante história de “O Incrível Homem que Encolheu”. Esta sim, uma verdadeira obra prima.
Pesadelo a 20.000 pés
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| Cena do remake "Pesadelo a 20.000 pés" que passou nos cinemas em 1983 |
Conto que vem logo depois de “O Incrível Homem que Encolheu”. A história segura o ritmo do livro dando a falsa impressão ao leitor que os próximos contos serão fantásticos. Matheson relata o drama de Arthur Jeffrey Wilson que após pegar um avião comercial percebe em pleno vôo, a existência de uma criatura horripilante – parecido com um duende ou um gremlin – na asa do avião tentando sabotar a turbina e assim, provocar a queda da aeronave. Mas toda vez que ele chama a aeromoça para ver o horroroso ser, ele simplesmente desaparece o que a leva a pensar que o Sr. Wilson estaria tendo alucinações. Um dos momentos que certamente irá arrepiar os leitores é quando o pobre homem, após ter fechado a cortina da janela do avião para “abafar” o seu medo, resolve abri-la de repente para verificar se o duende é, de fato, produto de sua imaginação. Então.... Arrrghhh... Arrepio só em lembrar.
Este conto foi adaptado para o seriado clássico “Além da Imaginação”, em 1963, tendo no papel principal o ator William Shatner, em sua fase pré-capitão James T. Kirk. O mesmo episódio ganhou um excelente remake para o cinema que recebeu o nome de “Além da Imaginação: O Filme”, em 1983. Achei a criatura do remake bem mais assustadora do que a da série clássica de TV. Para aqueles que ficaram curiosos não só em ler como também em assistir esse conto aconselho acessar o youtube que traz as duas histórias na íntegra. A primeira dublada e o remake em inglês.
O teste
Juro que ao terminar de ler esse conto fiquei numa angustia terrível. Acredite, “O teste” tem tal poder. Matheson foi muito sensível ao abordar a situação dos idosos num futuro distante e nos alerta para os problemas enfrentados pela terceira idade como a dependência familiar e o pouco caso dos filhos.
Tom Parker tem 80 anos e vive com o filho, a nora e o neto. O velhinho é ignorado por todos, principalmente pela nora que não vê a hora dele ser reprovado no teste. Deixe-me explicar melhor: nesse futuro sombrio, o governo criou um teste exclusivo para as pessoas que se aproximam dos 80 anos. Para efeito de controle populacional, eles são obrigados a passar por uma avaliação física e mental e os reprovados, simplesmente são eliminados. Isso mesmo, eles são mortos com uma injeção letal. Mas antes de serem levados para a câmara da morte, os velhinhos reprovados ainda ganham um “bônus” com 30 dias de vida para desfrutá-los ao lado de seus familiares. Cara! Vai me dizer que isso não é o tipo de leitura angustiante?! Mas o esperto Tom Parker prepara uma surpresa inesquecível para a sua família. Confesso que por pouco não chorei com o final da história.
O homem dos feriados
Após a leitura dos três contos – “O Incrível Homem que Encolheu”, “pesadelo a 20.000 pés ” e “O Teste” – já estava chegando a conclusão que havia adquirido um verdadeira obra prima, ou seja, uma mina de contos antológicos de Matheson. Mero engano. As próximas histórias foram um poço de decepção, exceto “Encurralado”, como já disse no início desse post.
“O homem dos feriados”, com o perdão da palavra é “um pé no saco”. Acreditem: não posso publicar muita coisa sobre a história, pois estaria revelando o seu final. O autor escreve sobre um sujeito que trabalha numa agência que faz estatísticas sobre o número de pessoas que serão mortas nos feriados. O tal funcionário tem um método sui generis para descobrir com exatidão quantas vítimas morrerão, fazendo assim, uma previsão sem margem de erros. Um conto com menos de três páginas... antes não tivesse nenhuma...
Montagem
Imagine se você pudesse transformar a sua vida num filme, onde os fatos ruins passassem rapidamente ou até mesmo fossem eliminados. Quanto aos bons momentos; esses sim, seriam vividos intensamente. Bom não mesmo? Errado. Isto é péssimo e pode se transformar num verdadeiro pesadelo. Foi o que aconteceu com um jovem e desconhecido escritor que após um pacto incomum conseguiu concretizar esse desejo. Resultado: a sua vida se transformou num verdadeiro pesadelo. Detalhe: o personagem se esqueceu que um filme passa rapidamente, durando em média pouco mais de duas horas. Só o conto que não passa; quanto mais você lê, a história nunca termina. Então bate o desespero – já que sou do tipo de leitor que não gosta de abandonar um livro pela metade, mesmo sendo ruizinho – e a cada página lida, começo contar quantas ainda faltam para terminar o conto. O final é simplesmente risível. Uma errada de mão feia de Matheson.
O distribuidor
Um aparentemente ingênuo cidadão se muda para uma cidadezinha tranqüila e começa a fazer amizade com os seus vizinhos. Todos o recebem muito bem e dessa maneira ele passa a conhecer alguns segredos dessas pessoas. Então, a sua verdadeira personalidade vem à tona. É quando o Sr. Theodore Gordon começa a usar esses segredos para jogar um vizinho contra o outro causando um verdadeiro pandemônio no bairro e com conseqüências trágicas. Mas afinal, de contas, quem é na realidade o Sr. Gordon e porque ele age dessa maneira? Só mesmo lendo para saber. Li e não gostei.
Apenas com hora marcada
Não chega a ser ruim, digamos que seja apenas mediano. E coloca mediano nisso! Vale mesmo pela conclusão da história que chega a ser hilária. Um barbeiro e uma manicure nada convencionais recebem os seus clientes da maneira mais natural possível. Tudo correria muito bem se os dois não tivessem uma sociedade “pra lá” de curiosa com um médico fracassado. O curioso é que todos os clientes que vão fazer barba, cabelo e unhas saem ou chegam ao salão com uma dorzinha no corpo. Para saber a causa dessa dorzinha, só mesmo lendo o conto, que como disse, é apenas mediano.
A caixa
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| "A Caixa" (The Box) com Cameron Diaz foi baseado no conto escrito por Richard Matheson |
Não se iluda pensando que o conto de Matheson é semelhante ao filme com a Cameron Diaz exibido nos cinemas em 2009. Os dois são tão diferentes como água e vinho. No filme existe uma família formada por esposo, esposa e filho; já no livro no qual a produção cinematográfica foi baseada há apenas um casal. O filme de 2009 modificou totalmente a história escrita por Matheson, incluindo pitadas sobrenaturais e seres fantásticos que poderiam ser anjos ou demônios sob a forma humana. Tudo isso misturado com uma alta dose de ficação científica. Já o conto que está no livro “O Incrível Homem que Encolheu” é seco e objetivo, sem nenhuma firula. Mesmo assim, gostei muito mais do filme. Achei o conto simplório demais. Um casal do subúrbio recebe uma caixa de madeira com um grande mistério. A caixa possui um botão, que se pressionado, da direito à família de ganhar um milhão de dólares. Mas existe um preço para isso: no momento que o botão for apertado, uma pessoa de qualquer parte do mundo e que o casal não conhece irá morrer. Marido e mulher tem 24 horas para decidir de pressionam o botão ou não.
Encurralado
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| "Encurralado": Conto e filme podem ser considerados verdadeira obras primas |
No momento em que o desânimo estava tomando conta de mim por causa dos contos frustrantes do livro lançado pela Novo Século, eis que surge um verdadeiro “oasis” no meio do deserto arenoso de histórias de Matheson: “Encurralado”. Quem assistiu ao filme de 1971, dirigido por Steven Spielberg sabe do que estou falando... ou melhor, escrevendo.
O conto prende o leitor do início ao fim, principalmente aqueles que não tiveram a oportunidade de assistir ao filme e por isso mesmo, desconhecem a história. Matheson narra o drama de um homem de negócios dirigindo sozinho por uma estrada deserta e de repente se vê perseguido pelo motorista de um caminhão. Depois de algum tempo, ele chega a conclusão de que o misterioso caminhoneiro – que em nenhum momento mostra o seu rosto - quer matá-lo.
Xô, mosca!
Prefiro não comentar nada sobre esse conto; aliás, estou custando a acreditar que realmente foi Richard Matheson que o escreveu. Falar o que de um personagem que destrói o seu escritório tentando matar uma mosca que o estaria infernizando? Onde está o terror, o suspense, as reviravoltas no enredo? Onde?
O consolo para aqueles que decidirem comprar o livro da editora Novo Século é que “O Incrível Homem que Encolheu” é o maior dos 10 contos, tendo em média 200 páginas. Quanto aos demais são bem curtinhos, e por isso terminam logo...
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