21/08/2019

“Os Portões de Pedra” de Patrick Rothfuss e a sua enigmática data de lançamento. Seria agosto de 2020?


Acredite é verdade. Todas as noites em minhas zapeadas pela Net, a primeira coisa que faço é vasculhar uma infinidade de sites literários brasileiros, americanos e europeus na esperança de encontrar alguma novidade com relação ao novo livro de Patrick Rothfuss: “The Doors of Stone” (Os Portões de Pedra) que fecha a trilogia do arcano Kvothe. Esta minha garimpagem virtual já dura muito tempo, acho que anos, tanto é verdade que acabou se tornando um hábito.
Durante todo esse período não encontrei nenhuma novidade; quero dizer... nenhuma novidade até a madrugada de ontem quando ao acessar dois sites tive uma grata surpresa com relação a uma possível data de lançamento.
No primeiro deles “Tor.com” pude ler uma entrevista que Rothfuss concedeu no Barnes & Noble Podcast, conversando com o podcaster Joel Cunningham sobre tudo, inclusive sobre... advinhem? Isto mesmo: “The Doors of Stone”! O autor reconhece o progresso lento da tão aguardada terceira parte de sua série épica “A Crônica do Matador do Rei”, e novamente pediu paciência aos milhares de fãs de Kvothe. Ele fez questão de frisar que o “progresso é lento, mas constante”.
O autor também reconheceu que falou demais no passado, fazendo promessas tolas que jamais deveriam ter sido feitas. “Eu fiz promessas, muito cedo, em entrevistas onde disse 'Sim, eu vou fazer esses livros, um por ano. Mas eu era um idiota. Não tinha ideia do que estava falando”. Por outro lado, ele afirmou que a história está fluindo, o que é mais importante. “Estou avançando e isso é o que importa para mim. Finalmente estou conseguindo organizar a minha vida para poder voltar a desenvolver o meu ofício com a alegria que costumava sentir no passado.
Quando eu estava quase decidindo ir pra a minha cama para me encontrar com Morfeu, resolvi dar mais uma garimpada em outros sites e foi então que veio a bomba, mas uma bomba hiper-gostosa, toda trufada. Sem perder tempo, vamos à ela. Inicialmente, o site Irmonline.com havia levantado uma teoria muito interessante: ‘quando duas ou mais lojas de redes diferentes anunciam a mesma data de lançamento para um determinado produto; podem acreditar que essa data é verdadeira, é real’. Pois é, foi isso que aconteceu em relação a “The Doors of Stone” quando duas livrarias distintas anunciaram datas semelhantes para o lançamento da terceira parte da trilogia de Rothfuss.
Tanto a Book Depository quanto a Amazon publicaram em seus portais que “The Doors of Stone” será lançado em 20 de agosto de 2020. Tudo bem que essa informação pode ser facilmente descartada como um erro aleatório ou então como um simples espaço reservado, sem compromisso; mas a partir do momento que duas grandes redes de livrarias tem a mesma data listada para um único lançamento, a informação passa a ter um certo grau de credibilidade.
Cara juro que naquele momento fiquei muito feliz, pois apesar de uma data distante, nós fãs de Rothfuss, tínhamos uma previsãopara o retorno de Kvothe e Cia. Pois é, mas na tarde de hoje, novamente, ao acessar o referido site, veio a ducha de água fria na cabeça. Gente, descobri que a notícia que havia me levado para as nuvens tinha sido atualizada. Os responsáveis pelo site esclareceram que o Book Depository é de propriedade da Amazon… então a ideia de que duas lojas on-line separadas teriam a mesma informação pode ser jogada fora da janela. Infelizmente. Caraca!
Fica, agora, jogada no ar aquela dúvida: O que levou a Amazon a definir uma data de lançamento para “Os Portões de Pedra”? O grupo teve acesso a alguma informação? Esta data é confiável?
Cara, tantas perguntas e poucas respostas.
Inté!

17/08/2019

Cinco vilões assustadores dos livros de terror de Stephen King que me causaram calafrios


Já perdi muitas horas de sono por causa de alguns personagens criados por Stephen King. Ainda me lembro do dia, ou melhor, da noite, em que li “A Coisa”. Caraca! Mesmo que eu não tenha chegado ao ponto de ter pesadelos com Pennywise, confesso que em certos momentos preferia passar pelo tormento de encarar uma bexiga cheia do que me levantar, caminhar por um comprido corredor escuro, acender a luz, e dar uma gostosa ‘aliviada’. Verdade! Cheguei a fazer isso.
Mas Pennywise não foi o único com esse poder, como sou um leitor assíduo das histórias e contos do mestre do terror, conheci muitos outros personagens que atazanaram – no bom sentido – as minhas madrugadas. Por que madrugadas? Simples galera. É que tenho o hábito de ler nesse horário. Bem, mas vamos ao que interessa.
Neste post resolvi selecionar os cinco vilões mais assustadores idealizados por King em seus livros. Mas como toda e qualquer lista é algo pessoal, pode ser que para muitos leitores existam outros personagens mais aterradores do que esses. O que importa é que na minha opinião, esses cinco foram fodásticos. Vamos à eles.
01 – Pennywise
Livro: A Coisa / It, A Coisa
Não poderia deixar de abrir a minha lista com o maligno palhaço chamado Pennywise ou Parcimonioso. Li o livro em 2011, a edição da Objetiva. Recordo-me, na época, que ainda estava iniciando o blog.
Li “A Coisa” somente à noite, varando madrugadas; não por opção, mas por necessidade. Durante o dia trampava em dois serviços: rádio e jornal por isso, sobrava apenas as “noturnas” para me dedicar a leitura. Resultado: tremi na base com Pennywise.
A malignidade da criatura fica evidente quando um dos personagens do livro prefere se matar ao invés de enfrentar o assustador palhaço. Antes de cometer o suicídio dentro da banheira, cortando os pulsos, a vítima ainda consegue escrever na parede, com o próprio sangue, o nome da criatura: IT, ou seja, A Coisa.
Parcimonioso é uma entidade sobrenatural, que muda de forma, e geralmente aparece como um palhaço para atrair suas presas preferidas: crianças.
No livro publicado pela primeira vez em 1986, o assustador palhaço alimenta-se dos medos e fobias das crianças que moram na cidade fictícia de Derry. A criatura ainda pode ler a mente de suas vítimas e tomar a forma do que lhes der mais medo, assim como Freddy Krueger em seus filmes.
02 – Cage Creed
Livro: O Cemitério
Eta molequinho maligno! Cage Creed foi outro vilão que me deu um cagaço terrível. Esqueça a criança do filme que estreou esse ano e que não assusta ninguém e se concentre-se apenas no personagem do livro que, de fato, provoca calafrios.
O Cage da obra literária lançada originalmente em 1983 é uma inocente e adorável criança de três anos que após ser atropelada e morta por um caminhão, deixa os seus familiares desesperados, ao ponto de seu pai Louis Creed tomar uma atitude completamente irracional: enterrar o corpo da criança num cemitério de indígena de animais que tem o poder de trazer de volta ao mundo dos vivos, as criaturas ali enterradas.
E quando Cage volta à vida. Brrrrrrrrrr... sai de baixo.  Ele retorna como uma verdadeira força do mal, possuído por uma entidade maligna presente no cemitério maldito - provavelmente o Wendigo, figura bem conhecida do folclore indígena norte-americano.
Caráculas! As páginas finais de “O Cemitério” quando Cage Creed retorna “vivinho da Silva” são arrepiantes. Ver um menino de três anos, praticamente um bebê, agindo daquela maneira... falando aquelas coisas... como se estivesse coberto por uma aura de malignidade... olha dá muito medo, muito terror.
03 – Hotel Overlook
Livro: O Iluminado
O Iluminado” foi outra história de Stephen King adaptada para os cinemas que sofreu alterações significativas em relação ao texto original. Na minha opinião, o livro é muito mais assustador e impactante do que o elogiado filme de Stanley Kubrick – quero dizer, elogiado pela crítica e público, mas odiado por Stephen King.
No livro, o hotel Overlook, localizado numa região isolada, é um personagem que manipula todos aqueles que freqüentam as suas dependências – desde hóspedes a funcionários – e instiga o zelador Jack Torrance voltar a beber álcool, além de tentar assassinar a esposa e o filho. Não vemos o hotel como hotel, mas como uma entidade do mal que manipula as pessoas. Resumindo, na obra escrita, ao contrário do filme, o Overlook é o verdadeiro vilão da história. Na verdade, no final do enredo, entendemos tudo isso, pois passamos a ver o Overlook como um ser maligno, uma verdadeira “casa mal assombrada” como a casa de “Terror em Amityville”.
04 – Annie Wilkes
Livro: Misery: Louca Obsessão / Angústia
Gosto daqueles vilões de carne e osso, pessoas comuns, mas que por algum motivo se desvinculam de suas situações cotidianas e passam a viver situações caóticas, transformando-os em verdadeiros ‘monstros’ sem sentimentos; verdadeiras essências da maldade.
A vilã Annie Wilkes de “Angústia” - publicado no Brasil em 1988 pela Francisco Alves e relançado, recentemente, pela Suma com o título de “Misery: Louca Obsessão” – se enquadra nessa categoria de personagem. Esta enfermeira do mal mexeu com os meus nervos. Na trama, um famoso escritor chamado Paul Sheldon sofre um acidente numa estrada isolada e acaba sendo resgatado por uma fã - Wilkes -, que decide leva-lo para sua casa e começar a tratá-lo de uma maneira nada convencional. Ao descobrir que em seu próximo romance, Sheldon pretende matar Misery, a personagem favorita de Wilkies, ela começa a torturá-lo para que ele escreva uma história diferente onde dê um novo destino para Misery, satisfazendo, assim, a sua vontade de fã ensandecida. O trecho do livro em que a enlouquecida enfermeira pega uma marreta e.... Grrrrr!!!  Nos cinemas, a personagem foi interpretada por Kathy Bates em 1990, em um filme marcante.
05 – Taduz Lemke
Livro: A Maldição do Cigano /A Maldição
Alguns leitores consideram Taduz Lemke um anti-herói, outros, um vilão. Depende do seu ponto de vista ao ler a obra. Independente disso, sei apenas que o sujeito me perturbou muito. Tanto é que após terminar a leitura do livro, a imagem daquele velho cigano com o seu nariz carcomido e a sua terrível maldição não saiam de minha cabeça. Putz, que ressaca literária terrível.
Lemke é um patriarca de uma tribo cigana que roga uma praga horripilante num incauto motorista que atropela e mata a sua filha.
Em "A Maldição do Cigano", o advogado Bill Halleck que atropelou a filha de Lemke, consegue sair livre do tribunal, já que o juiz é seu amigo particular. Ao se retirar, todo sorridente, da sala de audiências, ele dá de cara com um velho cigano com uma fisionomia horrível e o nariz carcomido que se aproxima e murmura uma praga em seu ouvido. Ele apenas diz: “EMAGREDICO”. E a partir daí, o infeliz advogado quanto mais come mais emagrece, até ficar pele e osso.
O que faz de Taduz Lemke um dos piores vilões da literatura de terror é o seu espírito vingativo e cruel. Ele é incapaz de perdoar Halleck que se arrepende profundamente e ainda por cima aplica todo tipo de humilhação no desolado advogado. Não há quem não se envolva com o sofrido Bill em sua busca incessante pelo cigano. Uma verdadeira via crucis.
“A Maldição” foi escrito no final dos anos 70 por Richard Bachman, antigo pseudônimo que King utilizava para publicar alguns livros. No Brasil, o livro teve quatro edições: a primeira, pela Francisco Alves, em 1991; a segunda, pela Objetiva, em 1998; a terceira, pela Planeta, em 2004 e finalmente, a mais recente, pela Suma, em 2012, que saiu apenas com o título de “A Maldição”.
Por hoje é só galera. Espero que tenham gostado.
Inté!

14/08/2019

“O garoto que seguiu o pai para Auschwitz” chega ao Brasil no dia 19 de gosto


Quem leu e gostou de histórias como “O Tatuador de Auschwitz”, “O Diário de Anne Frank” e “O Homem Que Venceu Auschwitz”, com certeza também gostará do lançamento da Objetiva que ‘aterrissa” nas prateleiras das livrarias em 19 de agosto próximo. “O Garoto Que Seguiu o Pai para Auschwitz” de Jeremy Dronfield é a mais recente aposta da editora. A obra que já está em pré-venda nas principais livrarias virtuais conta a saga dos judeus austríacos Gustav e Fritz Kleinmann que estiveram nos letais campos de concentração Auschwitz e Bergen-Belsen e conseguiram escapar para contar a história.
A família Kleinmann, judia, morava em Viena. Gustav Kleinmann era estofador e sua mulher, Tini, era dona de casa. O casal tinha quatro filhos: Fritz, Edith, Herta e Kurt. Viviam uma rotina tranquila até o momento em que Adolf Hitler decidiu invadir a Áustria e anexá-la aos domínios da Alemanha nazista. A partir desse momento, a família Kleinmann passou a ser perseguida e estigmatizada. Os amigos com os quais conviviam, se tornaram inimigos, da noite para o dia e o pequeno negócio de Gustav foi expropriado pelos nazistas.
Gustav e Fritz foram presos e levados para Buchenwald, na Alemanha e depois para Auschwitz. Lá, sem direito a nada, os dois foram espancados e passaram fome. Segundo o autor da obra que teve acesso irrestrito as cartas e anotações de Fritz e Gustav, pai e filho comeram o pão que o diabo amassou nesses campos de concentração. Gustav, inclusive, chegou a contrair disenteria e esteve a ponto de morrer, mas, tal como escreveu nas suas anotações secretas, seu ‘pequeno’ [Fritz] era o motivo pelo qual seguia levantando todos os dias. ‘O menino é minha maior alegria. Damos força um ao outro. Somos um, inseparáveis’.”
Com base no diário secreto de Gustav e em uma meticulosa pesquisa documental, Dronfield conta também como pai e filho conseguiram escapar do inferno.
De acordo com alguns críticos literários americanos que tiveram acesso a obra antes de seu lançamento nos States, há vários relatos pesados; horríveis, de fato, mas também existem trechos que retratam a mais pura amizade e o mais sólido amor.
Agora só resta aguardar a chegada de 19 de agosto para comprar correndo “O Garoto Que Seguiu o Pai para Auschwitz”, mas se você é o tipo de leitor desconfiado, garanta já o seu que está em pré-venda.
Valeu galera!   


Instagram