10/05/2012

O melhor de mim

Se você ainda não leu “O Melhor de Mim”, mas pretende encarar as 270 páginas da obra de Nicholas Sparks, por favor, não leia esse post. Ele contem – se é que existe esse termo – “meio spoiler” ou spoilers camuflados”. Então, aconselho você parar por aqui.
Se, por curiosidade, quiser seguir em frente, então, não reclame depois de ler esse post, pois com certeza irei estragar a sua expectativa em relação ao lançamento do livro de um sujeito que era farmacêutico e num belo dia – como num conto de fadas – acabou se transformando num escritor de grande sucesso. Por que irei estragar? Primeiro: não gostei da estória. E neste caso, já estou me preparando para receber as pedradas das fãs de carteirinha de Sparks que amaram o livro. Segundo: A mania do escritor sempre matar algum personagem importante, e quando digo importante, estou me referindo a um dos protagonistas. Isto quando ele não resolve matar os dois, ou seja, o casal de personagens principais como aconteceu em... deixa prá lá, vai que você ainda não esse outro livro também.
Sei lá, pode ser que eu esteja falando alguma bobagem, mas em minha opinião, as estórias de amor foram evoluindo através dos tempos, tanto literariamente como cinematograficamente. Como tudo na vida, os estilos  narrativos e de roteirização foram se modernizando, implantando novas técnicas para conquistar leitores e cinéfilos.
Quero esclarecer que não estou sendo louco ou desvairado em criticar grandes clássicos do passado como “Uma Janela para o Céu”, “Love Story”, “Romeu e Julieta”, além de outros filmes ou livros respeitados, mas temos que admitir que tudo na vida muda, afinal nós seres humanos estamos em constante evolução, sempre procurando coisas novas para o nosso crescimento.
Esses clássicos marcaram presença – e muita presença - em sua época, mas hoje, surgiram outros tão bons quanto eles e com estilos narrativos diferentes visando agradar o perfil dos cinéfilos e leitores de uma nova era. E com certeza, daqui há cinqüenta anos, ou mais, também surgirão outras estórias com estilos diferentes visando atender a expectativa de uma nova geração.
No passado, filme ou livro romântico que se prezasse, com algumas raras exceções, tinha de ser dramático aos extremos. O resultado era que  você saía do cinema se debulhando em lágrimas, pensando na via crucis dos personagens. Em “Love Story”, a personagem de Ali Mac Graw morre de câncer, bem jovem, sem aproveitar momentos de felicidade plena com Ryan O’Neal. O pai do rapaz que refutou e espezinhou a moça o filme todo, só vai se arrepender quando a pobre coitada está a beira da morte. O filme inteiro girou em torno do sofrimento do casal que só levava “pedrada”. Cara! Era rejeição e pancada pra todo lado. Em “Uma Janela para o Céu”, quando o personagem principal vai finalmente se encontrar com a sua amada, sofre um acidente de avião ou carro (não me lembro bem) e parte dessa vida para melhor. A sua recém namorada recebe a notícia por telefone! E mais: a notícia desgraçada chega durante um jantar, onde a moça iria apresentar o noivo para os seus pais!!! Antes disso, o casal só sofreu e sofreu os reveses dessa “vidinha marvada”.
Agora vamos comparar uma obra obras contemporânea. Já leram “Água para Elefantes”? O casal de protagonistas sofreu bastante durante boa parte da trama, mas a autora Sara Gruen também permitiu que eles tivessem momentos de felicidade plena. Dessa maneira, ela conseguiu dar ao enredo -  que tinha tudo para se transformar num dramalhão com poder de encharcar lenços e mais lenços de lágrimas de sofrimento – um equilíbrio necessário e agradável. Quer melhores ingredientes para um dramalhão amoroso e apelativo do que um velhinho abandonado num asilo depois da  morte do grande amor de sua vida? E ainda por cima, esse desamparado velhinho contando a sua estória desse amor? Sara Gruen conseguiu amenizar esse cenário, dando a estória um clima mágico e encantador. Com certeza, se Guen escrevesse essa história há várias décadas atrás ou se o filme na qual foi baseada fosse exibido nos anos 70, talvez não faria o mesmo sucesso de hoje.
Desculpem-me ter viajado e consequentemente fugido, e muito, do tema proposto nesse post que diz respeito ao livro “O Melhor de Mim”; mas achei necessário essa “viajada” para que vocês entendam como me senti lendo a obra de Sparks. Tive a impressão de ter voltado a minha pré-adolescencia quando saí do cinema engolindo lágrimas após ter assistido o super-dramalhão “Uma Janela para o Céu” ou então depois de ter lido “Love Story”, lançado quase na mesma época do filme, no início dos anos 70.
Nicholas Sparks

“O Melhor de Mim” é o mais puro dramalhão, só restando, para completar, pregar o casal de protagonistas numa cruz, principalmente Dawson Cole. O rapaz pertence a uma família de criminosos “barra pesada”, mas diferente de seu pai e primos, tem uma boa índole e um coração enorme. Ele acaba se apaixonando por Amanda, a moça mais rica da cidade que faz parte de uma família tradicional, cujos pais sonham vê-la casada com um pretendente da mesma estirpe. Os dois se apaixonam e vivem rápidos momentos de felicidade em sua mocidade. Logo em seguida, acabam tendo uma separação dramática, graças ao dedo dos pais de Amanda, mas o destino quis que eles se reencontrassem 25 anos depois na mesma cidade onde viveram o melhor período de suas vidas. Durante essas duas décadas e meia de separação, muita coisa mudou na vida dos dois. Amanda está casada com um homem que não ama, tem três filhos e como não bastasse, carrega o drama de ter perdido uma filha. Enquanto ela aprendeu a conviver com esse sofrimento, o seu marido preferiu se entregar ao vício da bebida, se tornando um alcoólatra. Já Dawson Cole retorna a sua pequena cidade natal, de onde saiu um dia, após ter sido preso injustamente por um acidente fatal do qual não teve culpa.
O casal retorna a pacata cidade de Oriental para o velório de Tuck, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas. A partir desse segundo encontro do casal, o leitor se depara com mais uma carga de sofrimento. Enquanto Cole aceita encarar todos os desafios para ter uma segunda chance com Amanda; ela fica indecisa, pensando em seus filhos e também no esposo que não ama. Vive dizendo a Cole que ele é homem de sua vida, mas na hora do “pega prá capar”, a preservação do seio familiar é o que mais interessa, mesmo sendo um casamento falido.
A história de Sparks fica em torno desse jogo de gato e rato, fazendo com que o leitor torça desesperadamente para o reencontro do casal. Como pano de fundo para o enredo, está um primo de Dawson, que quer acertar as contas com o rapaz, que no passado lhe deu uma surra após uma tentativa de extorsão; a imagem misteriosa de um homem que persegue Dawson e que já lhe salvou a vida várias vezes; a viúva de um médico que morreu no acidente de trânsito com Dawson e que não cansa de lhe culpar pela tragédia; e é claro, a mãe de Amanda que ainda trata a filha como uma criança mimada e que não suporta vê-la ao lado de um Cole.
Em meio a tanto sofrimento do casal, quando tudo parece se encaminhar para a normalidade, pelo menos para um deles, eis que vem a tradicional “machadada” fatal e eliminatória de Sparks, deixando o leitor P. da Vida. Por que P. da Vida? É simples, porque Dawson e Amanda só sofreram a história inteira, vivendo momentos de dor e indecisão. Caraca! Eles mereciam pelos menos alguns momentos de alívio e um final.... bem deixa pra lá.
No meio do livro, cheguei a ficar entusiasmado com as inúmeras possibilidades que o enredo oferecia. Como seria a reação dos filhos de Amanda quando eles se encontrassem com Dawson? Como Jared, o filho mais “cabeça” de Amanda reagiria ao conhecer a história de amor, vivida há de 25 anos atrás pela sua mãe, e etc e etc...
Outro detalhe que não gostei no novo livro de Sparks foi a previsibilidade da história. Após a machada letal do autor, mesmo restando algumas páginas para o término do romance, eu já sabia qual seria o final mais do que óbvio.
Depois de ler “O Melhor de Mim” fiquei pensando com os meus botões quem será a próxima vítima de Sparks, dessa vez, no romance “O Casamento”, uma suposta continuação de “Diário de Uma Paixão”.
Pois é pessoal, apesar das machadadas e da via crucis experimentada pelos seus personagens de Nicholas Sparks, alguns segmentos da industria cinematográfica continuam apostando em suas obras. Fiquei sabendo que a Warner Bros já adquiriu os direitos de filmagens de “O Melhor de Mim”.

09/05/2012

David Copperfiled

Tenho certeza, mais do que absoluta, que não há uma pessoa que não tenha se emocionado ao extremo após ter concluído a leitura de “David Copperfield”, considerada a obra máxima de Charles Dickens. Pois é, esse livro me emocionou tanto em minha adolescência que cheguei ao ponto de escolhê-lo como tema de trabalho de escola no segundo grau. Lembro-me que naquela época – oooo tempinho bão (rs) – consegui convencer o meu grupo para representar uma peça de teatro baseada na obra de Dickens. O nosso professor de Educação Artística tinha dado livre arbítrio aos grupos de alunos para fazer o que quizessem. E lá foi eu e meus amigos prepararmos a peça teatral. Para as nossas idades e amadorismo, a peça até que saiu “meia boca”.
Fiz essa colocação para que vocês entendam como “David Copperfield” mexeu comigo. Depois de anos e anos, lá vai o antigo ginasial, hoje um cinqüentão, ler novamente as aventuras de Copperfield. Fiz o impossível para encontrar o texto original e não a história resumida e readaptada para o público infanto-juvenil. Encontrei a obra de Dickens num sebo virtual em dois volumes pertencentes a coleção “Grandes Romances Universais”, da saudosa editora W.M. Jackson INC. Não pestanejei um minuto sequer e comprei os livros.
A história, narrada em 1ª pessoa, de uma criança orfã de pai, que é obrigada a enfrentar o mundo por si própria, tendo apenas o apoio – praticamente nulo – de sua mãe doente e inexperiente é de mexer com o mais duro dos corações. Para complicar a vida do pequeno Copperfield, sua mãe acaba se casando com um homem cruel e autoritário, que ao lado de sua irmã passam a desprezar e a bater na criança. Copperefield, então, toma coragem foge de casa e a partir daí começa o seu crescimento como ser humano. Essa evolução moral do personagem é mostrada em detalhes por Dickens. Não há como não se apaixonar ou odiar a miscelânea de personagens que desfilam pelas páginas do romance: a meiga empregada Peggoty; o endividado, mas sempre alegre Sr. Micawber, o traiçoeiro Uriah Hipp; a excêntrica Betsey Trotwood, tia de David; a frágil e infantil Dora, 1ª esposa de Copperfield; a bonita e sensata Agners, que viria se tornar o seu grande amor; além de tantos outros.
Todos os personagens – bonés e maus - que aparecem na trama deram a sua parcela de colaboração para que o pequeno David conseguisse vencer na vida e superar todas as dificuldades encontradas pelo caminho.
A maioria dos críticos acreditam que a história de David Copperfield seja o livro mais biográfico da vida de Charles Dickens, ou seja, as muitas situações enfrentadas pelo personagem principal foram vividas na realidade pelo autor. Outros, vão mais além e afirmam que a história de David Copperfield se funde com a própria história de Dickens, com pouquíssimas mudanças.
Bem, o que importa é que o romance é uma verdadeira obra de arte, um dos maiores clássicos da literatura universal que vale a pena ser lido e relido em qualquer idade.

05/05/2012

10 livros que deram origem a séries e minisséries de TV

Por causa de uma crise hemorroidal intensa que durou dias acabei ficando um pouco relapso com o Blog e apesar de ter assuntos para postagens, estava totalmente fora de cogitação “sentar-me” na frente de um computer para publicá-los (rsss). Que dureza e que dooorrr!! Por causa disso, o ânimo fugia, mas agora, graças a um pseudo alívio, estou de volta. Mas chega de enrolação e de desculpas hemorroidárias e vamos ao assunto do post de hoje!
A constelação, ou melhor, a via láctea de livros que foram adaptados para o cinema é incomensurável. São muitos e muitos. Não sei onde li, certa vez, que de cada dez livros lançados no mercado, mais da metade são transformados em filmes, o que deixa evidente a importância da industria literária para a sobrevivência das engrenagens de Hollywood, considerada a “Meca” da sétima arte.
Mas agora me respondam uma coisinha. E quanto as séries ou minisséries de TV? Será que temos muitas obras literárias adaptadas para esse fim? Aqueles que responderam um sonoro “não”, sinto informar que se enganaram redondamente. À exemplo do cinema, a televisão encontrou nos livros uma fonte de inspiração para muitas de suas produções, incluindo mini-séries e até novelas. Que o diga a Rede Globo de Televisão que já adaptou para o horário das 18 horas, ao longo de sua história, vários livros de autores brasileiros que se tornaram sucesso absoluto. Quem não se lembra de “Escrava Isaura” (Bernardo Guimarães), “Sinhá Moça”(Maria Dezonne Pacheco Fernandes), “Senhora” (José de Alencar), e “A Moreninha” (Joaquim Manuel de Macedo), entre muitos outros.
Para que vocês tenham uma idéia da quantidade de livros que foram transformados em séries e minisséries de televisão, basta citar que a minha intenção inicial era selecionar cinco livros para esse post, mas devido a abundância de adaptações, acabei passando para dez. Estava quase aumentando para doze livros, mas então, resolvi parar por aí, pois se não controlasse o meu ímpeto, acabaria dividindo esse post em duas partes.
Mas vamos ao que interessa: os dez  romances de autores nacionais e internacionais que foram adaptados para a tela pequena, dando assim, origem à séries e mini-séries famosas.
01 – Decadência (Dias Gomes)
Vou começar por um livro, o qual jamais imaginava que havia dado origem a uma minissérie de TV. Aliás, uma das poucas minisséries que conseguiu me prender até o último capítulo. Lembro como se fosse hoje: Há 17 anos, quando estava fazendo um curso de especialização em outra cidade, cheguei ao ponto de dispensar o ônibus de transporte de estudantes, o qual já havia pago antecipadamente;  para viajar com o meu carro. Fazia isso, somente para chegar a tempo de não perder os capítulos dessa polêmica minissérie global. No final, não me arrependi nenhum um pouquinho de ter gasto uma quantia considerável de “money” em vários litros de gasolina. “Decadência” valeu cada centavo.
A Mini-série adaptada  pelo próprio Dias Gomes, também autor do livro, foi exibida as 22H30 na Globo e causou muita polêmica em 1995. O autor conta a história de uma conservadora e outrora poderosa família carioca, os Tavares Branco, no período que vai de 1984 a 1992.  Passando pela morte de Tancredo Neves, a eleição e o impeachment de Fernando Collor, os Tavares Branco vão falindo e deixando transparecer seus problemas familiares e financeiros. Antes da falência, ainda em seus tempos de glória, o juristaTavares Branco acaba aceitando o pedido de um padre para criar um menino orfão, Mariel, que fica sob os cuidados de uma criada, Jandira. Mariel cresce e se torna motorista da família, mas acaba por se envolver com Carla, a caçula da casa, e é expulso da mansão acusado de estupro.
O tempo passa e Mariel reencontra Jandira, que sempre nutriu um amor pelo ex-motorista. Ela o leva a um culto numa igreja-pentecostal, e Mariel encontra na igreja a salvação para seus problemas. Cinco anos mais tarde, ele se torna milionário após fundar sua própria igreja, o Templo da Divina Chama, enquanto seus antigos patrões empobrecem. Mas os mesmos sentimentos do passado continuam a ligar a nova vida de Mariel ao universo dos Tavares Branco: a paixão por Carla e o desejo de vingança.

Édson Celulari na "pele" do personagem Mariel
Quando foi exibida na TV, “Decadência” causou uma grande polêmica por causa das pregações religiosas do personagem Mariel, vivido pelo ator Édson Celulari. Em vários capítulos, ele chegava a citar frases que eram verdadeiros chavões ditos pelo bispo Edir Macedo, líder espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus. A minissérie tirou do sério o bispo da Universal que só faltou arrancar os seus poucos fios de cabelo. Vale lembrar que na época de sua exibição, a Rede Globo estava em "pé de guerra" com a Igreja Universal do Reino de Deus, tendo exibido várias reportagens contra Edir Macedo semanas antes da estréia da minissérie. O bispo considerou as cenas que foram levadas ao ar uma provocação e uma blasfêmia à fé evangélica. Como "resposta", a emissora de Macedo, a  Rede Record, exibiu, durante a primeira semana de exibição de Decadência, o filme “Os Meninos de São Francisco”, que contava a história de garotos, vítimas de padres pedófilos num orfanato mantido pela Igreja Católica no Canadá. Cara! O bicho pegou!
Enquanto escrevia esse post, aproveitei para comprar, on line, o livro de Dias Gomes. Como vi a minissérie e gostei, resolvi também incluir o livro em minha lista de leitura. Ah! Antes que me esqueça: Decadência teve 12 capítulos.
02 – Dexter (Jeff Lindsay)
Quem vê na televisão esse serial killer às avessas que só elimina outros serial-killers, não faz a mínima idéia que ele saiu das páginas de um livro. O Dexter Morgan da TV não foi criado, mas adaptado. O seu ‘pai literário’ é o escritor americano Jeff Lindsay casado com a sobrinha do lendário Ernest Hemingway.
Até agora foram lançados seis livros sobre o personagem: “Dexter – A Mão Esquerda de Deus” (2004), “Querido e Devotado Dexter” (2005), “Dexter no Escuro” (2007), “Dexter – Design de Um Assassino (2009), “Dexter é Delicioso” (2010) e “Double Dexter” (2011); este último ainda não lançado no Brasil.
O personagem criado por Lindsay é muito interessante e foge completamente dos padrões convencionais, o que explica o sucesso de seus livros e principalmente da série de TV que já ganhou inúmeros prêmios. A grande sacada do escritor foi dar ao seu personagem a consciência de que ele realmente é um serial killer. Desde criança, Dexter sabe que gosta de matar e sente prazer nisso, o que fica bem evidente quando alguns animais começaram a aparecer mortos no bairro onde ele morava com o seu pai adotivo, um sargento da polícia.
Ao perceber que o pequeno Dex é um psicopata com um instinto assassino, o seu pai procura direcionar essa força matadora e letal para pessoas que realmente mereçam, ou seja, assassinos cruéis e perigosos que de uma forma ou de outra conseguiram escapar das ‘garras’ da Justiça. Ele ensina Dexter a ser dissimulado com extrema perfeição, capaz de levar uma vida normal, se relacionando com a sociedade, mesmo sendo um perigoso serial-killer. Dexter passa a trabalhar na própria polícia – graças ao prestígio de seu pai – como analista forense, mas a noite ele se transforma no perigoso serial-killer que sai em busca de suas vítimas: outros matadores em série, mas “do mal”.
Michael C. Hall, o intérprete do serial-killer Dexter na TV
São muitas as diferenças do Dexter dos livros para o Dexter da TV, a principal delas é que nos romances escritos por Lindsey, a história é narrada em 1ª pessoa; esclarecendo: é o próprio Dex  que conta a sua vida. Dessa maneira, aprendemos a conhecer o personagem bem mais a fundo, já que a narrativa intimista é focada inteiramente nele. Isto faz com que os outros personagens apareçam pouco nos livros, o que já não acontece na TV, onde o espaço dedicado à eles é bem maior.
A primeira temporada de Dexter seguiu fielmente o enredo do livro “Dexter – A Mão Esquerda de Deus”; a segunda temporada de  TV, apesar de ter  utilizado uma boa parte do enredo do livro “Querido e Devotado Dexter”, muita coisa foi modificada ou ficou para atrás. Quanto aos outros livros que fecham a saga de Dex, o enredo das histórias não tem nada a ver com a famosa série de TV. Apesar da série televisiva ser de primeira linha, achei os dois primeiros livros (ainda não li o restante da coleção) bem melhores.
03 – Gossip Girl (Cecily Von Ziegesar)
Antes de tudo, deixe-me explicar que ainda não li os livros e só assisti uns 10 minutos da série. E com certeza não irei ler e nem continuar assistindo. Ao preparar esse post, enquanto pesquisava alguns livros que tiveram seus enredos transformados em séries de TV, topei com uma coletânea de 13 livros!! Isso mesmo, 13 livros sobre o mesmo tema! Ao ler a sinopse da história me lembrei da série de TV Gossip Girl.
Numa segunda-feira braba ao chegar em casa de madrugada comecei a zapear os canais de TV aberta e me deparei com a referida série. Não gostei e juro que tentei assistir até o final, por falta de outras opções, (na época ainda não tinha à disposição parabólica e programas de canais fechados) mas não deu.
Achei sem sal a história de um grupo de patricinhas e playboys que estudam numa escola para milionários. Cara! Da cabeça desse grupinho só sai assuntos de festas, compras e glamour! Coisas do tipo: “com que roupa vou naquela festa” ou “com quem  é que fulano ou fulana está saindo” e por aí afora. Todas essas trivialidades narradas por uma blogueira fofoqueira.
Mas com certeza muitas pessoas devem gostar dessa série de TV, conseguindo ficar acordadas até altas horas da ‘madruga’ para acompanhar as histórias da nossa blogueira. Se você se enquadra nessa categoria sugiro a leitura dos 13 volumes da obra literária de Cecily Von Ziegesar nos quais foi baseada a série de TV. Você vai encontrá-los facilmente em qualquer livraria.
04 – Diários doVampiro (L.S. Smith)
Se vi apenas um pedaço de “Gossip Girl na TV e... não gostei, com relação à “Diários doVampiro” não vi e não li absolutamente nada. Juro que na época em que lançaram o primeiro volume da saga de L.S. Smith fiquei seduzido em adquiri-lo, mas então foram surgindo outras opções literárias bem mais atrativas – pelo menos, para mim - e assim acabei perdendo o ‘tesão’ de ler a obra de Smith. Quanto a série, que teve a primeira temporada exibida pelo SBT, alguns amigos assistiram e me disseram que gostaram, mas como não vi, prefiro me abster de opinar. O que sei é que – por enquanto – a saga de L.S. Smith está em seu quarto volume. Quanto a série, apesar da ‘arte’ estar no site do SBT –  e por sinal, uma arte muito bonita – não consegui encontrar o seu nome na grade de programação da emissora, a não ser que tenha me distraído.
A série teve início em 2009 e já está em sua terceira temporada. A história vampiresca teen estreou na terra do ‘Tio Sam’ pela emissora The CW e o episódio piloto teve a maior audiência já registrada por aquele canal de TV desde  2006.  Acredita-se que mais de 3,60 milhões de telespectadores assistiram a primeira temporada. A série recebeu indicações para vários prêmios, inclusive o cobiçado People’s Choice Awards.
Elenco da série "Diários doVampiro"
Penso que por tudo isso, de um modo geral, “Diários do Vampiro” seja melhor do que “Gossip Girl”.
É importante frisar que o livro que deu origem à série de televisão foi “O Despertar”, correspondente ao 1º volume. L.S. Smith conta a saga dos irmãos e inimigos mortais Damon e Stefan Salvatore. Eles são assombrados por um passado trágico. Vivendo nas sombras desde a Renascença italiana, eles estão condenados a uma vida solitária, já que são vampiros. Para complicar ainda mais situação, eles acabam se apaixonando pela mesma mulher. A partir daí já dá para imaginar o que acontece...
05 – Incidente em Antares (Érico Veríssimo)
Tanto a série global, dirigida por Paulo José, quanto o livro de Érico Veríssimo marcaram muito a minha vida. Quando assisti a minissérie na TV – era exibida sempre após a novela das oito ou das nove, sei lá, já que nunca começa no horário certo – já tinha lido o livro de Veríssimo. Como me encantei com a história, fiquei eufórico quando soube que as suas páginas seriam adaptadas para a telinha, tendo ainda a talentosa Fernanda Montenegro – a 1ª Dama da televisão brasileira – num dos papéis principais. Não perdi nenhum dos 12 capítulos de Incidente em Antares. Minissérie e livro são fantásticos!
O livro é um romance, portanto uma história de ficção, no estilo modernista, mas Veríssimo utilizou um truque de linguagem muito inteligente onde simula transcrições de falsos autores, entre os quais um padre e um jornalista gaúcho. Em determinado ponto do enredo, esses personagens se tornam narradores, jurando que viveram a experiência fantástica contada pelo autor que teria acontecido na fictícia cidade gaúcha de Antares.
A obra de Veríssimo é dividida em duas partes. Na primeira, o autor nos apresenta duas famílias gaúchas rivais: os Campolargo e os Vacariano. Mediante o surgimento de uma “ameaça comunista”, as duas famílias resolvem se unir. A tal da ameaça comunista nada mais é do que o crescimento da classe operária que se une e começa a exigir os seus direitos. Dentro desse clima Veríssimo simula a transcrição de trechos de jornais dando a entender que os fatos fictícios realmente aconteceram.
O “Incidente” do título da obra se refere a segunda parte do romance quando os coveiros de Antares decidem entrar em greve por melhores salários e condições de serviço. E no exato momento em que deflagram a greve o que é que acontece?? Simplesmente, morrem sete pessoas, incluindo a matriarca dos Campolargo. Os coveiros se negam a fazer o enterro e se  aproveitam da situação para pressionar os seus patrões. 
Fernanda Montenegro como Quitéria Campolargo
Os mortos, então, adquirem "vida" e saem das suas covas, passando a vasculhar a vida dos parentes e amigos, descobrindo, toda a podridão da sociedade. A grande sacada do autor foi deixar claro que por serem cadáveres, os ‘insepultos’ estão livres de sofrerem pressões, ameaças e chantagens por parte da sociedade que, por sua vez, tem a sua máscara derrubada. Se aproveitando disso, os cadáveres passam a criticar de maneira violenta os pseudo moralistas de Antares. É onde começam a aparecer as histórias “cabeludas”.
Comandados pela matriarca dos Campolargo, Dona Quitéria, os cadáveres arquitetam um plano para conseguir seus enterros. É claro que não vou contar para não estragar a surpresa daqueles que pretendem ler o livro ou rever a série.
Com relação minissérie que passou na Globo, há 18 anos, basta dizer que Fernanda Montenegro estava impagável como Dona Quitéria Campolargo.
06 – Sex and the City (Candace Bushnell)
Livro de Candace Bushnell
O que dizer ou escrever de um livro que já vendeu mais de um milhão de exemplares somente nos Estados Unidos, sem contar os outros países? Temos de concordar que para atingir essa marca, a obra deve ser pelo menos satisfatória. E Sex and City ou se preferirem “Sexo na Cidade” é muito bom. Prova disso é que se tornou uma cultuada série de TV, além de ter gás para mais dois filmes lançados nos cinemas com muito sucesso. E convenhamos que é muito raro um livro ser adaptado para o cinema e ao mesmo tempo para a televisão. Para que isso ocorra, a obra literária tem que ser boa, de fato. Como já afirmei no início, Sex and the City, realmente convence pela sua qualidade.
Muitas pessoas podem achar que por causa do nome; livro, série e filmes banalizam o sexo. Nada disso; apesar de haver cenas picantes de sexo, o tema é abordado com muita seriedade, evitando a sua banalização.
Layout promocional da série de TV
O enredo criado por Candace Bushnell não se restringe somente as questões sexuais; é muito mais amplo: a valorização da mulher na sociedade; os relacionamentos desgastados; o direito da mulher sonhar alto, vivendo o seu conto de fadas numa sociedade globalizada e capitalista sem ser ridicularizada; a prova de que conflitos sérios e complicados ocorrem nas melhores “amizades solidas”, colocando em prova o valor e a estrutura dessa amizade. Enfim, “Sexy and the City” é uma miscelânea de temas contemporâneos do nosso dia a dia, tratados numa abordagem franca e aberta. As alegrias das conquistas e as tristezas das derrotas e conflitos são vividos por quatro mulheres que se tornam amigas inseparáveis, todas elas na faixa etária dos 30 aos 40 anos.
No Brasil, a série foi transmitida pelos canais Multishow (onde ganhou uma versão mais light), 21, Fox, Bandeirantes e Record. A série teve seis temporadas e terminou em 2004. “Sex and the City – O Filme”, com Sarah Jessica Parker só sairia quatros depois, em 2008. Já o livro de Bushnell, está a disposição do leitor em qualquer livraria que se preze.
07 – Auto da Compadecida (Ariano Suassuna)
Chicró (Selton Mello) e João Grilo (Matheus Natchergaele)
 “Auto da Compadecida” foi uma peça de teatro escrita pelo autor nordestino, Ariano Vilar Suassuna e encenada pela primeira vez em 1955 em Recife. A peça fez tanto sucesso que o seu autor resolveu publicar os seus três atos dois anos depois. Após ser transformada em livro, “Auto da Compadecida” não parou de ganhar novas edições ao longo dos anos, demonstrando que havia caído no gosto popular. Uma nova encenação da peça viria acontecer em 1974.
Livro e peça de teatro tornaram Suassuna famoso em todo território nacional e até mesmo em outros países.
Em 1999, a Globo transformaria os três atos da peça - publicados no livro -  em uma minissérie de estrondoso sucesso. É importante esclarecer que a peça teatral que originou o livro se chama “Auto da Compadecida”, enquanto a minissérie recebeu o nome de “O Auto da Compadecida”, ganhando o acréscimo do artigo “O”, antes do nome original. Bom, depois do sucesso no teatro e na televisão, só restava “Auto da Compadecida” conquistar a tela grande. E foi o que aconteceu no ano 2000 com o filme homônimo.  
Autor de "Auto da Compadecida": Ariano Suassuna
Os personagens criados por Suassuna invadiram o imaginário popular e conquistaram a preferência dos brasileiros. Quem não se lembra de João Grilo, Chicró e Padre João, entre outros. Suassuna criou personagens alegóricos, ou seja, não individuais, mas que representam certos tipos marcantes existentes em qualquer sociedade ou comunidade por esse Brasilzão afora. O protagonista João Grilo é o sujeito pobre e franzino, mas de uma astúcia sem limites. Ele usa a sua condição social como desculpa por suas traquinagens e golpes.
Livro "Auto da Compadecida"
Quantos tipos assim não existem em nossa sociedade?  Chicró representa o mentiroso; Padre João, o mau sacerdote que só se preocupa em juntar dinheiro para a sua aposentadoria; o Sacristão, é outro exemplo de mau religioso; o Bispo, juntamente com Padre João e o Sacerdote ajudarão a compor o quadro representativo de uma igreja corrompida pelos homens; Antônio Moraes é o típico senhor de terras truculento que faz de tudo para possuir novas propriedades, numa alegoria aos maus ruralistas e latifundiários espalhados pelo Brasil; Frade, representa o bom sacerdorte, compondo o outro lado da igreja composta por bons religiosos; e por aí afora.
O “lance” do ‘gato que discome dinheiro’ criado pela dupla de golpistas – João Grilo e Chicró para enganar a mulher do padeiro foi antológica no seriado de TV. Dei muitas gargalhadas com o gato que evacuava moedas. Não entendi porque essa passagem foi, inexplicavelmente, cortada do filme exibido nos cinemas em 2000.
O livro Auto da Compadecida e a série de TV juntamente com o filme “O”Auto da Compadecida é um retrato fiel da nossa sociedade. Vale a pena ler e assistir.
08 – Os Pilares da Terra (Ken Follet)

DVD's da minissérie de TV
A minissérie, baseada em dois volumes homônimos escritos por Ken Follet recebeu elogios suntuosos da crítica especializada e também dos telespectadores que tiveram a oportunidade de acompanhar os oito episódios produzidos por Ridley Scott e seu irmão Tony Scott.  “Os Pilares da Terra” foram lançados – digo “foram”, porque são dois volumes – em 1989, e na época passaram despercebidos pela maioria das pessoas; mas na década de 90, graças a propaganda boca a boca daqueles que já haviam lido os livros, a obra literária “bombou”, no bom sentido, é claro, e entrou, tardiamente, na listagem dos Best Sellers mais lidos daquela época.
A criação de Ken Follet fez tanto sucesso que os seus direito de exibição foram adquiridos pelos irmãos Ridley e Tony Scott. Com certeza, vocês conhecem o gênio Ridley Scott; quanto a seu irmão não fica para trás. Eles fizeram uma adaptação perfeita das páginas para a TV, mudando muito pouco o enredo criado por Follet em seu romance. No Brasil, esta minissérie de oito capítulos passou na Band que saiu na frente das outras emissoras e acabou adquirindo os direitos de exibição.
Obra literária de Ken Follet em dois volumes
“Os Pilares da Terra” ‘fala’ sobre a construção de uma catedral no século XII. Follet nos conta sobre o sonho ambicioso do personagem Tom Construtor: construir uma catedral majestosa e imponente, digna de tocar os céus. Um verdadeiro símbolo de adoração a Deus. Mas essa tarefa não será nada fácil, e o motivo para isso está longe de ser a falta de técnicas modernas ou tecnologias revolucionárias. A verdade é que, na Idade Média, uma (aparentemente) simples construção pode causar todo tipo de conflitos. Conflitos políticos envolvendo o clero, reis poderosos e mulheres perigosas acabam se mesclando nesta obra literária, com Tom ficando no centro de tudo isso. Para ele, o que importa é construir a catedral dos seus sonhos, mas muitos obstáculos surgirão em seu caminho. A epopéia da construção da catedral ultrapassa várias gerações do humilde pedreiro e mestre de obras. Filhos, netos e bisnetos acabam se envolvendo no sonho de Tom.
Agora a boa notícia: os dois volumes de “Os Pilares da Terra”, você encontra facilmente em qualquer livraria, on line ou não; quanto a minissérie de oito capítulos foi lançada também em Dvds.
09 – O Tempo e o Vento (Érico Veríssimo)
Esta minissérie de 25 capítulos exibida pela Rede Globo de Televisão em 1985 e que contou com um elenco estelar foi baseada na obra prima de Érico Veríssimo. Ihhh!! Olha ele aí de novo!! (rs). “O Tempo e o Vento” é considerada por muitas pessoas como a obra literária definitiva sobre o Rio Grande do Sul. E vou mais além, inúmeros críticos consideram-na a mais importante já escrita sobre aquele Estado, um dos mais importantes do País.
O romance de Veríssimo é dividido em três partes: O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1962). Resumindo: o livro é a história fiel da formação do estado gaúcho, no período de 1680 a 1945. O autor fala da formação do Estado gaúcho em seus primórdios, da sua urbanização e dos conflitos políticos. Tudo isso, através das sagas das famílias Terra e Cambará.
Lembro que demorei quase um ano para ler a “trilogia” de sete livros de “O Tempo e o Vento”. Mas a obra foi tão marcante que apesar de ter lido em minha adolescência, mesmo tendo decorrido vários anos, ainda me lembro da saga das duas famílias gaúchas.
Tarcísio Meira como Rodrigo Cambará
A curiosidade é que Érico Veríssimo demorou 15 anos para concluir a sua trilogia. Ao escrever “O Retrato” ele já estava com a saúde bem debilitada por causa de um ataque cardíaco, mas mesmo assim, conseguiu concluir a sua obra máxima.
Quanto a minissérie baseada em sete livros, arrebanhou uma das maiores audiências da Globo no horário. Acredito que “O Tempo e o Vento”, talvez seja uma das minisséries de maior sucesso da emissora. Ela nos brindou com personagens marcantes que até hoje fazem parte da cultura popular. Ou será que você não se recorda do “Capitão Rodrigo”, vivido pela ‘fera’ Tarcísio Meira; Ana Terra (Glória Pires); Padre Lara, pelo saudoso Mario Lago; Coronel Bento Amaral (José Lewgoy); General Rafael Pinto Bandeira, pelo imbatível Lima Duarte. Bem, é isso aí...
10 – O Círculo Secreto (L.J.Smith)
Taí mais uma trilogia da escritora Lisa Jane Smith, mais conhecida por L.J. Smith. Digo “mais uma”, porque já faz parte desse post os livros da saga “Diários de um Vampiro” que também foram transformados em minissérie. À exemplo de “Diários...” tenho que confessar que também não li os livros e nem assisti a minissérie “O Círculo Secreto”. O que sei é que a minissérie estreou no Brasil – através do canal ‘Warner Channel’ - em novembro de 20011, aproximadamente dois meses após a sua estréia nos Estados Unidos.
L.S. Smith conta na sua série de livros a história de uma adolescente chamada Cassie Blake que após a morte da mãe em um acidente trágico, vai morar com a sua avó numa pequena cidade, onde todos os moradores parecem conhecer detalhes de sua vida. Quando Cassie conhece seus novos amigos, eles explicam que são descendentes de bruxos e que estavam aguardando  por ela para completar a nova geração do Círculo Secreto. A série de três livros combina horror, fantasia e romance e explodiu em vendas em todo o mundo o que levou os produtores Kevin Williamson (o mesmo de Diários de um Vampiro) e Andrew Miller a assumir o projeto de adaptação das páginas para a telinha.
Beleza! Por hoje é só!

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