30/10/2018
Nas montanhas da loucura
Tenho que ser sincero, por isso já peço desculpas aos leitores que cultuaram esse conto de H.P. Lovecraft, mas... não gostei. A leitura não fluiu, travou mesmo; e em alguns momentos pensei em parar tudo e partir para outra historieta do livro “Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft” da editora Hedra.
Quem é fã de carteirinha do autor sabe que a principal característica de suas narrativas é a ausência de diálogos. Costumo dizer que encontrar um ‘bate-papo’ entre os personagens que fazem parte da mitologia lovecraftiana é mais difícil do que encontrar uma agulha no palheiro. Geralmente, os enredos são narrados em primeira pessoa por personagens que vivenciaram os fatos, quase sempre cientistas, jornalistas ou pesquisadores que ficaram abalados ao presenciarem uma situação de terror. Como os diálogos são ínfimos, o jeito é dar asas para a descrição dos eventos.
No caso de “As Montanhas da Loucura, acredito que Lovecraft exagerou nas descrições, tornando a história muito cansativa. No romance – isto mesmo, esse é um dos poucos enredos do escritor que também foi lançado separadamente, num livro próprio – escrito em 1931, Lovecraft detalha os fatos de uma expedição desastrosa ao continente da Antártida em setembro de 1931quando um grupo de pesquisadores da fictícia Universidade do Miskatonic, em Massachusets, descobre surpreendentes indícios de civilizações muito anteriores à humanidade em nosso planeta. Após uma série de eventos macabros, toda a equipe de cientistas é dizimada por algo misterioso, restando apenas dois sobreviventes, um deles com colapso nervoso por causa do terror vivido.
A história é narrada pelo outro sobrevivente, Dr, William Dyer que apesar dos fatos horripilantes não chegou a perder a razão. Ao tornar os fatos públicos, ele pretende evitar que uma nova expedição viaje até as montanhas de gelo da Antártida para dar continuidade às explorações da equipe dizimida.
A história é narrada pelo outro sobrevivente, Dr, William Dyer que apesar dos fatos horripilantes não chegou a perder a razão. Ao tornar os fatos públicos, ele pretende evitar que uma nova expedição viaje até as montanhas de gelo da Antártida para dar continuidade às explorações da equipe dizimida.
O plot da história é fantástico, mas infelizmente o excesso de descrição, principalmente do Continente Antártico, acaba matando o enredo. Uma pena.
Mas antes de você – que lê este post – ficar desanimado e propenso a escolher um outro conto de Lovecraft para devorar, lembre-se daquele antigo ditado: “o bronze para mim pode ser ouro para uma outra pessoa”. Entonce, é isto que ocorre com “As Montanhas da Loucura”, um dos contos mais polêmicos do escritor. Alguns o amam, enquanto outros o odeiam.
Dois leitores famosos que leram e adoraram a história de Lovecraft foram John Carpenter e Ridley Scott que dirigiram respectivamente “Enigma do outro Mundo” (1982) e “Alien Covenant” (2017). Alguns críticos de cinema, afirmam que o conto/romance “As Montanhas da Loucura” serviu de inspiração apara esses dois grandes sucessos do cinema.
Viram só? Nem todos não gostaram da história.
Até breve!
27/10/2018
Discípula de Sidney Sheldon Lança “A Viúva Silenciosa”. Livro já está em pré-venda
Olha... sinceridade? Depois da pedrada que levei no meio da cabeça após ter lido “ASenhora do Jogo”, de Tilly Bagshawe – escritora convidada pelos herdeiros de Sidney Sheldon para dar sequência ao seu legado literário – jurei que iria ficar esperto com relação aos novos lançamentos da autora e jornalista britânica que ficou conhecida como a “Sidney Sheldon de saias” e que para mim, pelo menos ainda, não faz jus a esse apelido.
Cara, “A Senhora do Jogo” é horribile, mas muito horribile. Sheldon deve ter se revirado no túmulo por ter sido o co-autor da obra, graças a concordância de seus herdeiros. O excesso de sexo que permeia a história em alguns trechos beira o pornográfico e a falta de carisma dos personagens detonaram essa sequência do clássico “O Reverso da Medalha”.
Por isso, fiquei meio cabreiro com Bagshawe e confesso que cheguei a prometer não comprar mais nenhum livro escrito por ela. Men, por favor, entenda que a decepção foi grande.
Mas então, na noite de ontem, durante as minhas zapeadas noturnas pelas livrarias virtuais, eis que me deparo com o livro “A Viúva Silenciosa”; e escrito por quem? Pela própria! E quer saber de um segredinho? Comprei a obra que já está em pré-venda. Ok, antes de me chamar de hipócrita, dissimulado ou falso, entenda que a marca ‘Sheldon’ ainda é muito forte e consequentemente capaz de seduzir a maioria dos leitores que continuam sendo fãs do autor mesmo após a sua morte.
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| Sheldon e Bagshawe |
Quando bati os olhos na capa que estava exposta na prateleira virtual da Amazon, a impressão que tive foi a de estar vendo um livro escrito pelo próprio Sheldon. Caraca, algo hipnotizante! Sem contar a sinopse do enredo que tem tudo a ver com as tramas magistralmente engendradas pelo saudoso autor. O nome de Bagshawe nem me passou pela cabeça naquele momento. Verdade!
Bem, resumindo: efetivei a compra influenciado por Sheldon e não por quem, realmente, escreveu o enredo. Estranho, não acham? Mas tudo bem, a decisão foi tomada e agora só resta aguardar a chegada do livro e torcer para que dessa vez, Bagshawe tenha acertado a mão.
“A Viúva Silenciosa” narra a saga de Charlotte Clancy, uma jovem au pair americana, que desaparece sem deixar vestígios na Cidade do México. O caso acaba sendo arquivado, mas suas consequências são devastadoras. Uma década depois, um assassino perigoso está à solta nas ruas de Los Angeles, já tendo feito duas vítimas. É neste momento que entra em cena uma nova personagem na história e que passará a ter relação com o caso de Clancy. Trata-se da psicóloga Nikki Roberts. Nikki ainda está muito abalada com a recente morte do marido. E sua vida sofre outra reviravolta quando uma de suas pacientes, Lisa Flannagan, e o rapaz que Nikki considerava como filho, Treyvon Raymond, são brutalmente assassinados. Mas, apenas quando sofre um atentado é que a psicóloga tem certeza de que ela é o verdadeiro alvo desse assassino impiedoso. Atormentada por um acontecimento do passado e vendo a polícia em um beco sem saída, Nikki contrata o detetive particular Derek Williams, um homem que não tem medo de sujar as mãos. Ele trabalhara no caso de Charlotte Clancy, mas agora, anos depois, encontra nas anotações de Nikki Roberts um nome que chama sua atenção, e essa nova investigação o conduz a um caminho perigoso de volta ao passado. Numa cidade corrupta, onde não se sabe quem é inimigo e quem é amigo, Nikki Roberts precisa correr contra o tempo para descobrir a verdade por trás desses crimes antes que ela seja a próxima vítima.
Entonce, achei a sinopse bem ao estilo de Sheldon, dando a impressão de muitas reviravoltas na trama.
A editora Record pretende lançar “A Viúva Silenciosa” no dia 20 de dezembro, mas o livro – como já disse – está em pré-venda nas principais livrarias virtuais do País.
São 448 páginas que poderão ser a redenção de Bagshawe ou então...
Melhor aguardar.
24/10/2018
Livros e Opinião de cara nova
O velho e sábio ‘Kid Tourão’ sempre me dizia: - Filho tem a hora certa pra tudo; não adianta colocarmos o carro na frente dos bois. Sem planejamento não chegamos a lugar nenhum. – Caramba que saudades dessa pessoa tão especial que um dia fez parte da minha vida. Se você não teve a oportunidade de conhecer o grande Kid nos posts do blog, veja aqui, aqui, mais aqui e por fim esse aqui.
Esta filosofia “Touriana”, como costumo dizer, serviu inteiramente para os propósitos desse blog que já mantenho há mais de sete anos. Ultimamente vinha acalentando o sonho de mudar o layout do Livros e Opinião, mas tomando como exemplo a sábia frase do velho Tourão, optei por não fazer nada de afogadilho.
Primeiramente, fui mudando alguma coisinha aqui, outra acolá, sempre respeitando as minhas limitações, afinal de contas design gráfico nunca foi a minha praia. Sempre dei uma atenção maior para a elaboração de um bom texto, mas chegou o momento – acho que no segundo ano de existência do blog – que não dava mais para adiar algumas alterações no visual da página. Foi nesse período que comecei a dar as minhas primeiras fuçadas em layouts, temas, HTML e o escambau a quatro.
Talvez, se eu tivesse optado por partir logo de cara para a contratação de um webmaster profissional, não teria aprendido o pouco que sei sobre códigos HTML e CSS. E na minha humilde opinião, todas as pessoas que decidem abrir um blog devem ter, pelo menos, uma noção sobre hipertextos. Por que? Simples. Um blog é muito dinâmico e com frequência estamos acrescentando ou retirando gadgets, links, mudando cores, alterando a posição de ‘caixas’, etc. Além do mais, todo blogueiro iniciante após pegar gosto pelo hobby de publicar as suas postagens, deixa de satisfazer-se com os layouts nativos do Blogger ou Wordpress e então, decidem sair em busca de templates menos amadores. Mas para arriscar mudanças é preciso ter um pouco de conhecimento na área de códigos. E este conhecimento, mesmo que seja básico, você só consegue econtrar, repito, depois de muitas fuçadas e cabeçadas.
Para aqueles que ainda são novos, aqui, no Blogger aceitem este conselho: Não peça para ninguém fazer alterações no seu template; faça, você mesmo. Vire-se como puder: assista vídeo-aulas no Youtube, participe de fóruns com outros blogueiros mais experientes, leia tutorais referentes a plataforma Blogguer ou Wordpress, mas não deixe de adquirir esses conhecimentos. Eles serão essenciais no futuro.
Só após ter esta noção sobre hipertextos é que o blogueiro deve procurar um profissional para fazer alterações em seu blog. Pois é galera, essa foi a minha opção. É evidente que o blogueiro que lê esse post não precisa esperar sete anos ou mais, como eu esperei, para procurar a orientação e os trabalhos de um profissional. Cada um decide o seu próprio tempo para agir.
No meu caso, quando cheguei a conclusão que o ‘Livros e Opinião’ precisava com urgência de um ‘up’ que estava além dos meus conhecimentos gráficos, decidi requisitar os trabalhos de uma webmaster profissional. Outro detalhe que apressou a minha escolha foi a opção por alterar o protocolo do blog que passou a funcionar em HTTPS, tornando-o mais seguro, além de melhorar o seu posicionamento nos motores de busca do Google.
Só que a partir do momento que você implementa essa mudança, muitas imagens, gadgets e links que operavam em HTTP, simplesmente deixam de funcionar em HTTPS, bagunçando o layout de seu blog. Para mim, isto foi a gota d’água. Depois de ‘varar’ madrugadas tentando acertar as falhas da minha página, acabei desistindo e mantive contato com a Ká Guimarães, ou simplesmente, Karol, da MK Designer e Layouts que elaborou um projeto gráfico para o Livros e Opinião. Importante: por um preço bem acessível.
Conversamos muito sobre o layout que eu pretendia implantar no blog. Disse à ela o que eu queria para a minha página, mas também mudei algumas coisas, após sugestões hiper-válidas da profissional. Outro pormenor, além da turbinada no visual, foi a organização dos códigos que mudaram para HTTPS. Ela deixou tudo arrumadinho, dentro dos padrões exigidos pelos algoritmos do Google. A consequência disso foi uma melhor colocação nos motores de busca e consequentemente mais visitas.
Confesso que estou muito feliz com estas as mudanças. Se o Kid Tourão estivesse vivo, com certeza, iria dizer “Viu só filho? Tem a hora certa pra tudo”.
Inté!
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