03/05/2013
Jasão e os argonautas
Quando assisti “Jasão e os Argonautas”, nos anos 70, ainda era uma criança; um pirralhinho que a pesar da pouca idade, preferia trocar os indiozinhos e soldados dos Fort Apaches e os carrinhos de corrida dos autoramas por um filme ou livro. A magia dos enredos de histórias fantásticas que eram mostrados nas telas ou nas páginas tinha o poder de fazer com que esse blogueiro viajasse para um mundo especial de aventuras mil vezes melhores do que aqueles soldadinhos, índios e carrinhos de plástico.
Os meus filmes preferidos e que me obrigavam a pedir para o ‘pápi’ e a mámi o adiantamento da minha mesada eram os da série “As Viagens de Simbad”, depois vinham os vários Hércules; um outro chamado “Os Filhos do Trovão”, com o Giuliano Gemma ou então qualquer um que tivesse algo relacionado às Mil e Uma Noite ou então à mitologia grega em seu enredo.
“Jasão e os Argonautas”, uma superprodução de 1963 que assisti no cinema da minha cidade quase oito anos depois – naquela época era normal os cinemas das pequenas cidades passarem filmes ‘velhos’ – pode ser considerado um dos meus preferidos, senão “o meu preferido”. Os monstros e criaturas mitológicas criados por Ray Harryhuasen me faziam roer as unhas, chutar a próxima cadeira da fileira ou então derrubar pipocas no chão. Cara, como torci por Jasão e os seus argonautas!
Bem, o tempo passou, mas o filme sobre o herói mitológico não. Pelo contrário, muitas cenas ficaram guardadas em minha memória. Recentemente zapeando pelas livrarias virtuais, dei de cara com um livrinho da Editora Odysseus chamado “Jasão e os Argonautas”, escrito por Menelaos Stephanides. A obra tinha todas as características de ser direcionada para o publico infanto-juvenil, desde a capa, tamanho e principalmente as ilustrações que funcionavam como ‘marcadores’ de capítulos.
Por estar morrendo de vontade de reviver a história de Jasão e dos seus valentes tripulantes do navio Argo, não pestanejei e comprei o livro, mesmo tendo certeza de que iria encontrar pela frente uma adaptação bem ‘levezinha’ seguindo os padrões da literatura direcionada aos leitores pré adolescentes. Já respondo logo de cara: enganei-me e redondamente. Stephanides narra esse conhecido capítulo da mitologia grega de uma maneira profunda, não se esquecendo das traições, mortes, sofrimentos, enfim, toda a tragédia que envolveu essa passagem da história pré-helênica. Tudo isso numa linguagem simples, sem eruditismo e por isso mesmo de fácil compreensão. E o mais importante: g-o-s-t-o-s-a! Isto mesmo. Tão gostosa que você acaba lendo as 174 páginas da obra numa tacada só. Mas prepara-se. Se você estiver decidido a ler o livro do autor grego, irá encontrar pela frente uma leitura atrativa, mas também trágica aos extremos.
Enganam-se aqueles – geralmente, as pessoas que assistiram apenas ao filme – que a história de “Jasão e os Argonautas” é básicamente um livro de aventuras e só. As páginas finais da obra que retrata de maneira completa o relacionamento de Jasão e Medéia - a feiticeira que ajudou o herói a roubar o famoso velo de ouro na distante Cólquida, após enganar um feroz dragão, considerado o guardião do precioso tesouro – obrigam o leitor a parar a leitura para tomar um fôlego. Stephanides narra em detalhes o plano diabólico da poderosa feiticeira para se vingar de todos aqueles que queriam expulsá-la, juntamente com os seus filhos, da região de Tessália, onde passou a morar com Jasão, após as aventuras em busca do velocino dourado.
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| Cena do filme de 1963: Os argonautas enfrentam Talos, o gigante de bronze |
Acredito que a história de Jasão e Medéia, juntamente com a dos argonautas é uma das mais trágicas da mitologia grega. E Stephanides expõe, sem nenhuma reserva, toda essa tragicidade aos seus leitores.
O último capítulo do livro denominado “O Trágico Fim” é muito forte, não tendo nada a ver com literatura infanto-juvenil (rs). Neste capítulo, a vingança e somente ela se torna a alma da trama, fazendo com que os leitores conheçam a verdadeira personalidade de... vamos dizer assim... alguns personagens. É evidente que não vou escrever qual ou quais, se bem que os estudiosos de mitologia grega, principalmente sobre a história de “Jasão e os Argonautas” vão saber de quem estou falandoescrevendo.
Fiquei tão fã de Stephanidades que já estou planejando comprar os demais livros da coleção “Mitologia Helênica” que é composta pelas obras: “Jasão e os Argonautas”, “Hércules”, “Édipo”, “A Odisséia”, “Ilíada: A Guerra der Tróia”, “Os Deuses do Olimpo”, “Prometeu, os homens, e outros mitos” e “Teseu, Perseu e outros mitos”. Todos os oito livros escritos por ele.
Em “Jasão e os Argonautas”, os leitores também terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história de Hércules, antes de ter se tornado um famoso herói, após a execução do seus 12 trabalhos. O semi-deus, protegido de Zeus, é um dos 50 argonautas que participam da perigosa expedição para a Cólquida em busca do Velo de Ouro. E mais: Peleu, pai de Aquiles; Orfeu e sua harpa encantada; Teseu; Castor e Pólux; Eufemo, etc.
Quanto a Medéia, com toda a certeza é mais um personagem que se encaixa muito bem naquele famoso jargão popular: “Me ame ou me deixe”.
30/04/2013
"Inferno" de Dan Brown tem 1º capitulo vazado na Net.
Bom dia galera!! Tenho novidades prá vocês... quer dizer, para os fãs de Dan Brown que estão ansiosamente aguardando o lançamento do livro "Inferno". Vazou na Net, o primeiro capítulo do livro.
Não me perguntem como isso aconteceu porque não saberei responder. Só digo que ao dar aquela vasculhada básica na Net na manhã de hoje, vi que alguns sites - pouquíssimos pra ser sincero - haviam publicado o primeiro capítulo de Inferno, inclusive uma livraria virtual!!!!!!
Mas, como tenho eu certeza de que vcs não estão afim de lê-lo resolvi apenas avisá-los sobre a novidade. Ehehehehe... é claro que é brincadeirinha né pessoal (rs). Segue abaixo tal do capítulo:
'As lembranças se materializaram lentamente, como bolhas vindo à tona da escuridão de um poço sem fundo.
Uma mulher com o rosto coberto por um véu.
Robert Langdon olhava para ela do outro lado de um rio cujas águas agitadas corriam vermelhas, tingidas de sangue. De frente para ele, na margem oposta, a mulher o encarava, imóvel, solene. Trazia na mão uma faixa azul, uma tainia, que ergueu em homenagem ao mar de cadáveres aos seus pés. O cheiro da morte pairava por toda parte.
Busca, sussurrou a mulher. E encontrarás.
Langdon ouviu as palavras como se ela as tivesse pronunciado dentro de sua cabeça. "Quem é você?", perguntou ele, sem que sua voz produzisse som algum.
O tempo urge, sussurrou ela. Busca e encontrarás.
Langdon deu um passo à frente, em direção ao rio, mas então viu que as águas, além de ensanguentadas, eram profundas demais para que ele as atravessasse. Quando tornou a erguer os olhos para a mulher de véu, os corpos aos seus pés tinham se multiplicado. Eram agora centenas, milhares talvez, alguns ainda vivos, contorcendo-se de agonia, padecendo mortes inimagináveis... consumidos pelo fogo, enterrados em fezes, devorando uns aos outros. Podia ouvir os lamentos humanos ecoarem acima da água.
A mulher se moveu em sua direção com as mãos esguias estendidas, como quem pede ajuda.
"Quem é você?!", gritou Langdon outra vez.
Em resposta, a mulher levou a mão ao rosto e ergueu lentamente o véu. Sua beleza era arrebatadora, porém ela era mais velha do que Langdon imaginara: 60 e poucos anos talvez, altiva e forte, como uma estátua atemporal. Tinha um maxilar anguloso, de aspecto severo, olhos penetrantes e intensos e longos cabelos grisalhos, cujos cachos lhe caíam em cascata sobre os ombros. Um amuleto de lápis-lazúli pendia de seu pescoço --uma serpente solitária enroscada em um bastão.
Langdon teve a sensação de que a conhecia, de que confiava nela. Mas como? Por quê?
Ela então apontou para duas pernas que brotavam da terra, se contorcendo. Aparentemente eram de alguma pobre alma enterrada até a cintura, de cabeça para baixo. Uma letra solitária escrita com lama se destacava na coxa pálida do homem: R.
R?, pensou Langdon, intrigado. R de... Robert? Será que esse... sou eu?
O rosto da mulher nada revelava. Busca e encontrarás, repetiu ela.
Subitamente, ela começou a irradiar uma luz branca... cada vez mais forte. Todo o seu corpo começou a vibrar com intensidade e, então, com um estrondo repentino, ela explodiu em mil faíscas.
Langdon acordou sobressaltado, aos gritos.
Estava sozinho no quarto iluminado. O cheiro pungente de álcool hospitalar pairava no ar. Ali perto bipes de máquina soavam em discreta sintonia com o ritmo de seu coração. Tentou mover o braço direito, mas uma dor lancinante o impediu. Olhou para baixo e viu que um cateter intravenoso repuxava a pele de seu antebraço.
Sua pulsação se acelerou e as máquinas acompanharam o ritmo, passando a emitir bipes mais rápidos.
Onde estou? O que aconteceu?
A nuca de Langdon latejava, uma dor torturante. Com cautela, ele ergueu o braço livre e tocou o couro cabeludo, tentando localizar a origem da dor de cabeça. Sob os cabelos emaranhados, encontrou as extremidades duras de uns dez pontos incrustados de sangue seco.
Fechou os olhos e tentou se lembrar de algum acidente.
Nada. Branco total.
Pense.
Apenas escuridão.
Um homem com roupa cirúrgica entrou apressado, aparentemente alertado pela aceleração dos bipes do monitor cardíaco de Langdon. Tinha barba desgrenhada, bigode cerrado e olhos bondosos que irradiavam uma calma atenciosa por baixo das sobrancelhas revoltas.
-- O que... o que houve? -- Langdon conseguiu perguntar. -- Eu sofri algum acidente?
O barbudo levou um dedo aos lábios e tornou a sair às pressas para chamar alguém no corredor.
Langdon virou a cabeça, mas o movimento fez uma pontada de dor atravessar seu crânio. Respirou fundo várias vezes e esperou a dor passar. Então, com cuidado e de forma metódica, examinou o ambiente estéril ao seu redor.
O quarto de hospital continha uma cama só. Não havia flores. Não havia cartões. Viu as próprias roupas em cima de um balcão próximo ao leito, dobradas dentro de um saco plástico transparente. Estavam cobertas de sangue.
Meu Deus. Deve ter sido grave.
Langdon girou a cabeça bem devagar em direção à janela ao lado da cama. Estava escuro lá fora. Era noite. A única coisa que ele conseguia ver no vidro era o próprio reflexo: um desconhecido abatido, pálido e exausto, ligado a tubos e fios e cercado por equipamentos hospitalares.
Ouviu vozes se aproximando pelo corredor e tornou a olhar para o quarto. O médico voltou, dessa vez acompanhado por uma mulher.
Ela parecia ter 30 e poucos anos. Usava roupa cirúrgica azul e tinha os cabelos louros presos em um rabo de cavalo grosso que balançava ao ritmo de seus passos.
-- Sou a doutora Sienna Brooks -- apresentou-se, abrindo um sorriso para Langdon ao entrar. -- Vou trabalhar com o dr. Marconi hoje à noite.
Langdon assentiu com um débil meneio de cabeça.
Alta e graciosa, a dra. Brooks se movia com a desenvoltura assertiva de uma atleta. Mesmo com aquela roupa folgada, conservava uma elegância esguia. Por mais que Langdon não percebesse nenhum traço de maquiagem, sua pele tinha uma suavidade incomum, a única mácula era uma pinta minúscula logo acima dos lábios. Os olhos, de um tom castanho suave, pareciam estranhamente penetrantes, como se houvessem testemunhado experiências de rara profundidade para alguém tão jovem.
-- O dr. Marconi não fala inglês muito bem, então me pediu que preenchesse sua ficha de admissão -- disse ela, sentando-se ao seu lado. Voltou a sorrir.
-- Obrigado.
-- Certo -- começou ela, assumindo um tom de voz sério. -- Qual é o seu nome?
Ele precisou de alguns instantes.
-- Robert... Langdon.
Ela apontou uma lanterninha para seus olhos.
-- Profissão?
Ele respondeu ainda mais devagar:
-- Professor universitário. História da Arte... e Simbologia. Em Harvard.
A dra. Brooks baixou a lanterna, mostrando-se surpresa. O médico de sobrancelhas revoltas pareceu igualmente espantado.
-- O senhor é americano?
Langdon a encarou com um olhar intrigado.
-- É só que... -- Ela hesitou. -- O senhor não tinha documento nenhum quando chegou. Como estava de paletó de tweed da Harris e sapatos sociais, imaginamos que fosse britânico.
-- Eu sou americano -- assegurou-lhe Langdon, exausto demais para explicar sua preferência por alfaiataria de qualidade.
-- Está sentindo alguma dor?
-- Na cabeça -- respondeu Langdon, o latejar em seu crânio agravado pelo brilho forte da lanterna. Felizmente, a médica a guardou no bolso e pegou seu pulso, para medir os batimentos. -- O senhor acordou gritando -- falou. -- Consegue se lembrar por quê?
Langdon voltou a ter um lampejo da estranha visão da mulher de véu, cercada de corpos em agonia. Busca e encontrarás.
-- Tive um pesadelo.
-- Sobre o quê?
Langdon lhe contou.
A dra. Brooks manteve uma expressão neutra enquanto fazia anotações numa prancheta.
-- Alguma ideia do que possa ter provocado uma visão tão apavorante?
Langdon vasculhou a memória e então balançou a cabeça, que latejou em protesto.
-- Muito bem, Sr. Langdon -- disse ela, sem parar de escrever --, agora vou fazer alguma perguntas de rotina. Que dia da semana é hoje?
Langdon pensou por alguns instantes.
-- Sábado. Eu me lembro de estar andando pelo campus hoje mais cedo... de participar de um simpósio à tarde e depois... acho que essa é a última coisa de que me lembro. Eu levei um tombo?
-- Já vamos falar sobre isso. O senhor sabe onde está?
Langdon deu seu melhor palpite:
-- No Hospital Geral de Massachusetts?
A dra. Brooks fez outra anotação.
-- Existe alguém para quem devamos telefonar avisando? Mulher? Filhos?
-- Ninguém -- respondeu Langdon sem precisar pensar.
Sempre gostara da solidão e da independência que sua vida de solteiro lhe oferecia, embora precisasse admitir que, nas condições em que se encontrava, preferiria ter um rosto conhecido ao seu lado.
-- Eu poderia telefonar para alguns colegas, mas não vejo necessidade.
Quando a dra. Brooks terminou de medir o pulso de Langdon, o médico mais velho se aproximou. Alisando as sobrancelhas revoltas, sacou um pequeno gravador do bolso e o mostrou à colega. Ela assentiu, indicando que entendera, e voltou a encarar o paciente.
-- Sr. Langdon, quando chegou hoje mais cedo, o senhor estava murmurando repetidamente uma coisa.
Ela lançou um olhar ao dr. Marconi, que ergueu o gravador digital e apertou um botão.
Uma gravação começou a tocar e Langdon ouviu a própria voz grogue balbuciar repetidas vezes a mesma frase: "Ve... sorry. Ve... sorry."
-- Me parece -- continuou a doutora -- que o senhor estava dizendo "Very sorry. Very sorry".
Langdon concordou, embora não se lembrasse de nada daquilo.
A dra. Brooks o fitou com um olhar tão intenso que chegava a ser perturbador.
-- Tem alguma ideia de por que diria isso? O que o senhor lamenta tanto?
Enquanto se esforçava para tentar lembrar, Langdon tornou a ver a mulher de rosto velado parada à margem de um rio vermelho-sangue, cercada de corpos. Sentiu outra vez o fedor da morte.
Foi invadido pela sensação repentina, instintiva, de que estava correndo perigo... não só ele como todos os demais. Os bipes do monitor cardíaco aceleraram na mesma hora. Seus músculos se retesaram e ele tentou se sentar.
A dra. Brooks se apressou em pousar a mão com firmeza sobre seu peito, forçando-o a se deitar novamente. Então lançou um olhar rápido para o médico barbudo, que foi até um dos cantos do quarto e começou a preparar alguma coisa.
Em pé ao lado de Langdon, a doutora voltou a falar com um sussurro:
-- Sr. Langdon, ansiedade é uma reação comum a traumatismos cranianos, mas o senhor precisa manter sua pulsação baixa. Não deve se mexer nem se agitar, apenas fique deitado e descanse. Vai ficar tudo bem. Aos poucos, vai recuperar a memória.
O outro médico voltou com uma seringa, que entregou à dra. Brooks. Ela injetou o conteúdo no acesso intravenoso de Langdon.
-- É só um sedativo leve para acalmá-lo -- explicou -- e para aliviar a dor. -- Ela se levantou para ir embora. -- Vai ficar tudo bem, Sr. Langdon. Agora durma. Se precisar de alguma coisa, aperte o botão ao lado da cama.
Ela apagou a luz e se retirou junto com o médico barbudo.
No escuro, Langdon sentiu o efeito quase imediato da medicação em seu organismo, arrastando-o de volta para as profundezas do poço do qual havia emergido. Combateu a sensação, forçando os olhos a permanecerem abertos na escuridão do quarto. Tentou se sentar, mas seu corpo parecia feito de concreto.
Ao mudar de posição na cama, Langdon se viu outra vez de frente para a janela. As luzes estavam apagadas e, no vidro escuro, seu próprio reflexo havia desaparecido, substituído por um horizonte distante e iluminado.
Em meio às silhuetas de torres e domos, uma fachada em especial se destacava em seu campo de visão. A construção era uma imponente fortaleza de pedra, com ameias no parapeito e uma torre de mais de 90 metros, que ficava mais larga perto do topo projetado para fora, também com ameias munidas de balestreiros.
Langdon se sentou na cama com as costas eretas, fazendo a dor na cabeça explodir. Lutou contra o latejar violento e fixou o olhar na torre.
Conhecia bem aquela estrutura medieval.
Era única no mundo.
Infelizmente, porém, ficava a quase 6.500 quilômetros de Massachusetts.
Do lado de fora, escondida nas sombras da Via Torregalli, uma mulher robusta desmontou sem o menor esforço de uma moto BMW e avançou com o andar decidido de uma pantera que persegue sua presa. Tinha um olhar feroz. Os cabelos curtos e espetados se destacavam contra a gola levantada de uma jaqueta de couro preta. Ela verificou a arma equipada com silenciador que trazia nas mãos e ergueu os olhos para a janela do quarto de Robert Langdon, onde a luz acabara de se apagar.
Mais cedo naquela mesma noite, sua missão original dera terrivelmente errado.
O arrulho de uma simples pomba havia mudado tudo.
Agora ela estava lá para consertar o estrago.'
'As lembranças se materializaram lentamente, como bolhas vindo à tona da escuridão de um poço sem fundo.
Uma mulher com o rosto coberto por um véu.
Robert Langdon olhava para ela do outro lado de um rio cujas águas agitadas corriam vermelhas, tingidas de sangue. De frente para ele, na margem oposta, a mulher o encarava, imóvel, solene. Trazia na mão uma faixa azul, uma tainia, que ergueu em homenagem ao mar de cadáveres aos seus pés. O cheiro da morte pairava por toda parte.
Busca, sussurrou a mulher. E encontrarás.
Langdon ouviu as palavras como se ela as tivesse pronunciado dentro de sua cabeça. "Quem é você?", perguntou ele, sem que sua voz produzisse som algum.
O tempo urge, sussurrou ela. Busca e encontrarás.
Langdon deu um passo à frente, em direção ao rio, mas então viu que as águas, além de ensanguentadas, eram profundas demais para que ele as atravessasse. Quando tornou a erguer os olhos para a mulher de véu, os corpos aos seus pés tinham se multiplicado. Eram agora centenas, milhares talvez, alguns ainda vivos, contorcendo-se de agonia, padecendo mortes inimagináveis... consumidos pelo fogo, enterrados em fezes, devorando uns aos outros. Podia ouvir os lamentos humanos ecoarem acima da água.
A mulher se moveu em sua direção com as mãos esguias estendidas, como quem pede ajuda.
"Quem é você?!", gritou Langdon outra vez.
Em resposta, a mulher levou a mão ao rosto e ergueu lentamente o véu. Sua beleza era arrebatadora, porém ela era mais velha do que Langdon imaginara: 60 e poucos anos talvez, altiva e forte, como uma estátua atemporal. Tinha um maxilar anguloso, de aspecto severo, olhos penetrantes e intensos e longos cabelos grisalhos, cujos cachos lhe caíam em cascata sobre os ombros. Um amuleto de lápis-lazúli pendia de seu pescoço --uma serpente solitária enroscada em um bastão.
Langdon teve a sensação de que a conhecia, de que confiava nela. Mas como? Por quê?
Ela então apontou para duas pernas que brotavam da terra, se contorcendo. Aparentemente eram de alguma pobre alma enterrada até a cintura, de cabeça para baixo. Uma letra solitária escrita com lama se destacava na coxa pálida do homem: R.
R?, pensou Langdon, intrigado. R de... Robert? Será que esse... sou eu?
O rosto da mulher nada revelava. Busca e encontrarás, repetiu ela.
Subitamente, ela começou a irradiar uma luz branca... cada vez mais forte. Todo o seu corpo começou a vibrar com intensidade e, então, com um estrondo repentino, ela explodiu em mil faíscas.
Langdon acordou sobressaltado, aos gritos.
Estava sozinho no quarto iluminado. O cheiro pungente de álcool hospitalar pairava no ar. Ali perto bipes de máquina soavam em discreta sintonia com o ritmo de seu coração. Tentou mover o braço direito, mas uma dor lancinante o impediu. Olhou para baixo e viu que um cateter intravenoso repuxava a pele de seu antebraço.
Sua pulsação se acelerou e as máquinas acompanharam o ritmo, passando a emitir bipes mais rápidos.
Onde estou? O que aconteceu?
A nuca de Langdon latejava, uma dor torturante. Com cautela, ele ergueu o braço livre e tocou o couro cabeludo, tentando localizar a origem da dor de cabeça. Sob os cabelos emaranhados, encontrou as extremidades duras de uns dez pontos incrustados de sangue seco.
Fechou os olhos e tentou se lembrar de algum acidente.
Nada. Branco total.
Pense.
Apenas escuridão.
Um homem com roupa cirúrgica entrou apressado, aparentemente alertado pela aceleração dos bipes do monitor cardíaco de Langdon. Tinha barba desgrenhada, bigode cerrado e olhos bondosos que irradiavam uma calma atenciosa por baixo das sobrancelhas revoltas.
-- O que... o que houve? -- Langdon conseguiu perguntar. -- Eu sofri algum acidente?
O barbudo levou um dedo aos lábios e tornou a sair às pressas para chamar alguém no corredor.
Langdon virou a cabeça, mas o movimento fez uma pontada de dor atravessar seu crânio. Respirou fundo várias vezes e esperou a dor passar. Então, com cuidado e de forma metódica, examinou o ambiente estéril ao seu redor.
O quarto de hospital continha uma cama só. Não havia flores. Não havia cartões. Viu as próprias roupas em cima de um balcão próximo ao leito, dobradas dentro de um saco plástico transparente. Estavam cobertas de sangue.
Meu Deus. Deve ter sido grave.
Langdon girou a cabeça bem devagar em direção à janela ao lado da cama. Estava escuro lá fora. Era noite. A única coisa que ele conseguia ver no vidro era o próprio reflexo: um desconhecido abatido, pálido e exausto, ligado a tubos e fios e cercado por equipamentos hospitalares.
Ouviu vozes se aproximando pelo corredor e tornou a olhar para o quarto. O médico voltou, dessa vez acompanhado por uma mulher.
Ela parecia ter 30 e poucos anos. Usava roupa cirúrgica azul e tinha os cabelos louros presos em um rabo de cavalo grosso que balançava ao ritmo de seus passos.
-- Sou a doutora Sienna Brooks -- apresentou-se, abrindo um sorriso para Langdon ao entrar. -- Vou trabalhar com o dr. Marconi hoje à noite.
Langdon assentiu com um débil meneio de cabeça.
Alta e graciosa, a dra. Brooks se movia com a desenvoltura assertiva de uma atleta. Mesmo com aquela roupa folgada, conservava uma elegância esguia. Por mais que Langdon não percebesse nenhum traço de maquiagem, sua pele tinha uma suavidade incomum, a única mácula era uma pinta minúscula logo acima dos lábios. Os olhos, de um tom castanho suave, pareciam estranhamente penetrantes, como se houvessem testemunhado experiências de rara profundidade para alguém tão jovem.
-- O dr. Marconi não fala inglês muito bem, então me pediu que preenchesse sua ficha de admissão -- disse ela, sentando-se ao seu lado. Voltou a sorrir.
-- Obrigado.
-- Certo -- começou ela, assumindo um tom de voz sério. -- Qual é o seu nome?
Ele precisou de alguns instantes.
-- Robert... Langdon.
Ela apontou uma lanterninha para seus olhos.
-- Profissão?
Ele respondeu ainda mais devagar:
-- Professor universitário. História da Arte... e Simbologia. Em Harvard.
A dra. Brooks baixou a lanterna, mostrando-se surpresa. O médico de sobrancelhas revoltas pareceu igualmente espantado.
-- O senhor é americano?
Langdon a encarou com um olhar intrigado.
-- É só que... -- Ela hesitou. -- O senhor não tinha documento nenhum quando chegou. Como estava de paletó de tweed da Harris e sapatos sociais, imaginamos que fosse britânico.
-- Eu sou americano -- assegurou-lhe Langdon, exausto demais para explicar sua preferência por alfaiataria de qualidade.
-- Está sentindo alguma dor?
-- Na cabeça -- respondeu Langdon, o latejar em seu crânio agravado pelo brilho forte da lanterna. Felizmente, a médica a guardou no bolso e pegou seu pulso, para medir os batimentos. -- O senhor acordou gritando -- falou. -- Consegue se lembrar por quê?
Langdon voltou a ter um lampejo da estranha visão da mulher de véu, cercada de corpos em agonia. Busca e encontrarás.
-- Tive um pesadelo.
-- Sobre o quê?
Langdon lhe contou.
A dra. Brooks manteve uma expressão neutra enquanto fazia anotações numa prancheta.
-- Alguma ideia do que possa ter provocado uma visão tão apavorante?
Langdon vasculhou a memória e então balançou a cabeça, que latejou em protesto.
-- Muito bem, Sr. Langdon -- disse ela, sem parar de escrever --, agora vou fazer alguma perguntas de rotina. Que dia da semana é hoje?
Langdon pensou por alguns instantes.
-- Sábado. Eu me lembro de estar andando pelo campus hoje mais cedo... de participar de um simpósio à tarde e depois... acho que essa é a última coisa de que me lembro. Eu levei um tombo?
-- Já vamos falar sobre isso. O senhor sabe onde está?
Langdon deu seu melhor palpite:
-- No Hospital Geral de Massachusetts?
A dra. Brooks fez outra anotação.
-- Existe alguém para quem devamos telefonar avisando? Mulher? Filhos?
-- Ninguém -- respondeu Langdon sem precisar pensar.
Sempre gostara da solidão e da independência que sua vida de solteiro lhe oferecia, embora precisasse admitir que, nas condições em que se encontrava, preferiria ter um rosto conhecido ao seu lado.
-- Eu poderia telefonar para alguns colegas, mas não vejo necessidade.
Quando a dra. Brooks terminou de medir o pulso de Langdon, o médico mais velho se aproximou. Alisando as sobrancelhas revoltas, sacou um pequeno gravador do bolso e o mostrou à colega. Ela assentiu, indicando que entendera, e voltou a encarar o paciente.
-- Sr. Langdon, quando chegou hoje mais cedo, o senhor estava murmurando repetidamente uma coisa.
Ela lançou um olhar ao dr. Marconi, que ergueu o gravador digital e apertou um botão.
Uma gravação começou a tocar e Langdon ouviu a própria voz grogue balbuciar repetidas vezes a mesma frase: "Ve... sorry. Ve... sorry."
-- Me parece -- continuou a doutora -- que o senhor estava dizendo "Very sorry. Very sorry".
Langdon concordou, embora não se lembrasse de nada daquilo.
A dra. Brooks o fitou com um olhar tão intenso que chegava a ser perturbador.
-- Tem alguma ideia de por que diria isso? O que o senhor lamenta tanto?
Enquanto se esforçava para tentar lembrar, Langdon tornou a ver a mulher de rosto velado parada à margem de um rio vermelho-sangue, cercada de corpos. Sentiu outra vez o fedor da morte.
Foi invadido pela sensação repentina, instintiva, de que estava correndo perigo... não só ele como todos os demais. Os bipes do monitor cardíaco aceleraram na mesma hora. Seus músculos se retesaram e ele tentou se sentar.
A dra. Brooks se apressou em pousar a mão com firmeza sobre seu peito, forçando-o a se deitar novamente. Então lançou um olhar rápido para o médico barbudo, que foi até um dos cantos do quarto e começou a preparar alguma coisa.
Em pé ao lado de Langdon, a doutora voltou a falar com um sussurro:
-- Sr. Langdon, ansiedade é uma reação comum a traumatismos cranianos, mas o senhor precisa manter sua pulsação baixa. Não deve se mexer nem se agitar, apenas fique deitado e descanse. Vai ficar tudo bem. Aos poucos, vai recuperar a memória.
O outro médico voltou com uma seringa, que entregou à dra. Brooks. Ela injetou o conteúdo no acesso intravenoso de Langdon.
-- É só um sedativo leve para acalmá-lo -- explicou -- e para aliviar a dor. -- Ela se levantou para ir embora. -- Vai ficar tudo bem, Sr. Langdon. Agora durma. Se precisar de alguma coisa, aperte o botão ao lado da cama.
Ela apagou a luz e se retirou junto com o médico barbudo.
No escuro, Langdon sentiu o efeito quase imediato da medicação em seu organismo, arrastando-o de volta para as profundezas do poço do qual havia emergido. Combateu a sensação, forçando os olhos a permanecerem abertos na escuridão do quarto. Tentou se sentar, mas seu corpo parecia feito de concreto.
Ao mudar de posição na cama, Langdon se viu outra vez de frente para a janela. As luzes estavam apagadas e, no vidro escuro, seu próprio reflexo havia desaparecido, substituído por um horizonte distante e iluminado.
Em meio às silhuetas de torres e domos, uma fachada em especial se destacava em seu campo de visão. A construção era uma imponente fortaleza de pedra, com ameias no parapeito e uma torre de mais de 90 metros, que ficava mais larga perto do topo projetado para fora, também com ameias munidas de balestreiros.
Langdon se sentou na cama com as costas eretas, fazendo a dor na cabeça explodir. Lutou contra o latejar violento e fixou o olhar na torre.
Conhecia bem aquela estrutura medieval.
Era única no mundo.
Infelizmente, porém, ficava a quase 6.500 quilômetros de Massachusetts.
Do lado de fora, escondida nas sombras da Via Torregalli, uma mulher robusta desmontou sem o menor esforço de uma moto BMW e avançou com o andar decidido de uma pantera que persegue sua presa. Tinha um olhar feroz. Os cabelos curtos e espetados se destacavam contra a gola levantada de uma jaqueta de couro preta. Ela verificou a arma equipada com silenciador que trazia nas mãos e ergueu os olhos para a janela do quarto de Robert Langdon, onde a luz acabara de se apagar.
Mais cedo naquela mesma noite, sua missão original dera terrivelmente errado.
O arrulho de uma simples pomba havia mudado tudo.
Agora ela estava lá para consertar o estrago.'
28/04/2013
Depois de O Massacre da Serra Elétrica, a coleção ‘Dissecando – Filmes Clássicos de Terror’ ataca de “A Morte do Demônio”
“A Morte do Demônio (Evil Dead)” foi um dos filmes de terror que marcou a minha geração. Lembro que, nessa época, tinha apenas 22 anos de idade e todos os finais de semana saía da locadora de minha cidade com duas sacolas cheias de VHS para assistir em casa. Quantos finais de semana com os amigos, namorada, bebidas e curtição foram deixados de lado em troca de multi-sessões de filmes regadas à muito VHS na tranqüilidade de meu quarto.
Posso garantir que de todos os clássicos de terror que assisti nesse período especial de minha vida, excetuando “O Exorcista” (é evidente), “A Morte do Demônio” foi aquele que mais mexeu comigo e com a minha ‘tchurma’. Presença constante em minhas manjadas sacolinhas de VHS; o filme de Sam Raimi era o tema preferido em nossas rodinhas de amigos. Um dos comentários mais constantes era o de que o filme possuía cenas tão impressionantes que não era aconselhável assistir sozinho e muito menos à noite. Enquanto vou redigindo esse post, as lembranças do passado vão sendo reativadas em minha memória e me lembro, agora, de que eu e minha turma decidimos assistir “A Morte do Demônio” numa madrugada, na casa dos meus pais, após chegarmos do que vocês chamam hoje de balada . Uhauauaua!! E que balada foi aquela! Já era bem tarde da noite e colocamos a fitona no saudoso videocassete que tinha no quarto e pimba! Começamos assistir. Caraca, quase mijei de medo. O Silva, um colega nosso, metido a valentão, na cena em que o demônio caminha pela floresta – que tem um impacto muito grande no filme – soltou um miado de pavor. Hahahahaha...Hahahahahaha... Hahahahahahaha... Pera um pouquinho aí pessoal, ainda estou me esborrachando de ir... Hahahahahahahahahaha!!! É só lembrar daquilo que eu não consigo segurar a gargalhada. Logo o Silva! O mais valente e destemido dos colegas do passado. Logo o Silva! O escoteiro que tinha o hábito de acampar em matas virgens, fosse de noite ou de dia, ao lado de cobras, aranhas e escorpiões. Logo ele!!
Mesmo após quase 30 anos, o miado de medo do Silva ficou gravado em minha mente. Sabem aquele miado sofrido sem a vogal “a”. Coisa do tipo: Mi__uuuuuuuuuu!!!!! Com o “u” sumindo aos poucos no final? É assim que me lembro do Silva que hoje ocupa um cargo importante na Polícia Militar da capital.
Depois que o Silva soltou o miado de medo, tivemos de suspender temporariamente a “sessão videocinematográfica” para que soltássemos toda a risada do peito. Então depois, mais relaxados, recomeçamos a ver o filme de Raimi e garanto que eu e meus amigos (estávamos em cinco, se não me engano) não miamos como o Silva, mas abafamos muitos gritos e exclamações de medo.
Acredito que até hoje, “A Morte do Demônio” ainda provoque calafrios. O filme nunca perderá a sua atualidade, pois já entrou para o rol das produções antológicas, mesmo sem nunca ter sido lançado nos cinemas brasileiros. O filme estreou em 1981 nos Estados Unidos, mas só chegou em terras tupiniquins dois anos depois e direto em vídeo.
Nós da geração VHS não éramos presenteados com cenas extras, entrevistas e muito menos making of no final do filme, como acontece nos dias de hoje. A brontossáurica fitinha não dispunha de recursos que possibilitassem essa tecnologia. Por isso, tão logo terminava o filme ficávamos chupando o dedo, morrendo de vontade em saber como teria sido gravada aquela cena que nos deixou vidrados na tela ou então, a opinião de diretores e atores sobre o roteiro. Podem acreditar, há quase três décadas já tínhamos essa curiosidade ‘pós filme’ ou você achava que esse interesse só surgiu com a geração DVD? (rs)
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| Cena do filme de Raimi lançado diretamente em video no Brasil em 1983 |
Eu e meus amigos, incluindo o amedrontado Silva ficamos morrendo de vontade de ouvir a opinião do Raimi e principalmente do ator Bruce Campbell que interpretou o impagável Ash. Então, quando soube que “A Morte do Demônio” havia sido lançado em DVD, não pensei duas vezes, comprei logo o meu, mas quando verifiquei as informações na capa... Cadê os extras??? Só havia uma breve biografia e a sinopse do filme!!!! Cara, fiquei derrubadaço! O golpe foi certeiro e atingiu o queixo me levando à nocaute.
Só fui me recuperar do golpe há pouco tempo, quando soube que a editora carioca DarkSide já havia definido qual seria o filme a ser abordado no segundo volume da coleção “Dissecando – Filmes Clássicos de Terror”. E adivinhem qual foi a produção selecionada? Fácil né? O próprio: “A Morte do Demônio!” Ihauuuuuuu!! Cara, vibrei muito, pois agora tinha a certeza de que iria ‘ ficar por dentro’ de tudo, absolutamente tudo o que rolou nos bastidores das filmagens. Sem contar as entrevistas e fotos inéditas. Caraca! Demaisss!
Fiquei eufórico e confiante porque já conhecia a qualidade do primeiro volume da série que dissecou outra produção fantástica do cinema de terror: “O Massacre da Serra Elétrica”. Pensei comigo: “- Lógicamente o pessoal da DarkSide vai querer manter a qualidade inicial”. Não marquei bobeira e já reservei a obra que está em pré-venda nas principais livrarias virtuais.
O livro “ A Morte do Demônio” foi escrito por Bill Warren que é um conceituado crítico de cinema. De acordo com a DarkSide, Warren que teve acesso total ao arquivo de Raimi e também das três produções -‘A Morte do Demônio’ (Evil Dead 1), ‘Uma Noite Alucinante (Evil Dead 2) e ‘Uma Noite Alucinante 2 (Evil Dead 3) – revela detalhadamente em sua obra o making of dos filmes, incluindo entrevistas exclusivas com o elenco e equipe de produção. O livro ainda promete trazer uma miscelânea de fotos raras e inéditas da filmagem; o storyboard; esboços dos concepts e figurinos dos demônios; histórias dos bastidores das filmagens e mais isso e aquilo. Enfim, um oceano de informações sobre a obra-prima de Raimi.
A previsão é de que o segundo volume da coleção “Dissecando – Filmes Clássicos de Terror: A Morte do Demônio” chegue às livarias no dia 30 desse mês. Por isso, paciência galera que já está chegando a hora.
PS: Não fiz citações ao remake do filme no post, porque ainda não assisti. E para ser sincero... nem sei se assistirei.
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