02/05/2020

Em tempos de coronavírus e videoconferências, Um Diário do Ano da Peste é sempre bem-vindo


Nestes tempos de coronavírus, o chamado home office está predominando na maior parte do Brasil, principalmente entre as pessoas que já dobraram a curva dos 50, estão chegando nos 60 ou então já ultrapassaram essa meta. Como faço parte desse grupo: um cinquentão já a caminho do seis ponto zero, fui autorizado a desempenhar as minhas atividades, pelo menos a maioria delas, em casa. E olha que são muitas! Como os meus tempos de repórter já passaram – aliás, sinto muitas saudades daquela época – não preciso ficar saindo em campo atrás de entrevistas. Como sou editor, o chamado home office veio a calhar, já que a maioria das reuniões de pautas podem ser resolvidas através de videoconferências.
Confesso que essas alterações, mudaram muito pouco o meu ritmo de trabalho, pois as reuniões continuam acontecendo normalmente e várias vezes. A diferença é que elas ocorrem por videoconferência. Mesmo assim, ainda consigo dar algumas zapeadas, durante o dia, pelas livrarias virtuais; volta e meia, lá estou eu pescando alguma obra que me agrade.
Numa dessas ‘zapeadas literárias diurnas’ encontrei um livro que despertou demais o meu interesse. Trata-se da obra de Daniel Defoe chamada Um Diário do Ano da Peste. Não sei se pelo clima que estamos vivendo ou então pelas características do enredo que mistura linguagem jornalística com ficção, acabei comprando o livro.
O livro de Defoe é um relato ficcional da doença que ficou conhecida como a ‘Grande Peste de Londres’ (1665-1666), uma epidemia que vitimou entre 75.000 e 100.000 pessoas, ou seja, um quinto da população daquela cidade.
O autor tinha apenas quatro anos quando a peste bubônica provocou todo aquele estrago em Londres e também em vários países europeus. Das suas lembranças acabou escrevendo Um Diário do Ano da Peste, um livro meio ficção e meio jornalístico sobre a maneira de como viveram os londrinos durante aquele ano de 1665. Defoe descreve até as notas de óbito e conta o que faziam e como viviam as pessoas isoladas nas suas casas para tentar sobreviver à peste.
Um amigo meu já leu a obra e me disse que apesar de Defoe ter escrito o seu livro 50 anos depois do ataque vassalador da peste bubônica em toda a Europa, ele consegue nos transportar, juntamente com seu personagem-narrador para o caos causado pela epidemia naquela época.
Para quem não sabe, Defoe ficou conhecido mundialmente pelo sucesso do clássico Robinson Crusoé.
Começo a leitura hoje a noite. Tomara que goste. Tão logo termine, faço a postagem da resenha no blog.

28/04/2020

Por Trás de Seus Olhos


Já começo esse post ‘falando’ do final do livro. Calma! Calma aí gente, não vou liberar nenhum spoiler, podem ficar tranquilos, vou apenas dar a minha opinião sobre o ‘the end’ de Por Trás de Seus Olhos, da escritora Sara Pinborough. O que eu achei? Surreal demais, fantasioso demais, bizarro demais; enfim, um final completamente fora da casinha. Os elementos fantásticos utilizados pela autora para concluir a sua história foram muito loucos; como já disse acima, surreais demais. Talvez, se ela tivesse optado por estruturar o tão comentado plot twist de seu enredo dentro de um contexto real, deixando a fantasia de lado, acredito que o livro seria fantástico.
Tenho certeza de que muitos leitores discordarão da minha opinião, já que o final de Por Trás de Seus Olhos é considerado um dos cinco melhores plot twist, de todos os tempos, da literatura, com alguns chegando a colocá-lo no top desses plot twists. Tudo bem, só que para mim, não é. Achei as reviravoltas nos enredos de Eles Merecem a Morte, Até Você Ser Minha e A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert bem mais impactantes porque os seus autores trabalharam com elementos reais, palpáveis.
Confesso que é uma pena porque o enredo criado por Pinborough é muito bom e consegue prender o leitor. A sua narrativa cria em nós expectativas dúbias com relação aos personagens. Você não sabe quem está mentindo, quem está falando a verdade, enfim, quem é o gato ou o rato. Então, quando os segredos desses personagens começam a ser desvendados, principalmente os segredos sinistros do estranho casal David e Adele, o leitor fica piradão porque a sua curiosidade cresce de tal maneira, ao ponto de você ir ‘engolindo’ as páginas para descobrir o que fulana ou sicrano estão tramando. Mas aí, no ápice do enredo vem aquele final louco da porr... O que foi aquilo cara?!! Acho que a autora estava ‘mutcho loka’ naquele momento.
Por Trás de Seus Olhos tem três narrativas paralelas, sendo duas em primeira pessoa e a outra em terceira. Louise, é uma das personagens narradoras, a outra se chama Adele. Os capítulos narrados por elas são intercalados com flashbacks do passado de Adele narrados em terceira pessoa.
Louise é mãe solteira, trabalha como secretária e está presa à rotina da vida moderna: ir para o escritório, cuidar da casa, do filho e tentar descansar em tempo livre. Em uma rara saída à noite, ela conhece David num bar e mesmo após ele ter ido embora, depois de trocarem um beijo, Louise fica muito animada por ter conhecido alguém.
Ela só não esperava por duas coisas: o homem que ela conheceu no bar e que despertou algo em seu coração é casado e como não bastasse essa pedrada na cabeça, ele também é o seu novo chefe, um promissor médico psiquiatra. Apesar de David fazer questão de explicar para Louise, agora, sua secretária, que aquele beijo no bar foi um equívoco, em pouco tempo, os dois passam a ter um caso.
Em uma terrível sequência de erros, Louise acaba ficando amiga de Adele, que é a esposa do seu amante. Aos poucos, Louise vai sendo arrastada para a sinistra história do casal e desconfia que algo naquele casamento está muito, mas muito errado. A curiosidade faz com que ela decida descobrir qual mistério envolve David – por quem acabou se apaixonando - e Adele – a qual, apesar das circunstâncias, tornou-se muito amiga.
Imaginava um final diferente para um enredo que vinha me agradando demais, com mudanças e revelações surpreendentes ao longo da trama, mas o final absurdo, bizarro e ilógico não me agradou.
Mas não fique triste por isso; se você gosta de reviravoltas surreais, com certeza irá aprovar.
Até a próxima!

25/04/2020

Finalmente, novas estantes para os meus “bebês”



As novas estantes
Estou muito feliz galera. Minhas estantes ficaram prontas! Iahuuuuuuuuu!! Mais feliz ainda porque os meus livros já estão bem acomodadinhos, de volta aos seus lugares. Como já havia revelado neste post, há alguns dias, os meus bebês estavam impacientes e reclamando por mais espaço já que as suas “caminhas” estavam bem apertadas. Pois é, eles estavam brigando a socos e pontapés por mais espaço. Por isso, fui obrigado a dar um basta neste desentendimento colocando a mão no bolso. Confesso que fiquei muuuito descapitalizado, mas por outro lado, também muuuito feliz.
Contratei um marceneiro, amigo meu, para fazer um prolongamento da estante atual que fica na lateral direita da minha sala de leitura e por sugestão desse profissional, aproveitei o embalo e já autorizei a montagem de uma nova estante na parede central. Fiz isso pensando nos futuros livros que irei comprar ou ganhar.
Quem olhar as modificações irá perceber que ficaram vários espaços vazios, mas prefiro assim, pois fico mais tranquilo, pois não existe nada pior do que você ir atulhando livros em cima de livros, de maneira inteiramente bagunçada, por falta de espaço nas prateleiras.
Estantes iluminadas durante a noite, já com os bebês
A minha nova estante, a exemplo da antiga, foi confeccionada em MDF branco. Quanto ao prolongamento ficou com aproximadamente 2,70 metros de largura e 1,30 de altura divididos em seis prateleiras – reforçadas com apoiadores – cada uma dessas prateleiras medindo 1,38 metros de largura por 33 centímetros de altura.
Já a estante central tem oito prateleiras com as mesmas medidas da estante lateral distribuídas num espaço total  de 2,80 por metros de largura por 1,40 de altura.
No momento de organizar os meus livros optei em distribuí-los por gêneros. Vou revelar que no início fiquei seduzido por organizá-los por “lidos e não lidos” ou então por “cores” ou ainda por “editoras e autores”, mas no final a separação por gêneros acabou vencendo.
Desculpe aí, mas hoje não tem resenhas, listas ou indicações literárias no blog; o que eu queria era dividir a minha alegria com vocês.
Valeu pessoal!

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