24/06/2015

Depois de “O Chamado do Cuco” e “O Bicho-da-Seda”, J.K. Rowling confirma o lançamento de um terceiro livro com o detetive Cormoran Strike

Eu tenho alguns amigos que são verdadeiras figuras, mas daquelas bem raras e que na maioria das vezes ficam faltando para completar o álbum. O Cipozinho é uma delas. Quando ele vê alguém com um automóvel há muito tempo, já solta a sua frase marcante: “Esse sujeito vai acabar ‘casando’ com esse carro!”. E como não bastasse, ele ainda completa: “E já sabe né? Depois que você casa não larga mais!”
Acho que se o Cipozinho gostasse de ler e curtisse a escritora J.K. Rowling, com certeza, diria há alguns anos atrás: “Essa mulher vai acabar se casando com o Harry Potter!”. E prá ser sincero galera, juro que a partir do lançamento do quarto livro da saga de Potter, eu cheguei a pensar a mesma coisa. Acreditava que Rowling iria viver gravitando em torno do menino bruxo, mas acabei me enganando e feio!
Quando a escritora anunciou o fim da saga, pensei que ela iria sobreviver dos dividendos dos sete livros escritos e, então, quando alguns dólares escapassem do seu cofrinho milionário, ela ‘enganaria’ os eleitores com alguma sub-estória ou sub-produto da saga como fez com “Os Contos de Beedle – O Bardo” e “Animais Fantásticos e Onde Habitam”.
Mas, quando menos se esperava, ela lança o suspense “Morte Súbita”, um gênero totalmente diferente do mundo mágico e ilusório de Potter. Um ano depois, Rowling atacaria de “O Chamado Cuco”, criando um personagem tão cativante quanto Harry Potter: o detetive Cormoran Strike. A autora ainda tentou se esconder atrás do pseudônimo Roger Galbraith, mas uma amiga da onça acabou revelando para a imprensa o seu segredinho. Mas, independente disso, o livro foi um sucesso, tanto de crítica quanto de público. A empatia dos leitores com o novo personagem desenvolvido por Rowling foi tanta, que eles chegaram a pedir uma segunda estória com Cormoran. E advinhem só, Rowling decidiu atendê-los. Desta maneira, em 2014, o astucioso e insistente detetive voltaria em “O Bicho da Seda”.
Quando a sua imensa legião de fãs e seguidores acreditavam que Rowling havia sossegado o facho, eis que ela revela que estará lançando, brevemente, uma terceira sequência envolvendo o empático personagem. Portanto, fãs de Cormoran Strike, podem comemorar a vontade porque, ele estará de volta.
Segundo a editora Little Brown, Rowling, novamente, estará assinando a obra com o pseudônimo de Robert Galbraith. O livro se chamará “Career of Evil” que na tradução literal significa “Carreira do Mal”. Nele, Robin Ellacott (assistente do famoso investigador) recebe um pacote com a perna de uma mulher decepada e Cormoran tem quatro principais suspeitos que podem ter cometido o crime. Quem será?
Career of Evil chegará nas livrarias do Reino Unido no dia 22 de outubro, mas ainda não há previsão de lançamento por aqui.
Ah! Antes que me esqueça! O Chamado do Cuco e O Bicho-da-Seda estarão sendo adaptados para televisão pela BBC One.

Quanto ao lançamento no Brasil de “Career of Evil”, não estou preocupado, pois vale lembrar que ao contrário das obras de Stephen King que demoram  ‘trizilhões’ de anos para chegar aqui na terrinha, os livros de Rowling tem os seus lançamentos vapt-vupt no Brasil.
Sendo assim, como também diz o Cipózinho: "Fique frio... fique frio..."

22/06/2015

Finalmente Joyland chega ao Brasil. Obra de Stephen King já está em pré venda nas principais livrarias virtuais

Iahuuuuuuu!! Podem gritar, berrar, cantar, uivar, gargalhar e se quiserem até mesmo zurrar! Vale tudo para expressar aquela alegria incomensurável. Uma alegria que ribomba no peito de todos os fãs de Stephen King que não viam a hora de “Joyland” ganhar uma capa brasileira. E este dia está bem próximo: a Suma de Letras confirmou que o tão aguardado livro aterrissa nas livrarias tupiniquins em 3 de julho.
Podemos dizer que esta é a data oficial, já que foram divulgadas muitas outras pelas redes sociais. Sites especializados em publicações ‘Kingnianas’ anuncicaram que a obra chegaria por aqui em 1º de julho, enquanto as livrarias que colocaram o produto em pré-venda ‘cravaram’ 18 de julho como a data certa. Galera, esqueçam as especulações, o livro cairá em nossas mãos no dia 03 de julho, uma sexta-feira que se tornará inesquecível para muitos fãs do mestre do terror.
Aqueles que não estão suportando a expectativa de manusear essa jóia rara, poderão ‘disfarçar’ essa vontade louca garantindo a compra do livro que já está em pré-venda nas principais livrarias virtuais. Depois é só contar nos dedos a chegada do aguardado 3 de julho.
Caraca! Como “Joyland” demorou para chegar ao Brasil! Aliás, isso acontece com a maioria das obras de King. O livro foi lançado em junho de 2013 nos Estados Unidos pela Hard Case Crime, selo da editora Titan Books, e somente  agora, após dois anos, ganha a sua tradução em português.
O enredo se passa numa cidade pequenina da Carolina da Norte e o cenário é um parque de diversões sinistro do ano de 1973. E bota sinistro nisso!
Confira a sinopse oficial do livro: 
Um pequeno conselho: não se aventure na roda-gigante em uma noite chuvosa. 
Carolina do Norte, 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. 
Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado — e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria.   O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer — e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.”

Tenso, não?
O livro lançado pela Suma de Letras terá 244 páginas e custará R$ 29,90. Garanta logo o seu. O meu já está mais do que garantido em pré-venda. Agora, só resta esperar esse ‘demorado’ 03 de julho. 

21/06/2015

As lendárias capas dos fascículos da enciclopédia Conhecer

Que saudades das capas da enciclopédia Conhecer!
Alguns podem considerar estranha a minha afirmação, já que o correto seria escrever: “Que saudades da enciclopédia Conhecer!”, quero dizer saudades de um todo (texto e imagens) e não só das capas. Não resta dúvidas que os assuntos abordados pela enciclopédia da Abril Cultural eram o ‘máximo do máximo’ e com certeza, ajudaram muitos estudantes do ginasial em suas pesquisas, mas as capas dos fascículos eram um show a parte.
É difícil explicar, mas as ilustrações daquelas capas fantásticas que vinham  acompanhadas de uma pequena introdução sobre o assunto principal, faziam com que eu me transportasse para o contexto das imagens, como se eu estive lá. Lembro que após comentar isso – décadas e décadas atrás - com uma saudosa professora de literatura, ela acabou me esclarecendo que somente os leitores ávidos tem o dom de interagir não só com os textos, mas também com as ilustrações. Se isto que a minha ex-teacher disse - ainda nos anos 70 - for verdade, posso afirmar com plena convicção que já naqueles idos tempos, eu era o mais inveterados dos leitores.
Recordo que todas as semanas, o meu irmão chegava em casa com um novo fascículo de “Conhecer” e imediatamente guardava em seu armário secreto. Cara, que bruta ansiedade ver aquilo! Queria desesperadamente ler aquela jóia rara, mas o medo de levar uma bronca era maior. Então, era obrigado a esperar que o mano fosse dar as suas voltinhas para que eu pudesse “assaltar” o seu esconderijo. O tal armário me proporcionou momentos literários marcantes; fiz muitas ‘viagens’ inesquecíveis graças à ele. O conteúdo desse armário foi tão importante em minha vida de leitor que, há algum tempo, decidi escrever um post inteiramente dedicado á ele (ver aqui)
Os artigos de “Conhecer” me transportavam para o mundo mágico do saber; enquanto as suas capas me levavam para lugares deliciosamente surreais. A vontade que eu tinha era a de penetrar naquelas gravuras com temas dramáticos ou históricos e fazer parte do seu contexto.
Quando o meu irmão concluiu a montagem dos treze volumes, eu praticamente já tinha lido todos os fascículos da enciclopédia.
Por “Conhecer” ter feito parte da minha vida, nada mais justo que escrever um post dedicado inteiramente à ela e é claro, às suas famosas capas que me enfeitiçavam.
Esta enciclopédia antológica da Abril Cultural foi lançada no longínquo 27 de setembro de 1966. Pelo que eu pesquisei, a enciclopédia chegava nas bancas de jornais e revistas todas as terças-feiras e a cada 15 fascículos com 20 páginas, o colecionador podia comprar uma capa dura vermelha. De posse  dos 15 fascículos e da famosa capa vermelha, ele ia correndo até uma gráfica para providenciar a encadernação dos fascículos. Pronto! Estava montada a enciclopédia!


Futuramente, estarei dando mais detalhes sobre “Conhecer” num post específico sobre enciclopédia que deixaram saudades. Por enquanto, fico apenas com a nostalgia das capas lendárias dessa preciosidade.

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