09/04/2020

Dois Papas, O Escravo de Capela e Batman: Os Arquivos Secretos do Homem Morcego. Os novos bebês que chegaram


Iahuuuuu!! Novos bebês chegando! Na compra do mês, a cegonha Amazon trouxe voando: Dois Papas, O Escravo de Capela e Batman: Os Arquivos Secretos do Homem Morcego.
Após ter assistido Dois Papas me interessei pelo livro de Anthony McCarten que também foi o roteirista do filme de Fernando Meirelles. Pelas críticas que li, muitas informações que constam no livro acabaram amenizadas ou então ficaram de foram da produção cinematográfica da Netflix.
Bento 16 é acusado na maioria de suas biografias de ter negligenciado as denúncias contra um padre que molestou crianças por quase 30 anos na Alemanha - na época em que os primeiros casos foram encaminhados à Igreja, Joseph Ratzinger era arcebispo de Munique.
Já Francisco tem suas possíveis conexões com a ditadura militar argentina analisadas a fundo no livro, enquanto que na produção de Meirelles, esses detalhes são poucos explorados.

Se o filme perdoa Jorge Bergoglio por seu envolvimento na captura de dois padres jesuítas pela ditadura argentina nos anos 1970, a pesquisa literária de McCarten explora as incongruências deste e de outros episódios, como a declaração de uma família de que o ex-cardeal sabia da prática de entregar os bebês paridos nos centros de tortura a pessoas ligadas ao regime.
McCarten diz que a decisão de lidar com esses e outros eventos mais superficialmente nas telas tem a ver com os limites do audiovisual. Segundo ele, um livro de não ficção permite construir um retrato mais fiel, já um filme só pode ter determinado número de eventos.
Após ter lido um artigo no jornal Folha de S.Paulo fiquei sabendo que o livro de MaCarten se baseia em pesquisas históricas robustas que inclui não só a leitura de biografias sobre Ratzinger, Bergoglio e o antecessor deles, João Paulo 2º, como de documentos eclesiásticos e notícias.
Além da profundidade da obra, outra particularidade que me estimulou a adquirir “Dois Papas” foi o brilhante trabalho de seu ator que assinou três roteiros incrivelmente fantásticos baseados em eventos reais nos últimos tempos: "A Teoria de Tudo", "O Destino de uma Nação" e "Bohemian Rhapsody”. Aliás, ele é famoso em Hollywood por zelar pela fidelidade dos fatos quando escreve um roteiro baseado num fato verídico. Taí os roteiros sobre Stephen Hawking, Winston Churchill e Freddie Mercury que não me deixam mentir.
Depois de Dois Papas, o livro do autor catarinense Marcos DeBrito também bateu fundo. Aliás já lí e já publiquei a resenha (ver aqui). Para ser sincero não conhecia esse escritor até ter lido o comentário de um leitor no blog, o Atas, abreviação de Atalíbio.
Atas escreveu em seu comentário que leu dois livros de DeBrito e que os achou fantásticos. Como o terror é um dos meus gêneros literários preferidos fui pesquisar nas redes sociais quem era Marcos DeBrito e gostei do que vi. Por isso arrisquei a compra de O Escravo de Capela, um de seus livros mais elogiados – ele já lançou cinco.
Vale lembrar que DeBrito também é roteirista e cineasta. Seu filme “Condado Macabro” venceu as categorias de melhor filme em 2015 nas premiações MAC Horror Festival e FANTASPOA.
Aprovado! Gostei muito, mesmo! Pretendo adquirir novos livros desse autor.
E finalmente, Batman: Os Arquivos Secretos do Homem-Morcego. O que me levou a pagar quase R$ 60,00 por essa publicação da Leya? Simples; tudo se resume em quatro palavras: “Sou fã do Batman”.
Cara, quando vi esse livro fiquei eufórico. Imagine um fã do homem-morcego ter em mãos o diário secreto de Bruce Wayne?! E é exatamente isso que o livro de Matthew K. Manning e Carlos Henrique Rutz promete: um diário secreto, com todos os segredos de um multimilionário que a noite tem o hobby de vestir uma capa e uma máscara preta e sair por aí, caçando criminosos.
Os autores escreveram um livro que dá a sensação ser um diário de Wayne, guardado a sete chaves, contendo toda a intricada informação necessária para cumprir seu propósito, ou seja, caso o Batman, algum dia, precisar de um sucessor.
De acordo com a editora Leya, o livro começa com desenhos da infância de Wayne e continua ao longo de uma linha do tempo de eventos significativos de sua vida. Todos os amigos e inimigos do Batman – de Hera Venenosa, Mulher-Gato, Charada e Pinguim, a Coringa, Batgirl, Sr. Frio e, claro, Robin – aparecem ao longo do dossiê para ajudar a traçar a trajetória do Homem-Morcego.
Relatando a guerra do Batman contra o crime, o livro inclui arquivos de computador, notícias, fotografias criminais, projetos, mapas de Gotham e provas que foram coletadas (ou até mesmo desenhadas) pelo próprio herói – um material jamais reunido num só volume.
Incrível, não acham?
Taí galera, uma breve justificativa para a compra dessas três belezuras. Torçam para que eu goste.
Inté

05/04/2020

Marvels


Um dos meus maiores traumas literários foi ter me desfeito dos gibis da série Marvelsidealizados por Kurt Busiek e Alex Ross nos anos 90. Ainda me lembro da capa de um deles que trazia o Tocha Humana correndo no meio de uma rua com as pessoas em pânico tentando se proteger das chamas vivas que emanavam de seu corpo. Li os quatro gibis há mais de duas décadas e depois... eles sumiram do meu arsenal. Tenho quase certeza que isso aconteceu na época em que começava a me amarrar mais nos livros do que nos quadrinhos. Acho que foi isso.
Mas ocorre que de repente me bateu uma vontade enorme de reler os quatro gibis antológicos que revolucionaram para sempre o mundo das HQs. Sabem quando bate aquele insight poderoso? Daqueles que você diz: “Caráculas! Tenho que fazer isso agora!” Pois é, foi um insight desse tipo que eu tive. E assim, lá vou eu atrás das minhas relíquias perdidas.
Cara, confesso que a jornada foi difícil pra caramba. Não conseguia encontrar os tais gibis e quando os localizava, os preços assustavam. Esta procura ficou ainda mais árida porque, na realidade, desejava mesmo adquirir a edição especial de 10º aniversário da saga, em capa dura, com a minissérie completa. Fiquei louco por essa edição que a Panini lançou em 2010. Este Marvels em capa dura fez tanto sucesso que a editora acabou obrigada a lançar, acho que três ou outras quatro edições.
O preço normal custava em média R$ 100,00, mas após passar madrugadas e mais madrugadas zapeando nas livrarias e sebos virtuais, acabei descobrindo uma verdadeira pérola: um sebo do portal Estante Virtual oferecia o meu ‘sonho de consumo’ por R$ 51,00, já incluso o frete. Não pensei duas vezes e agarrei o meu exemplar com unhas e dentes.
Galera, fiquei inebriado com a releitura da obra prima de Busiek e Ross.
Para quem não sabe, Marvels revitalizou as histórias em quadrinhos, pois deixou de lado aqueles heróis imponentes e cheios de si se digladiando com vilões também imponentes e arrogantes. Os quadrinhos escritos por Busiek e desenhados por Ross optaram por seguir uma premissa totalmente diferente e inovadora na época. Em, Marvels os protagonistas não são os heróis e os vilões, mas as pessoas comuns, ou seja, os cidadãos de Nova York que vivem no meio desses super-heróis. Estas pessoas comuns são representadas pelo fotógrafo-jornalístico Phil Sheldon que trabalha como free lance para um jornal vendendo fotos das proezas dessas ‘maravilhas”, como ele ‘batizou’ esses seres superpoderosos.
Sheldon passa a história inteira tentando descobrir qual é o papel de uma pessoa normal em um mundo submetido a forças que estão além de seu controle.
Imagine nós, seres humanos normais, tendo a nossa rotina de vida modificada profundamente com a chegada em nossa cidade de outras pessoas com superpoderes: capazes de voar, escalar paredes e ainda invulneráveis. Já imaginou você caminhando pela rua justamente no momento em que dois desses seres superpoderosos resolvem se enfrentar? Qual seria a sua reação? Você veria esses seres como deuses? Quais seriam as consequências desse embate para você, um ser humano normal?
Marvelstrabalha com essa premissa, a presença dos heróis: quem são? Que autoridades eles tem sob nós (humanos)? Estamos seguros e confortáveis com essas criaturas superpoderosas voando sob nossas cabeças? A partir do aparecimento dos primeiros heróis, a mídia tem um papel fundamental na construção da leitura feita pelos cidadãos: vilões ou justiceiros? Qual seria o comportamento da imprensa? Ela veria esses super-humanos como heróis, justiceiros ou vilões, todos eles? Busiek e Ross exploram tudo isso em sua saga de quadrinhos ambientada do ano de 1939 a 1974.
Outro detalhe muito importante é quer a minissérie viaja por todo o rico universo da Marvel, mostrando a história de diversos super-heróis desde a aparição do Tocha Humana original, em 1939, até a temível chegada do devorador de mundos, Galactus, culminando com a chocante morte de Gwen Stacy, o primeiro amor do Homem-Aranha. Tudo isso, a partir do ponto de vista de Sheldon.
Como já disse, a minissérie contem quatro capítulos divididos em quatro gibis, lançados em 1994. 
No capítulo Capítulo 1 denominado “A Era das Maravilhas, o personagem Phil Sheldon presencia em Nova York um evento fantástico e ao mesmo tempo surpreendente: a chegada de dois super-seres com poderes inimagináveis: Tocha Humana e Namor, o Príncipe Submarino. O Tocha, na realidade é um androide flamejante criado por um famoso cientista. Desta maneira, Sheldon sente que está acontecendo algo diferente e extraordinário na cidade e desiste de atravessar o Atlântico onde iria cobrir a 2ª Guerra Mundial. E sua intuição prova estar certa: nos meses seguintes a cidade vê aparecer vários super-seres, os "Marvels", como o jornalista os chama, além de Namor e Tocha Humana, surge também o Capitão América.
No capítulo 2, décadas após o fim da Segunda Guerra, Sheldon, agora casado e pai de família, presencia em Nova York uma nova geração de "Marvels": Quarteto Fantástico, Thor, Hulk, Homem Aranha e Homem de Ferro, além da volta do Capitão América e Namor. Mas uma nova raça de seres poderosos, os mutantes, provoca dúvidas e medo: serão os X-Men amigos ou inimigos? Sheldon se vê num dilema moral quando uma garotinha mutante pede asilo em sua casa. Imagine você, agora, em sua cidade, convivendo com Ciclope, Fera, Homem de Gelo, Jean Grey e Professor Xavier, mas claro, sem conhece-los. Para você, eles são apenas mutantes. Qual seria a sua reação? Achei o capítulo mais interessante da minissérie.
Na penúltima parte chamada “O Dia do Juízo” o negócio ferve, pois marca a chegada da Galactus, o “Devorador de Mundos” ao planeta Terra, especificamente em Nova York. Quando a sua nave gigantesca aterrissa na grande metrópole e o vilão inicia o seu ataque, os moradores acreditam que o Dia do Juízo Final chegou.
Nem mesmo o poder combinado do Quarteto Fantástico e do Surfista Prateado parece deter o alienígena, que pretende destruir a Terra. Phil Sheldon toma então a decisão de passar seus últimos momentos com sua família.
E finalmente o capítulo 4 – “O Dia Em Que Ela Morreu” – onde Sheldon conhece a jovem e singela Gwen Stacy, a quem se torna uma espécie de amigo, tutor e guardião. O velho fotógrafo chega à conclusão que os "Marvels" estão entre nós para proteger inocentes como Gwen. Mas nem mesmo os super-heróis podem mudar o destino que aguarda a adorável doce lourinha. Um capitulo bem dramático.
A edição especial de 10º de Marvels também brinda os seus leitores com várias páginas de extras, explicando todo o processo artístico utilizado por Ross em seus desenhos, além de várias curiosidades de bastidores, entre as quais o esquema de modelos vivos que o desenhista usou para compor as imagens de seus personagens. Mas o melhor vem agora: prepararem para ler o prefácio escrito por ninguém mais do que o gênio das HQs Stan Lee.
Se você se interessou por essa edição de aniversário e estiver disposto a pagar R$ 95,00 em média, o produto encontra-se disponível na Amazon.
Inté!

02/04/2020

Novo livro da saga Jogos Vorazes ganha título e capa nacional


Os leitores que são fãs de carteirinha da saga Jogos Vorazes de Suzane Collins devem estar gritando um enorme e prolongado Iahuuuuuuuuuu!! Fico imaginando a surpresa e ao mesmo tempo a alegria do sessentão Oswaldinho, um colega meu, que é fissurado nos livros e filmes da saga. Ele deve ter ‘secado’ todas as caixas de fogos da vendinha da Lourdes; apenas secado, já que ele tem um medo danado de soltar fogos de artifício por mais traquinhos que sejam. O Oswaldinho é completamente desvairado pela saga criada por Collins.
Pois é, agora, ele pode comemorar e muito! A Editora Rocco deu um presentaço para os fãs de Jogos vorazes anunciando a confirmação do título e da capa do novo livro da saga. De acordo com a editora, tudo foi aprovado pela autora.
A cantiga dos pássaros e das serpentes será um prelúdio da saga e se passará 64 anos antes dos primeiros livros, contando uma trama dos "Dias Sombrios", um período de 10 anos depois da guerra, mas antes que Panem atingisse seu auge.
A obra será focada no vilão Coriolanus Snow, que não será um senhor impiedoso no novo romance. Ele será retratado na adolescência, como um jovem nascido em berço de ouro que busca criar seu próprio legado. Sei lá... parece que tem um ‘quezinho’ daquele vilão do novo Star Wars; o filho do Hans Solo, não acham? Ihhh... divaguei, melhor esquecer. Vamos ao que interessa. Entonce, o lançamento nos Estados Unidos será em 19 de maio de 2020, mas a data no Brasil ainda não foi confirmada.
Em uma declaração a Associated Press, a escritora disse: “Com esse livro, quero explorar o estado da natureza, quem somos, e como o que percebemos é essencial para nossa sobrevivência”.
A Lionsgate já expressou interesse em adaptar o livro para os cinemas. “Estivemos nos comunicando com ela (Collins) durante o processo de escrita e estamos ansiosos para continuar trabalhando com ela no filme”, afirmou Joe Drake, chefe do Lionsgate Motion Picture Group.
E aí galera? Gostaram? Vibraram?
Que bom.

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